Resenha - Majestic - Gamma Ray
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 13 de outubro de 2005
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Confesso que, mesmo sendo fã do Gamma Ray, seus dois últimos álbuns de estúdio me deixaram meio decepcionado. Longe de serem discos ruins, mas no geral possuíam canções um tanto quanto previsíveis. Agora, quatro anos sem colocar nenhum álbum com inéditas no mercado, estes alemães voltam com tudo ao liberar "Majestic", seu oitavo registro de estúdio.
Com uma formação estável há anos, este trabalho é provavelmente ainda melhor que o clássico "Land Of The Free" (1995). E, de maneira consciente ou não, o Gamma Ray destilou neste seu novo disco muito do que já executou em termos de composições em sua carreira, com um resultado que impressiona logo nos primeiros acordes de seu power metal cheio de ótimas melodias e muita classe.
Tradicional, oitentista, algo dos anos 70 (é mole?!) aqui e acolá, muito feeling e um peso dos infernos em canções bem variadas, isso é "Majestic". Idéias velhas repetidas outra vez? Em parte sim, porém é perceptível uma grande dose de renovação e energia. Como cantor, Kai está praticamente perfeito em sua proposta e, em minha opinião, aqui está o melhor desempenho vocal de sua carreira. Aliás, as vozes de fundo também estão muito bem trabalhadas e em termos de guitarras e seção rítmica só posso tecer elogios.
Destaques? Vai da faixa um a dez. Mas há alguns detalhes relevantes nas músicas deste álbum. Por exemplo, a "homenagem" que o Gamma fez a um dos maiores clássicos do Black Sabbath em trechos de "My Temple" é um deles. As excursões que a banda fez pelo Brasil com certeza serviram para Dan se influenciar na percussão afro-brasileira e inseri-las na matadora "Condemned To Hell". Este CD também traz arranjos quase hard, com aquele jeitão setentista, nas faixas "Strange World" e "How Long", que ficaram espetaculares. De resto, são aquelas canções com o melhor que se pode esperar do Gamma Ray.
Para quem inovou o power metal há alguns anos e depois passou por um natural período não tão produtivo em termos de grandes álbuns, o Gamma Ray volta a figurar no topo deste estilo com "Majestic", já entre os melhores lançamentos de 2005 e com grandes chances de ser considerado nos próximos anos como mais um clássico de sua discografia.
Formação:
Kai Hansen - voz e guitarra
Henjo Richter - guitarra
Dirk Schlachter - baixo
Dan Zimmermann - bateria
GAMMA RAY – Majestic
(2005 – Century Media Records)
01. My Temple
02. Fight
03. Strange World
04. Hell Is Thy Home
05. Blood Religion
06. Condemned To Hell
07. Spiritual Dictator
08. Majesty
09. How Long
10. Revelation
Homepage: www.gamma-ray.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As 11 melhores bandas de rock progressivo dos EUA, segundo a Loudwire
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Como Paulo Ricardo faz para evitar que suas músicas soem muito metal ou hard rock
Max Cavalera explica o que fez o Sepultura mudar o som em "Chaos A.D."
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
A banda americana dos anos 1970 que é a maior influência da nova baterista do Rush
O projeto que é os "quatro tenores do rock", segundo Eric Martin
Nocturno Culto explica por que o Darkthrone nunca mais tocou ao vivo
Rush inicia novo capítulo de uma carreira baseada em fortes convicções
O melhor álbum dos Rolling Stones de todos os tempos, segundo Keith Richards
Hellripper anuncia 4 shows no Brasil em turnê inédita para 2027
Como Mark Knopfler adaptou um defeito para escapar de tocar guitarra "do jeito errado"
A música do Judas Priest que mistura rock, funk e jazz, segundo Ian Hill
A banda dos anos 80 que Kurt Cobain dizia ter envelhecido rápido demais
O guitarrista mais rápido que Slash viu tocar; "literalmente explodiu minha cabeça"




Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Tarja Turunen: Frisson Noir - o álbum que os fãs sempre quiseram ouvir
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar


