Resenha - Stabbing the Drama - Soilwork
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 12 de julho de 2005
Nota: 7 ![]()
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Todas as críticas que eu li até agora quanto a este novo disco do Soilwork não vêm sendo agradáveis. Inclusive uma presente aqui no próprio site, na ótima coluna "Nós do Noise", que eu recomendo a todos vocês, do meu amigo Nelson Endebo. Tudo indica que o Soilwork perdeu o rumo que o colocou no sucesso, especialmente dos discos que para mim hoje são vitais na carreira do grupo sueco, "A Predator’s Portrait" e o controverso "Natural Born Chaos".
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E não é que é verdade?! Ao colocar "Stabbind the Drama" para rodar eu tenho a mesma sensação de estar faltando alguma coisa que eu tive em relação ao penúltimo disco da banda até então, o razoável "Figure Number Five". Para a minha tristeza, um árduo apreciador do estilo da banda, aquela que sempre uniu o thrash/death metal com muita melodia, parece que desde 2003 vem flertando em demasia com um antigo vício chamado new metal. Estou sendo conservador ao extremo? Podemos até dizer que sim, mas se você está acostumado à carreira propriamente "metal" da banda, ficará de saco cheio de ouvir tantas músicas com um nítido apelo comercial. Mas não há como negar, de qualquer forma, o Soilwork está (e sempre esteve) criando composições para cair na graça dos seus fãs, independente do gosto deles – sendo heavy metal ou new metal.
Bjorn Strid (vocal), Peter Wichers e Ola Frenning (guitarras), Ole Flink (baixo), Sven Karlsson (teclado), juntamente com o baterista convidado, Dirk Verbeuren (da banda Scarve) compuseram um álbum na sua grande parte arranjado com melodias, ao invés do peso do metal, o quê víamos na sua antiga "fase". Não digo somente melodias quanto às guitarras, mas também quanto ao vocal, que praticamente deixa à parte a sua veia mais nervosa e agressiva. E isto eu não notei após várias audições do álbum, pelo contrário, já na primeira faixa, "Stabbing the Drama" isto fica mais do nítido. E para quem pensa que esta consideração é apenas um momento isolado do material, "One with the Flies" pode até mostrar que sim, mas ""Weapon of Vanity", "The Crestfallen" e música de trabalho "Nerve" comprovam a teoria dos meus dois primeiros parágrafos. E se é para não dizer que eu apenas desci a lenha neste disco, "Stalemate" eu achei bem interessante, uma das melhores (que convenhamos não ser tarefa difícil), assim como "Observation Slave" e "Blind Eye Halo".
Infelizmente este disco me fez pensar com o meu amigo Nelson, estamos sim perante uma banda em decadência se tratando de "apenas" heavy metal. E diante de um nome em ascendência quando falamos de new metal. De qualquer forma, um disco pouco recomendado para os incontestáveis fãs do início de carreira deste sexteto sueco. Mas uma banda em potencial para você, grande fã da MTV.
Line-up:
Bjorn Strid (vocal);
Peter Wichers (guitarra);
Ola Frenning (guitarra);
Ole Flink (baixo);
Sven Karlsson (teclado);
Dirk Verbeuren (bateria).
Track-list:
01. Stabbing the Drama
02. One With the Flies
03. Weapon of Vanity
04. The Crestfallen
05. Nerve
06. Stalemate
07. Distance
08. Observation Slave
09. Fate in Motion
10. Blind Eye Halo
11. If Possible
12. Wherever Thorns May Grown (bônus)
Material cedido por:
Rock Brigade Records/Nuclear Blast
http://www.rockbrigade.com.br/records
http://www.nuclearblast-brasil.com
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