Resenha - Reason - Shaaman
Por Rafael Carnovale
Postado em 04 de maio de 2005
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Taí um disco que vai gerar reações distintas entre os fãs. Depois de mais de 150 shows promovendo seu "debut" "Ritual" e o lançamento do CD/DVD ao vivo "Ritualive", o Shaman passou por uma re-estruturação que incluiu a saída da gravadora Universal e a entrada na Deckdisc, a mudança do nome de Shaman para Shaaman por questões administrativas, e finalmente, após uma longa espera, o lançamento do novo cd, "Reason".
O que eu afirmei acima se explica da seguinte maneira: muitos fãs ficarão felizes e outros frustrados. Achou estranho? Os fãs ficarão felizes porque a banda continuou a proposta iniciada em "Ritual": um som mais básico, mais voltado para o metal oitentista e fugindo do metal melódico. E muitos ficarão frustrados porque se em "Ritual" o Shaaman já dava sinais de desligamento com o metal melódico, em "Reason" a coisa é bem mais profunda, quase uma ruptura. Se "Ritual" foi um tapa na cara dos fãs de metal melódico, "Reason" é um soco no estômago. A questão que fica é... o resultado compensa?
"Turn Away" (apresentada ao vivo já há algum tempo) mostra que sim: "riffs" mais diretos, afinação mais baixa, e um André Matos cantando de forma mais rasgada e contida. "Reason" já flerta com o hard-rock de maneira explícita, e soa agradabilíssima aos ouvidos.
Lembra que eles iriam gravar um "cover" dos anos 80? Pois é... só que não espere Deep Purple, Sabbath, Led ou Iron. A escolhida foi "More" do (!) Sisters of Mercy, cujo começo assusta pelos efeitos eletrônicos, porém a música cresce, e se torna um rock de respeito, embalado pelas guitarras de Hugo Mariutti (que neste cd mostra uma evolução impressionante). Já "Innocence" é uma bela balada, escolhida para ser o primeiro single.
O cd nos traz um Shaaman maduro e consciente, apostando na fusão do hard com o metal oitentista em "Scarred Forever" (cujo andamento é excepcional) e na boa "In the Night" (com teclados e orquestrações muito bem executados). "Iron Soul" já traz alguns elementos percussivos, enquanto que "Iron Soul" é o elo de ligação com o que sobrou de metal melódico no som da banda. "Trail of Tears" e "Born to Be" (outra linda semi-balada) trazem um Shaaman mais "Dark", apostando inclusive na incorporação de momentos góticos para ajudar nos climas atmosféricos. A destacar a competência de Luís no baixo e de Ricardo Confessori na bateria.
Porém um fato é preocupante: o vocalista André Matos demonstra uma mudança crítica em seu modo de cantar, apostando nos tons mais baixos e na agressividade. Para um vocal que se caracterizou nos timbres agudos como ele, tal mudança é um forte desafio, por isso considero que ele ainda pode evoluir mais, embora tenha feito um grande trabalho. Porém, espero muito mais do grande músico que é André Matos no próximo cd da banda.
Um bom CD. Não tão acessível quanto "Ritual", cheio de nuances e detalhes, e um tanto complicado para escutar. Vai desagradar a vários fãs que esperavam um Shaaman mais ligado ao passado de seus integrantes, mas uma obra que merece destaque, pela ousadia e pela competência. Antes de criticar, ouça o CD.
Material Cedido Por:
Deckdisc Prod. Art. Ltda
http://www.deckdisc.com.br
São Paulo (SP)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Derrick Green explica por que seu primeiro disco com o Sepultura se chama "Against"
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
Metal Hammer coloca último disco do Megadeth entre os melhores da banda no século XXI
A música do Iron Maiden sobre a extinção do Banco de Crédito e Comércio Internacional
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"
Metallica não virá à América do Sul na atual turnê, destaca jornal
Por que David Gilmour é ótimo patrão e Roger Waters é péssimo, segundo ex-músico
Como o cabelo de Marty Friedman quase impediu a era de ouro do Megadeth
Como está sendo a adaptação de Simon Dawson ao Iron Maiden, de acordo com Steve Harris
Matt Sorum admite que esperava mais do Velvet Revolver
A banda que mistura Black Sabbath com afrobeat que não sai do ouvido de André Barcinski
Quando Axl Rose deixou os Rolling Stones plantados esperando por três horas
Por que não há músicas de Bruce Dickinson em "Somewhere in Time", segundo Steve Harris



As 10 bandas favoritas do metal brasileiro no Metal Storm
Nightwish: Anette faz com que não nos lembremos de Tarja
Megadeth: Mustaine conseguiu; temos o melhor disco em muito tempo


