Hierarchical Punishment: metal extremo

Resenha - My Life Is A Torture - Hierarchical Punishment

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Por Maurício Dehò
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


O que interessa é fazer a galera balançar a cabeleira, não? E isso com certeza os santistas do Hierarchical Punishment conseguem, após 13 anos dedicados ao Death Metal com influências do Grindcore, na linha de Terrorizer, Napalm Death, entre outros.
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Após tanto tempo de estrada, o quinteto ainda tenta lançar seu primeiro álbum e lançaram este promo “My Life is a Torture” em busca de um apoio para isso.

Se for pelo talento, a dificuldade não deveria ser tanta. Hoje, o quinteto se estabeleceu depois de inúmeras mudanças de formação e ainda da trágica morte do guitarrista Halysson, no sugestivo dia 6 de junho de 2006, perdendo os anos de luta contra a leucemia. Hoje, o grupo está com os membros fundadores Grell (bateria), Leão Gazzano (guitarra), além de Luiz Carlos (vocal), Carlos Diaz (baixo) e Décio Andolini (guitarra).

Em apenas 16 minutos e seis faixas, os caras convencem que merecem um registro completo após tantas demos e participações em compilações. Começando na porrada total de “Autopsy”, com direito a barulheira de serra elétrica para já deixar o headbanger no clima. Às vezes a coisa chega a embolar um pouco, mas não são muitos momentos. Na maioria, o que se destaca são os ótimos riffs e principalmente o vocal de Luiz Carlos, mais agressivo impossível, dando o clima que as faixas precisam, enquanto “vomita” as ferozes letras.

Outros destaque são a faixa-título, cheia de paradinhas e com um ritmo mais cadenciado, assim como em “Hungry’s Industry”. Ou ainda os grandes riffs de “V.O.G. (Virus of Genocide)”.

Resumindo, se Death Metal é feito pra botar a galera pra quebrar na pista, o Hierarchical Punishment consegue isso com perfeição. Falta mesmo a estréia de fato, porque com uma produção de primeira e tudo certinho, estes santistas podem dar o que falar para quem curte Metal Extremo.

Track List:
1. Autopsy
2. My Life Is A Torture
3. Hungry’s Industry
4. Dominate or Die
5. V.O.G. (Virus of Genocide)
6. Opressor

Formação:
Luiz Carlos – vocal
Leão Gazzano – guitarra
Décio Andolini – guitarra
Carlos Diaz – baixo
Grell – bateria

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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