Ultramen: entre as bandas criativas do brasil
Resenha - Capa Preta - Ultramen
Por Rodrigo Simas
Postado em 19 de julho de 2007
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O quarto CD de estúdio do septeto gaúcho (Leonardo Boff, tecladista, agora aparece nos créditos como músico convidado) prova novamente que a Ultramen é uma das bandas mais criativas do rock (?!) brasileiro.

A diversidade de estilos e sonoridades em Capa Preta mantém o nível das composições do clássico "Olelê", lançado em 2000 e mostra como é possível fazer um disco tão variado, mantendo sua coerência e unidade.
A banda parece ter ganhado nova energia com a volta do guitarrista Julio Porto, que retomou sua posição ao lado do irmão Pedro Porto, baixista do grupo e um dos maiores destaques deste "Capa Preta".
Isso já fica claro na primeira faixa, "Tubarãozinho", com um riff bem rock, clima dançante e levada funk, tudo junto, coexistindo e resultando em uma música com a cara da Ultramen.
A segunda, "Bang-Bang à Brasileira", é um rap com letra crítica à violência desenfreada que vivemos, com refrão explosivo e guitarras pesadas. "Quando O Raggamuffin’ Encontrou o Vanerão" é reggae, com ótima linha de baixo e vocais precisos de Tonho Crocco. Três músicas que abrem Capa Preta, completamente diferentes entre si, mas totalmente inseridas dentro do contexto multi-facetado criado pela banda.
"É Proibido" é séria candidata a entrar nas rádios e ser o grande hit do álbum. Samba-rock descompromissado, alegre e de refrão fácil. Assim que ela acaba, "Tudo Errado" muda completamente o clima da sequência, um rock vigoroso com apenas um minuto de duração.
Outros destaques ficam por conta da pancada "Ragga Mortis", a mais pesada, com riffs bem metal (lembrando até o Incubus da fase do Make Yourself), "M Maiúsculo", que mostra o lado Tim Maia dos vocais de Tonho Crocco, e a épica surrealista "O Pensamento". Com mais de sete minutos, a música tem participação de músicos da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre em arranjo ousado, com final pesado de guitarras "sabbathianas". Começa com uma dissertação do Dj Anderson sobre o pensamento, que pode soar um pouco forçada, mas é compensada pela performance (mais uma vez) excelente de Tonho, que realmente se supera a cada lançamento.
Um grande trabalho, que não se prende a modismos ou estilos pré concebidos, onde mais vale a criatividade do que simplesmente seguir uma fórmula: armadilha comum nos tempos atuais, mas que a Ultramen passa longe de cair.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Nirvana: "In Bloom" e o recado para quem canta sem entender a letra
A banda de hard rock que irritava Tony Iommi, mas que vendeu mais que o Black Sabbath
O único instrumento que Gerson Conrad, do Secos & Molhados, era proibido de tocar
A banda que nunca gravou disco e virou o "Black Sabbath brasileiro", segundo Regis Tadeu
Quem criou o vocal gutural? Alex Webster fala das origens do death metal e cita Lemmy
O guitarrista que ninguém conseguia decifrar, conforme Roger Waters; "coisas meio mágicas"
Os cinco melhores álbuns de Power Metal depois de 2000
Os 10 melhores álbuns de 2025, segundo Mike Portnoy do Dream Theater
Slayer e Metallica se odiavam, segundo vocalista do Machine Head
O solo de guitarra "colossal" que Brian May disse estar fora da sua alçada; "Nem em mil anos"
"Misoginia e masculinidade tóxica": membro do Faith No More lembra tour com Metallica e Guns
Os 3 álbuns que decepcionaram em 2025, segundo o Ibagenscast (um é do Angraverso)
O rockstar que sofreu na mão de Lemmy; "acho que ele não vai me perdoar"
As 11 melhores músicas de metal progressivo de 2025, segundo o Loudwire
A música do Motörhead que marcou a vida de Marko Hietala, ex-baixista do Nightwish
João Gordo: culpado pelo show horrível do Nirvana no Brasil
Dinho e João Gordo dizem que Lava-Jato e "Tropa de Elite" fizeram extrema direita crescer
A banda dos anos 1980 que foi "citada" em "Infinita Highway" e teria gerado rivalidade

Edguy - O Retorno de "Rocket Ride" e a "The Singles" questionam - fim da linha ou fim da pausa?
Com muito peso e groove, Malevolence estreia no Brasil com seu novo disco
Coldplay: Eles já não são uma banda de rock há muito tempo



