Moonspell: a fase mais Black Metal regravada

Resenha - Under Satanae - Moonspell

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Por Maurício Dehò
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Regravação. Essa é uma palavrinha que entra nos ouvidos de muitos e já dá aquele arrepio que percorre a espinha, certo? Tudo bem, depois que os pêlos se eriçaram, já é hora de colocar este lançamento no som e sofrer um outro tipo de arrepio.
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O disco em questão é o “Under Satanae”, uma série de regravações dos primórdios da carreira dos portugueses do Moonspell. Sim, dez faixas de Black Metal com bons toques de melodia, mostrando o que originou esta banda e ainda trazendo uma roupagem matadora para as canções.

A escolha do quinteto, formado por Fernando Ribeiro (vocal), Miguel Gaspar (bateria), Ricardo Amorim (guitarra), Pedro Paixão (teclado/guitarra) e Aires Pereira (baixo), foi pegar três registros do início dos anos. Mais precisamente, o álbum “Under the Moonspell” (1994), o EP “Anno Satanae” (1993) e a demo “Serpent Angel”.

Esta fase representa a fase mais Black Metal da banda, que depois passou a trilhar por uma sonoridade mais gótica. E não há o que temer em relação a um conflito de sonoridades. A banda foi bastante fiel ao que fez há uma década e meia, e só se pode tecer elogios ao que apresenta este play.

A produção com certeza é mais limpa do que nas gravações originais, mas o Moonspell tomou o “cuidado” de não exagerar. A sujeira ainda está lá, uma forma de mostrar a verdadeira cara do Black Metal. Além disso, tudo soa muito espontâneo, com gravações que devem ter realizado sem muitas influências digitais, o que tem comprometido muitos trabalhos atuais.

Os maiores destaques deste CD são suas primeiras faixas, as da época do disco “Under the Moonspell”. “Tenebrarum Oratorium” (a primeira parte, faixa dois) é uma verdadeira aula de Black Metal e com certeza influenciou muita coisa do que veio para frente, com a ascensão das bandas de Black Metal Melódico.

Sobre a faixa, tudo funciona. Riffs pesados e para balançar a cabeleira, teclados encaixados com precisão, uma cozinha potente e os vocais de Ribeiro, o vulgo Langsuyar, em sua melhor forma, combinados ainda com vozes femininas. Fechando o pacote, melodias que grudam na cabeça e influências orientais com percussão e elementos típicos. Melhor impossível!

“Interludium/Incantatum Oequinoctum”, no violão, dá vez à segunda parte de “Tenebrarum Oratorium”, em que a principal característica fica pelos duetos de guitarra e as levadas mais brutais. Já “Opus Diabolicum”, uma quase instrumental, traz novos arrepios, principalmente aos mais puritanos, tamanha a violência e eroticidade do poema de Marquês de Sade, recitado em um português bem claro (tirem as crianças da sala!).

Nas músicas do disco “Anno Satanae”, mais uma vez sucesso nas novas versões. A melhor é “Ancient Winter Goddess”, uma das mais diretas, mas também com melodias marcantes na guitarra.

Ao fim dos 50 minutos de Black Metal, a conclusão é uma só. “Under Satanae” é, sem dúvida, uma aula para os amantes do estilo e se coloca entre os melhores CDs de regravação já produzidos, ao lado de nomes como “First Strike Still Deadly”, dos Thrashers do Testament. Imperdível tanto para os fãs quanto para os que querem adentrar no mundo dos nossos patrícios do Moonspell.

Formação:
Fernando Ribeiro (Langsuyar) – vocal
Miguel Gaspar (Nisroth) – bateria
Ricardo Amorim (Morning Blade) – guitarra
Pedro Paixão (Passionis) – teclado/guitarra
Aires Pereira (Ahriman) – baixo

Track List:
1. Halla alle halla al rabka halla (Praeludium/Incantatum Solistitium) - 02:18
2. Tenebrarum Oratorium (Andamento I/Erudit Compendyum) - 06:23
3. Interludium/Incantatum Oequinoctum - 01:33
4. Tenebrarum Oratorium (Andamento II/Erotic Compendyum) - 06:15
5. Opus Diabolicum (Andamento III/Instrumental Compendyum) - 05:08
6. Chorai Lusitânia! (Epilogus/Incantatam Maresia) - 01:50
7. Goat on Fire - 06:34
8. Ancient Winter Goddess - 06:08
9. Wolves from the Fog - 07:03
10. Serpent Angel - 07:13

Lançamento nacional - Hellion Records

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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