Resenha - Vengeance in Black - Dragonheart
Por Clóvis Eduardo
Postado em 21 de julho de 2005
Metal épico é a coisa mais difícil de ser feita hoje. Não que pegar umas guitarras, uma bateria, um baixo, juntar dois ou três caras que cantem e façam corinhos nos refrões seja difícil. A parte complicada é juntar tudo isso em um CD, colocar na prateleira e o fã de música pesada passar a mão nele e levar até o caixa e pagar. Bandas que cantam historinhas de dragões, céus em chamas, noites de guerra e heróis de espadas brilhantes chamam a atenção de pegada, mas custam a serem lembradas como clássicas.

E o Dragonheart, que bom, chegou ao terceiro CD. Sem ser clássica, sem inventar modinhas, e sem deixar o contexto citado acima. É um dos exemplos mais importantes dentro do cenário nacional de fazer o que gosta, do jeito que gosta e o melhor de tudo: tem muita gente que gosta de ouvir! Pra quem gostou de "Throne Of The Allience", pode ir se preparando, "Vengeance in Black" é ainda melhor.
Os apreciadores de Grave Digger, Running Wild e Blind Guardian, não devem deixar de conhecer esta banda vinda de Curitiba. Marco Caporasso (guitarra e vocal), Maurício Taborda (baixo e vocal), André Mendes (guitarra e vocal) e Marcelo Caporasso (bateria) são verdadeiros guerreiros donos de sonoridades fortes e coerentes. Os solos e riffs entram rasgantes no ouvido e a bateria é um verdadeiro estrondo (com bumbos destruidores).
Quem se apaixonou pelo refrão de "The blacksmith" ou pela velocidade do solo de "Hall of a Dead Knights" poderá ter a certeza de que no novo CD, haverá mais lembranças boas. São mais riffs, menos momentos melodiosos, e acabaram-se aquelas faixas de introdução com sons de guerra e diálogos com o deus protetor que o Blind Guardian faz insistentemente. Em suma, o CD ficou mais direto, sem embromação e com muito mais energia. Escutando o início de "Eyes of Hell", já se sabe o nível a que o quarteto chegou.
Engraçado é que, nenhum dos vocalistas é, de fato, o vocalista. Os três da linha de frente revezam-se criando novos conceitos para o vocal. Seja com a voz rouca de Maurício Taborda, com a agressiva de Marco Caporasso ou com a melodiosa de André Mendes, há qualidade em todas as faixas. E quando as três se juntam em coro, o teor épico sobe a tons memoráveis.
Mixagem imbatível em relação ao CD anterior, "Vengeance in Black" teve o dedo de Tommy Hansen, na Dinamarca. É uma pena que uma banda de potencial, como é o Dragonheart, precise recorrer a profissionais no exterior para adquirir a sonoridade desejada. Mas este tipo de detalhe é esquecido rapidinho, quando o CD está rolando e se grita "...by the hands of silent sentinel!"
(Hellion Records)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Classic Rock ranqueia discografia dos Rolling Stones do pior ao melhor álbum
A música mais difícil de tocar do Metallica segundo James Hetfield, Lars Ulrich e Kirk Hammett
70000Tons of Metal anuncia abertura das vendas ao público e primeiras 30 atrações da edição de
Scorpions suspende atividades de 2026 devido a "circunstâncias imprevistas"
Sepultura fará show sem "Roots", "Arise" e "Ratamahatta" no Rock in Rio
Iron Maiden anuncia box-set com os 9 primeiros discos em LPs coloridos
O álbum do Van Halen que Eddie achava ter sido lançado na hora errada
João Nogueira (Mastodon): "Não acho o Metallica mais legal que o Iron Maiden"
Assista trailer de "No One's Disciple", documentário sobre vida e obra de Neil Peart (Rush)
Roger revela as duplas sertanejas que recusaram gravar com o Ultraje a Rigor
A banda de metal com quem Ian Anderson toparia tocar sem cobrar um centavo
O álbum do Angra que Edu Falaschi menos ouve, segundo o próprio
Cabo Wabo, bar de Sammy Hagar, é atingido por tempestade tropical
Por que Iron Maiden nunca usa camisa de outra banda, segundo Regis Tadeu
O Rolling Stone que quase estragou uma das maiores gravações de Jimi Hendrix
Quando Gene Simmons deu aula de baixo para Geddy Lee, que não sabia o que eram aquelas notas
Por que Robert Plant não gosta de cantar "Stairway to Heaven"?
A banda que melhor representa tudo o que o rock significa, segundo Jimmy Page

Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



