Resenha - Whips And Roses - Tommy Bolin
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 14 de fevereiro de 2007
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Nascido em 1951, este norte-americano da cidade de Iowa passou por inúmeras bandas entre 1964 e 1975, e sua participação em discos como "Spectrum" (73), de Billy Cobham; "Bang" (73) e "Miami" (74), com James Gang, são comentadas frequentemente. Quando Tommy Bolin lançou seu primeiro álbum-solo, "Teaser" (75), sua fama como guitarrista já era grande, tanto que neste mesmo ano Bolin teve o privilégio de substituir o "insubstituível" Ritchie Blackmore no Deep Purple, e ainda teve fôlego para liberar "Private Eyes" (76), seu segundo e último disco-solo.

Mas, além de ótimo guitarrista, Bolin era também usuário de todo o tipo de drogas que se possa imaginar, e acabou por ter uma overdose fatal com heroína no final de 1976, o que ajudou o Deep Purple a dar uma longa parada em suas atividades. De qualquer forma, sua morte prematura foi uma grande perda para o mundo da música, mas de tempos em tempos a família Bolin, herdeira dos direitos do artista, descola algumas gravações perdidas em seus arquivos e as liberam em coletâneas, como é o caso deste "Whips And Roses", que, segundo dizem por aí, foi um título considerado para seu segundo disco-solo, o já citado "Private Eyes".
"Whips And Roses" apresenta 10 canções entupindo todo o espaço do CD e que resgatam parte da história deste virtuoso guitarrista. São versões alternativas para músicas que constavam em seu primeiro álbum-solo, experimentos que o guitarrista fazia nos arranjos, que consequentemente ficaram diferentes dos originais e com resultado muito bom, como é o caso da própria faixa "Teaser" e "Savannah Woman".
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
As seis canções instrumentais podem ser consideradas como o ponto alto do registro. Algumas oscilando entre 10 e 15 minutos, mostram o talento instintivo de Tommy Bolin em seus improvisos que percorriam os mais variados estilos, do rock´n roll ao jazz. Além de ser um compositor bastante reconhecido, estes improvisos ao vivo naturalmente contaram muitos pontos para seu merecido sucesso.
Mas a adoção de alguns critérios não fica clara por aqui. Por que alterar o nome de algumas canções? Para dar a impressão de algo novo, enquanto está apenas bem diferente? Para citar algumas destas distorções, temos a instrumental "Fandango", originalmente "Crazed Fandango"; e duvido que "Cookoo" nada mais seja do que uma jam de "Homeward Strut"... A instrumental "inédita" foi batizada como "Blowin Your Cookie", mas na realidade não é uma canção no sentido literal da palavra, e sim uma jam do guitarrista com membros da banda G.I.T. tocada no Seven Seas Lounge Bar em Miami, Flórida, em 2 de dezembro de 1976, ou seja, dois dias antes de sua morte.
O encarte traz muitas outras informações interessantes sobre as canções que aqui constam, além de uma coleção de fotografias do finado Bolin com as cores alteradas por computador, com resultado final apenas razoável. Os envolvidos neste projeto, o produtor Greg Hampton e o irmão de Tommy, John Bolin, também poderiam enriquecer ainda mais esta compilação se colocassem algumas músicas de "Private Eyes", além de informações sobre os músicos que tocaram nestas antigas gravações. Claro que, em função das circunstâncias, poderia não haver registros destes nomes, o que seria lamentável.
As canções são excelentes e, mesmo com o fã um pouco mais exigente tendo a ligeira sensação de que tentaram ludibriá-lo, não dá para negar que este é um item indispensável para colecionadores. Fica também um conselho à garotada que está aprendendo a curtir o rock´n roll agora, e que reclamará que tudo aqui soa por demais datado: dê uma chance a "Whips And Roses". Pode ter aquele cheirão de mofo, mas que este mofo fornece uma fantástica viagem musical depois de compreendido, ah, isso é fato...
Tommy Bolin - Whips And Roses
(2005 – SPV Records / Hellion Records – nacional)
01. Teaser
02. Fandango
03. Wild Dogs
04. Cookoo
05. Savannah Woman
06. Marching Powder
07. Flyin' Fingers
08. Dreamer
09. Just Don't Fall Down
10. Blowin Your Cookie
Homepage: www.tbolin.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Álbum perdido do Slipknot ganha data de lançamento oficial
Slayer vem ao Brasil em dezembro de 2026, segundo José Norberto Flesch
A banda esquecida na história que Kurt Cobain queria ver mais gente ouvindo
Saturnus confirma primeiro show no Brasil; banda tem disco inspirado em Paulo Coelho
O álbum dos anos 1980 que define o heavy metal, segundo Zakk Wylde
O guitarrista que poderia ensinar Slash a fazer um solo decente, segundo Sérgio Martins
O álbum que quase enterrou o Black Sabbath, até que Ozzy voltou e salvou a banda
Show do Iron Maiden em Curitiba é oficialmente confirmado
Paul McCartney explica por que não tira mais fotos com fãs: "Não sou um macaco"
As duas músicas "perfeitamente elaboradas" segundo Rachel Bolan (Skid Row)
A banda que o Cream odiava: "Sempre foram uma porcaria e nunca serão outra coisa"
O cantor que fez Elton John ficar nervoso no próprio estúdio
A música que até o Led Zeppelin achou complicada demais para levar ao palco
Rafael Bittencourt, fundador do Angra, recebe título de Imortal da Academia de Letras do Brasil
Dennis Stratton diz que sentiu pena de Blaze Bayley ao assistir documentário do Iron Maiden
Eloy Casagrande revela quando surgiu o convite para o Slipknot
"Entendeu, Tadeu?"; ex-membros do Engenheiros do Hawaii mandam diretas para Regis em podcast
A dura crítica do lendário escritor Isaac Asimov ao cabeça dura Paul McCartney

Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Draconian - "In Somnolent Ruin" reafirma seu espaço de referência na música melancólica
Espera de quinze anos vale cada minuto de "Born To Kill", o novo disco do Social Distortion
"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR
"Operation Mindcrime III" - Geoff Tate revela a mente por trás do caos
O Ápice de uma Era: Battle Beast e a Forja Implacável de "Steelbound"
"Acústico MTV" do Capital Inicial: o álbum que redefiniu uma carreira e ampliou o alcance do rock
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes
