Michael Kiske: abra sua mente e compre este CD
Resenha - Instant Clarity - Michael Kiske
Por Fernando De Santis
Postado em 28 de fevereiro de 2007
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Em meados de 1996, Michael Kiske, ex-vocalista do Helloween, lançava seu primeiro projeto solo, intitulado "Instant Clarity". Rodeado de muitas expectativas, esse disco acabou sendo de certa forma, um balde d’água na cabeça dos fãs que ainda tinham esperanças em ouvir o rapaz seguindo a linha do metal
Michael Kiske - Mais Novidades
De fato, esse projeto solo é o mais "metal" que ele fez desde sua saída do Helloween. O time que estava ao seu lado era muito bom, começando por Charlie Bauerfeind, que foi o engenheiro de som nessa produção. Além disso, Kiske contou com dois guitarristas de peso participando em algumas músicas: Kai Hansen (ex-Helloween e atual Gamma Ray) deu o ar da graça em "Be True To Your Self", "New Horizons" e em "Thanx a Lot", enquanto Adrian Smith (Iron Maiden) tratou de tocar na "The Calling", "Burned Out" e "New Horizons" (junto com Kai!).
Como costumo comentar sempre que faço um review do Kiske: caro leitor, se você espera um disco na linha do Helloween, esqueça! Partindo desse princípio, já damos de cara com a cadenciada "Be True To Yourself", que como mencionado antes, conta com Kai Hansen nas seis cordas. Michi não deixou aquela linha de bom rapaz que adotou no álbum "Chameleon" e continuou fazendo composições politicamente corretas. Mas não se engane, quando Kiske canta, sempre aparece um metal aqui ou um "rockão" divertido ali. "The Calling" é a prova disso, com um refrão contagiante e uma linha de baixo muito bem elaborada. Em "New Horizons", acompanhado de Kai e Adrian nas guitarras, Kiske apresenta a composição mais "helloweenística" do CD. É impossível não abrir aquele sorriso ao ouvir esse sujeito cantando algo que beire o metal. Vá cantar bem assim lá no Helloween!
Mas também é tradição em qualquer álbum de Michael, as baladas. São bem melosas, dessas que tocam em ambientes de trabalho e que fazem as senhoras sentirem uma lágrima escorrendo no canto do rosto. "Always" é a primeira com esse aspecto. Em "Do I Remember a Life?", Kiske resgatou seu lado mais espiritual e fez uma composição grande (no tamanho, com mais de 10 minutos e na qualidade), com cara da "I Believe" do "Chameleon". Vale destacar também a deveras estranha "So Sick", que traz toda a irreverência que Michael sempre carregou em suas obras. Nessa versão do "Instant Clarity", relançada em 2006, ainda temos como bônus "A Song Is Just a Moment", que fora lançada originalmente como bônus japonês, além de "Sacred Grounds" e "Can’t Tell", que eram b-sides.
Se você é radical demais e quer ouvir Kiske cantando metal, eu digo: pare com isso, abra sua mente, compre esse CD e ouça como é versátil Michael Kiske, um dos maiores vocalistas da história do Heavy Metal!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Lenda do thrash metal alemão será o novo guitarrista do The Troops of Doom
O disco ao vivo que define o heavy metal, segundo Max Cavalera
A lendária banda inglesa de rock que fez mais de 70 shows no Brasil
As melhores bandas que Lars Ulrich, do Metallica, assistiu ao vivo
Ouça Sebastian Bach cantando "You Can't Stop Rock 'N' Roll" com o Twisted Sister
O personagem invisível do Angra que merece mais destaque, segundo Rafael Bittencourt
Com 142 atrações, Aftershock Festival confirma cast para 2026
Se Dave Murray sente tanta saudade da família, não seria lógico deixar o Iron Maiden?
O hit do rock nacional que boa parte do Brasil não sabe o que significa a gíria do título
Rock e Heavy Metal - lançamentos de faixas, álbuns e mais novidades
As músicas que o Iron Maiden tocou em mais de mil shows
O disco pelo qual Max Cavalera gostaria de ser lembrado; "Foi o mais difícil"
Produtor de "Master of Puppets" diz que Kirk não gravou base no disco; "Tudo era o James"
A pior faixa de encerramento de um disco do Metallica, segundo o Loudwire
O "pior músico" que Paul McCartney disse que os Beatles já tiveram
Joey Jordison diz que foi demitido do Slipknot por telegrama cantado
Lobão explica porquê todo sertanejo gostaria, no fundo, de ser roqueiro
A banda dos anos setenta que Tony Iommi adorava, mas John Bonham não queria nem ouvir falar



"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



