Resenha - Pearl Jam - Pearl Jam

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Por Cleyton Lutz
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Nota: 7


O Pearl Jam lançou seu oitavo CD de estúdio, intitulado apenas de "Pearl Jam". Trata-se do primeiro disco de inéditas após um hiato de quatro anos, desde o lançamento de "Riot Act" em 2002. A capa do álbum - um abacate partido ao meio, cercado por um fundo azul escuro - reflete bem o tom do CD: bastante simples, às vezes a falta de ousadia chega a incomodar, mas também cercado de bastante riqueza melódica - uma das marca registradas do quinteto.

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Ao contrário do que foi comentado antes do lançamento, o álbum em nada lembra os primeiros trabalhos da banda, com tudo que isso possa ter de bom ou de ruim. O peso e agressividade foram embora, mas o potencial de produzir trabalhos singulares, livres de rótulos e comparações, permanece intacto. Para chegar a essa conclusão basta uma audição de "Pearl Jam".

Apesar de estarmos cada vez mais longe do início da década de 90, a orientação guitarreira dá sua cara. "Comatose" soa como um revival. Qualquer semelhança com "Spin the Black Circle" (Vitalogy, 1994) ou "Lukin" (No code, 1996) não é mera coincidência. "Big Wave" é outra música do gênero. As guitarras também dão as caras - de maneira muito mais tímida é verdade - em "World Wide Suicide" e "Life Wasted", as duas primeiras músicas de trabalho do álbum. "Life Wasted" - cujo clipe podia ser baixado de graça no site da banda até uns dias atrás - ganha a disputa de longe, deixando a grudenta "World Wide Suicide" para trás. Inclusive existe uma espécie de versão alternativa de "Life Wasted", intitulada "Wasted Reprise". Nela, a voz de Vedder é acompanhada apenas por um acordeão. Interessantíssimo!

Algumas músicas chamam a atenção. A suingada "Severed Hand" é uma delas. Sua introdução soa bem "hendrixiana". Outro destaque é "Unemployable", lado B do single "World Wide Suicide". As guitarras e os conjuntos de vocais lembram os anos 60. Em algumas músicas o caráter melancólico toma conta, algo que vem se acentuando nos discos da banda desde o obscuro "Binaural" de 2000. "Parachutes", "Army Reserve" e "Gone" são exemplos disso. A última dá a impressão que ser uma nova "Dead Man", algo que acaba não se confirmando. E o destaque final vai para "Inside Job", uma canção surpreendente. É daquelas na qual você não deposita um pingo de confiança, mas que vai crescendo com o passar do tempo. Vale a pena ser ouvida.

"Pearl Jam" nem bem estreou e já estava entre os mais vendidos. "World Wide Suicide" tocou aos montes nas rádios. É claro que essa não é a melhor música do álbum e esse não é o melhor álbum da banda, distorções comuns no mundo da música pop. Aliás, também é verdade que depois de muito tempo, o Pearl Jam voltou a se assumir pop, tendo músicas executadas nas rádios e na MTV à exaustão, como nos tempos do grunge. Tudo com muita sinceridade. Por isso eles merecem o crédito.

Gravadora: Sony & BMG

Ano: 2006

Produção: Adam Kasper e Pearl Jam

Faixas:
1. Life Wasted
2. World Wide Suicide
3. Comatose
4. Severed Hand 5. Marker in the Sand
6. Parachutes
7. Unemployable
8. Big Wave
9. Gone
10. Wasted Reprise
11. Army Reserve
12. Come Back
13.Inside Job

Pearl Jam:
Eddie Vedder: vocal e guitarra
Mike Mccready: guitarra solo
Stone Gossard: guitarra base
Jeff Ament: baixo
Matt Cameron: bateria


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Sobre Cleyton Lutz

Estudante de Jornalismo, mora em Guarapuava, PR. Adora escrever sobre futebol e rock 'n' roll. Sobre música, adora o Hardão Setentista (Grand Funk, Uriah Heep, Deep Purple, Led Zeppelin) e o progressivo (Yes, Jethro Tull, Focus). Para música acha que nasceu pelo menos uns 30 anos atrasado. Das bandas atuais gosta de White Stripes, Wolfmother e Hellacopters. Mas sua paixão é o som trascendental do Pink Floyd. Os seus grandes sonhos são ver ao vivo uma reunião dos quatro novamente, como ocorreu no Live 8, além de comprar uma moto com a primeiro dinheiro que ganhar com o jornalismo.

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