Trivium: riffs inspirados e solos repletos de melodia

Resenha - Trivium - Shogun

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Por Ricardo Seelig, Fonte: Collector's Room
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Nota: 8


Passados quase dez anos de sua formação (o grupo nasceu em Orlando, na Flórida, em 2000), não é exagero algum apontar o Trivium como uma das principais bandas de heavy metal do cenário atual. Grandes vendedores de discos e donos de uma reputação sólida devido aos seus animalescos shows, o quarteto chega agora ao quarto álbum, "Shogun", que sucede os muito bem sucedidos "Ascendancy" e "The Crusader".

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Musicalmente, o que fica claro nas onze faixas do trabalho é que o Trivium encontrou a sua personalidade, o seu som. As influências de sempre - o thrash da Bay Area (notadamente dos primeiros discos do Metallica) e a New Wave Of British Heavy Metal (principalmente a fase inicial do Iron Maiden) - continuam presentes, mas, diferentemente dos álbuns anteriores, que forneceram munição para alguns críticos apontarem o grupo como mera reciclagem desses dois gigantes da história da música pesada, em "Shogun" elas se unem de maneira sólida na construção de uma sonoridade avassaladora e contagiante, que tem tudo para agradar tanto fãs saudosistas do metal oitentista quanto as gerações mais jovens de headbangers.

Matt Heafy, seguindo o que havia feito em "The Crusader", alterna vocais guturais com passagens limpas nos refrões, causando um contraste muito legal e que já é uma marca registrada do Trivium. As guitarras de Heafy e de Corey Beaulieu honram toda a tradição de quase quarenta anos de som pesado entregando riffs inspirados (ah, como é bom ouvir canções baseadas em riffs, em um cenário dominado por guitarras afinadas em tons baixos e instrumentistas que tocam, ad infinitum, as mesmas passagens) e solos repletos de melodia. Resumindo, o que Heafy e Beaulieu fazem, com precisão cirúrgica, é unir os riffs certeiros do thrash metal às melodias intrincadas e inspiradas da NWOBHM, gerando um som contagiante.

A cozinha do Trivium, formada por Paolo Gregoletto e Travis Smith, mostra domínio técnico invejável, aliado a uma pegada feroz e precisa. Gregoletto alterna momentos em que segue as linhas de guitarra de Heafy e Beaulileu a outros em que cria as bases seguras para as viradas inspiradas de Smith, que evoluiu mais ainda nesse novo álbum, mostrando um trabalho seguro nos dois bumbos e muita criatividade na construção de batidas que dão ainda mais peso às composições.

Entre os destaques estão a abertura selvagem com "Kirisute Gomen", a empolgante "Torn Between Scylla and Charybdis", a melodiosa "Into the Mouth of Hell We March", o arregaço de "Throes of Perdition", a energia de "Like Callisto to a Star in Heaven" e os quase doze minutos de riffs e mudanças de andamento da faixa-título.

"Shogun" mantém o Trivium com uma das principais bandas de heavy metal da última década, e dá um passo importantíssimo na carreira do grupo, com um som repleto de personalidade e inspiração.

Faixas:
1. Kirisute Gomen - 6:26
2. Torn Between Scylla and Charybdis - 6:49
3. Down from the Sky - 5:34
4. Into the Mouth of Hell We March - 5:51
5. Throes of Perdition - 5:53
6. Insurrection - 4:56
7. The Calamity - 4:57
8. He Who Spawned the Furies - 4:40
9. Of Prometheus and the Crucifix - 4:40
10. Like Callisto to a Star in Heaven - 5:25
11. Shogun - 11:53




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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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