Sangue Inocente: para acrescentar e muito na cena
Resenha - Convicção: Dignidade, Respeito e Honra - Sangue Inocente
Por Maurício Dehò
Postado em 05 de janeiro de 2008
Nota: 8 ![]()
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Vindos de uma escola que mistura o Hardcore com o Metal, o Sangue Inocente debuta com o álbum "Convicção: Dignidade, Respeito e Honra", trazendo muito peso, letras sempre violentas e a qualidade lá em cima. O grupo já é formado a cerca de dez anos, em Piracicaba, no interior de São Paulo, e chegou agora ao seu primeiro registro.

Para o disco, Rick Sega (vocal), Hürsii (baixo), Andrezão e Molera (guitarras) contaram com um reforço de peso tanto na parte instrumental quanto na produção. O experiente Fernando Schaefer assumiu as baquetas nas 12 faixas do disco (apesar de, no encarte, ser creditado como uma participação especial, ele é membro efetivo) e ficou com a tarefa de o produzir, após experiências com a banda Macabra, ou ajudando nos próprios trabalhos de suas inúmeras outras bandas (Endrah, Treta, ex-Korzus, ex-Rodox...)
Desde o começo, em "Traição", o Sangue Inocente mostra um som muito violento, com influências de bandas tanto do Hardcore, como Hatebreed e Terror, como do Metal, a exemplo do Slayer. Isso resultou em um som que mistura todo o peso do primeiro estilo, principalmente na bateria e no vocal sempre gritado, com a parte mais trabalhada do Metal, vide as linhas de guitarra, sempre caprichadas.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
"Sangue nos Olhos" se destaca, com um refrão que gruda na cabeça na primeira escutada, bons riffs e uma baita intro na batera. Aliás, para quem conhece o trabalho do Fernandão, dá para notar logo de cara que é ele na batera – basta prestar atenção nos bumbos sempre velozes, no groove – e que também ele teve um eficiente papel nas composições. Exemplo disso é o fim da faixa, que vai ficando mais cadenciadas, mas ainda mais pesada. Muito bom, mesmo! Na mesma linha tem "Guerra", com trechos bem intrincados, linhas de guitarra dobradas e ritmos que realmente remetem ao tema.
Outras que vão se destacando são a curtinha "Dignidade, Respeito e Honra", com backing vocals bem encaixados, e as faixas finais, que parecem ficar cada vez mais brutais: "Ossos Secos" (haja agressividade para escrever uma letra!), "Fogo e Glória", com uma temática aparentemente mais voltada a um lado cristão da banda e "Sem Punição", remetendo a uma crítica social.
Encerrando, a única letra em inglês. Se no metal se costuma achar melhor o uso do inglês, parece que no caso do Sangue Inocente, grande parte da personalidade do quinteto fica pelos excelentes berros de Rick Sega em português. Assim, "Mistake" perde um pouco do peso e da agressividade do grupo.
Independente disso, para quem curte essas duas praias, o Sangue Inocente vem para acrescentar e muito na cena. São apenas 28 minutos, mas que apertando o "repeat" vão se multiplicando sem muita dificuldade...
Faixas:
1. Traição
2. Sangue nos Olhos
3. Guerra – Intro
4. Guerra
5. Vingança
6. Dignidade, Respeito e Honra
7. Convicção
8. Ossos Secos
9. Repressão
10. Fogo e Glória
11. Sem Punição
12. Mistakes
Formação:
Rick Sega – vocal
Hürsii – baixo
Andrezão – guitarra
Molera – guitarra
Fernando Schaefer – bateria
http://www.myspace.com/sangueinocente
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