Poema Arcanus: Doom nas fronteiras do Prog
Resenha - Telluric Manifesto - Poema Arcanus
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 31 de agosto de 2007
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Mas que arte bonita o Poema Arcanus fez de "Telluric Manifesto"! Este é o típico trabalho em que as canções e o aspecto visual do encarte estão tão interligados que devem ser apreciados (ou sofridos?) em conjunto. A banda foi formada no Chile bem no comecinho dos anos 90, este é seu quarto álbum de estúdio, lançado em 2005 e chegando somente agora ao Whiplash!.

O estilo poderia se enquadrar no Dark e Doom Metal. A referência mais próxima seria o Moonspell, principalmente pela influência que Fernando Ribeiro exerce no vocalista Claudio Carrasco, e algumas similaridades também se estendem para o campo instrumental. Mas o fato é que os chilenos fazem algo mais áspero e, principalmente, dão vazão a muitas experimentações, incluindo várias texturas e mudanças de andamento que em certas ocasiões os aproximam das fronteiras do progressivo. E este é o grande diferencial de sua música que fisgará muitos fãs.
São nove faixas geralmente longas, oscilando entre os seis e oito minutos, onde algumas têm seu término entrelaçado com o início da seguinte, dando a impressão de ser uma única e gigantesca canção. Mas há tantas idéias diferentes dentro de uma mesma música, tantas passagens saturadas e ásperas entre momentos amenos realmente depressivos e, oras vejam, há arranjos se insinuando pelos lados do psicodelismo obscuro - cortesia dos sintetizadores e teclados do mago Michel Leroy, que vai buscar algumas sonoridades lá nos anos 70. Não há como o ouvinte não se sentir praticamente hipnotizado durante a execução do CD.
Não há o que reclamar de "Telluric Manifesto". Cantado em espanhol e inglês, o Poema Arcanus elaborou seu próprio quebra-cabeças sonoro, conscientemente insano e poético. Uma viagem musical que terá grandes chances de não ser facilmente compreendida por boa parcela do público, mas para que a pressa? É mais ou menos como o sexo ou um bom vinho. Deve ser degustado lentamente...
Formação:
Claudio Carrasco - voz
Igor Leiva - guitarra
Claudio Botarro - baixo
Michel Leroy - teclados e sintetizadores
Luis Moya - bateria
Poema Arcanus - Telluric Manifesto
(2005 / Rawforce Productions)
01. Dreamsectary
02. Circos
03. Nihil
04. Sadim
05. Absinthe
06. 51% Dead
07. Promised Ligth
08. Stone And Magma
09. Us
Homepage: www.poemaarcanus.cl
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O guitarrista que Angus Young acha superestimado; "nunca entendi a babação"
A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
A banda lendária com que o Deep Purple odiava comparação: "Nada é pior, não tenho paciência"
Dave Mustaine não queria que Megadeth encerrasse atividades, mas reconhece dificuldades
O megahit do Capital Inicial que, analisando bem a letra, não faz tanto sentido
A banda de metal que conquistou Motörhead, Iron Maiden e George Michael
Os 5 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Duff McKagan do Guns N' Roses
Fãs mostravam o dedo do meio quando o Faith No More tocava "Easy" ao vivo
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
Skid Row deve anunciar novo vocalista ainda este ano, revela Rachel Bolan
35 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil agora em fevereiro
As músicas de metal favoritas de James Hetfield, frontman do Metallica
A música do Megadeth que James Hetfield curte, segundo Dave Mustaine
Savatage lançará álbum ao vivo da turnê de "Gutter Ballett"
Embalado pelo seu derradeiro disco, Megadeth lança linha de cervejas personalizadas
A cena grotesca que Tarja Turunen viu na sauna na época do Nightwish que a fez chorar
A banda que são Os Beatles da geração do Green Day, de acordo com Billy Joe Armstrong
Como Brian May acabou fazendo participação especial em disco dos Paralamas do Sucesso?


O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



