Resenha - One Day Remains - Alter Bridge
Por Priscila Roque
Postado em 11 de agosto de 2004
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O Alter Bridge é nova banda dos ex-integrantes do Creed (Mark Tremonti - guitarra, Scott Phillips - bateria e Brian Marshall - baixo). Para situar os leitores, o Creed terminou suas atividades em junho. O vocalista Scott Stapp seguiu em carreira solo e os demais integrantes convidaram um novo vocalista, Myles Kennedy, e fundaram o Alter Bridge.
Alter Bridge - Mais Novidades
Este primeiro álbum da banda, intitulado One Day Remains, tem lançamento mundial previsto para o dia 10 de agosto. Ao ouví-lo na integra, têm-se a impressão de que esse é um disco muito bem estruturado, com boas composições e um instrumental que não deixa nada a desejar. Nesse tempo que o Creed não esteve mais na ativa, Tremonti e sua turma aproveitaram para trabalhar pesado nesse novo projeto. Com o fim da banda, o tempo disponível aumentou e o trabalho rendeu muito.
As composições fogem um pouco da temática do Creed, porém uma "vaga" lembrança da ex-banda está presente em algumas faixas do disco. Porém, essas faixas que se aproximam mais da cozinha do Creed já eram esperadas, até porque o instrumental completo é composto pelos próprios ex-integrantes da banda. Um "estilo" Creed com vocal novo? Não... está bem distante disso. A banda mostra peso, as guitarras do Tremonti passeiam por outro caminho.
Falando na melodia, o disco já começa com duas "porradas". Find the Real e One Day Remains mostram postura e impõe respeito ao ouvinte. Open Your Eyes é a faixa mais comercial do disco. O instrumental lembra muito o Creed, mas fica claro que a posição da banda perante esse som não é de ser uma lembrança e sim uma influência da antiga banda e ponto final. O vocal é redondinho e bem trabalhado.
Na seqüência, Burn It Down, Broken Wings e Metalingus, mostram que o disco segue uma risca, que trabalha em apenas um segmento. Talvez essa seja a identidade da banda. As baladas são boas, porém as porradas parecem tornar-se marca registrada do Alter Bridge. Mesmo nas ditas "baladas", o vocal demonstra muita força - longe de ser algo meloso.
Tá, tá... de meloso tem In Loving Memory. Inegável que essa não seja uma balada melosa. Mas no bom sentido. Uma faixa cheia de sentimento e que pede um vocal talvez, digamos, mais delicado.
O disco fecha com uma faixa nada curiosa intitulada The End Is Here. Acho que o pecado está aí. É uma boa música, mas, particularmente, não gostei do trocadilho...
Depois da audição completa do disco, pude perceber que o vocal do Myles tem uma leve influência do Chris Cornell no auge do Soundgarden - ponto chave para traduzir o disco "One Day Remains" num ótimo começo de carreira para essa banda que promete não só tomar o lugar vazio deixado pelo Creed, como também conquistar muitos outros novos ouvintes.
Site oficial: www.alterbridge.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A cantora que conquistou James Hetfield com sua voz "de cheiro de cigarro"
As músicas mais longas de 10 grandes bandas de heavy metal
As quatro melhores músicas do Led Zeppelin, segundo Robert Plant
A banda que Brian May achava que deveria ter sido gigantesca; "Eles foram nossos mentores"
Eric Martin, Edu Falaschi, Tim Owens e Jeff Scott Soto anunciam setlist do Masters of Voices
Show do Iron Maiden em Paris é prejudicado por falta de luz
John Bush não lamenta ter feito menos sucesso que colegas de geração
Steve Harris foi único membro do Iron Maiden a receber Paul Di'Anno em show, revela documentarista
Os 20 melhores álbuns lançados em 1999, segundo lista da Metal Hammer
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
A banda punk que Bono considera a melhor de todos os tempos
Gary Holt relembra como conseguiu abandonar a metanfetamina
A separação de banda que deixou Jimmy Page arrasado; "Ficamos tristes quando eles terminaram"
Ex-guitarrista do Turnstile tem julgamento por tentar matar pai do vocalista marcado
A participação de Tina Turner na reviravolta que mudou o destino do AC/DC


Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos


