Lothlöryen: Heavy Metal que exala alguma modernidade
Resenha - Some Ways Back No More - Lothlöryen
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 29 de dezembro de 2008
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Com uma trajetória que se iniciou em 2002, o mineiro Lothlöryen encantou boa parte do público e mídia especializada com o CD-Demo "Thousand Ways To The Same Land" (03) e, principalmente, com o debut "... Of Bards And Madmen" (05). E se, paralelamente a esta boa recepção, as comparações com os trabalhos do conterrâneo Tuatha de Danann foram freqüentes, a situação com certeza agora poderá se reverter, pois os rumos tomados com "Some Ways Back No More" agora levam a caminhos bem diferentes.

A atmosfera européia e mística, típica do manjado J. R. R. Tolkien, ainda persiste. Mas o Lothlöryen sabiamente seguiu uma linha mais Heavy Metal, que exala alguma modernidade revigorante de tal espontaneidade que fatalmente fisga o ouvinte, em especial pela forma como explora – muito bem mesmo! – todas as camadas de vozes. E algo que reforça a pegada mais pesada é o resultado da gravação, que apresenta uma dose de sujeira que se contrapõe às tantas e bonitas melodias.
Neste esquema, suas canções são muito homogêneas, mas há alguns destaques óbvios como a abertura "My Mind In Mordor", que se caracteriza por ser bastante contemporânea; "Hobbits’ Song" é o grande hino do repertório, com letra inocente e tudo o mais; e fechando a audição, a longa "Unfinished Fairytale", que cativa pelo dinamismo e desenvoltura de sua estrutura.
O projeto gráfico também é digno de menção. Além de a embalagem slipcase garantir um atrativo a mais para a aquisição do CD, a arte novamente ficou aos cuidados do talentoso Robson Piccin (Eternal Malediction, Symmetrya, Laudany); e as letras das canções, obviamente em inglês, possuem sua respectiva tradução para o nosso bom e velho português.
"Some Ways Back No More" é um disco muito agradável e tem tudo para atrair um público bastante amplo dentro de tantos dos subgêneros que o Heavy Metal gerou nos últimos anos. Talvez somente aquele headbanger mais radical, devoto da música extrema, consiga escapar de ser contagiado com a enxurrada de melodias que o disco despeja sobre o ouvinte. Um ótimo trabalho!
Formação:
Leonaldo Oliveira - voz
Wesley Martins Soares - guitarra
Alan Wagner - guitarra
Michel Aguiar - baixo
Dênnis de Souza Paiva - teclados
Marcelo Benelli - bateria
Lothloryen - Some Ways Back No More
(2008 / Die Hard Records – nacional)
01. My Mind In Mordor
02. We’ll Never Be The Same
03. Hobbitcon (intro)
04. Hobbit´s Song
05. Some Way Back No More
06. A Secret Time
07. White Lies (Take Me Home)
08. My Grimoire
09. Unfinished Fairytale
Homepage: www.lothloryen.net
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dave Mustaine revela que última conversa com James Hetfield terminou mal
As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
A canção que tem dois dos maiores solos de guitarra de todos os tempos, conforme Tom Morello
Prefeito de SP quer trazer U2, Rolling Stones ou Foo Fighters para show gratuito
A canção lançada três vezes nos anos oitenta, e que emplacou nas paradas em todas elas
O megahit do Capital Inicial que, analisando bem a letra, não faz tanto sentido
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
Dream Theater faz o seu primeiro show em 2026; confira setlist
Saxon finaliza novo álbum e Biff Byford fala sobre luta contra o câncer
Fãs mostravam o dedo do meio quando o Faith No More tocava "Easy" ao vivo
A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
Segundo Dave Mustaine, novo disco fez algumas pessoas se reaproximarem do Megadeth
A banda de metal que conquistou Motörhead, Iron Maiden e George Michael
Os três guitarristas brasileiros que John Petrucci do Dream Theater gosta bastante
Os 5 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Duff McKagan do Guns N' Roses
Como a última música gravada pelos Beatles apontou o ego que era uma das causas da ruptura
O cartaz de filme "estúpido" que originou o nome da banda mais importante do heavy metal
Exu Caveira e Zé Pelintra: Lobão lembra de trabalho com bode e 25 galinhas


O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



