Resenha - Tunes of War - Grave Digger
Por Bruno Sanchez
Postado em 01 de julho de 2004
(G.U.N Records – 1996)
Matéria originalmente publicada no site
Delfos - Diversão e cultura.
http://delfos.zip.net
O Accept pode ser considerado o grande pioneiro do Heavy Metal alemão, tendo começado as suas atividades no final dos anos 70; mas coube ao Grave Digger, ao Running Wild, ao Rage e ao Helloween o pleno desenvolvimento do estilo e a criação do que hoje conhecemos por Power Metal.
No caso do Grave Digger, temos uma história curiosa: Eles apareceram pela primeira vez em uma compilação chamada Rock From Hell no começo dos anos 80 e, naquela época, assim como o Running Wild, tinham a sua imagem associada ao satanismo. Ainda naquela década lançaram discos muito legais como o Heavy Metal Breakdown e alcançaram um relativo sucesso. Alguns anos depois, em 1987, com o avanço da onda Glam que tomava conta das rádios, eles trocaram o nome da banda para Digger e lançaram um álbum comercial horroroso chamado Stronger Than Ever que, obviamente, foi um fracasso e a banda resolveu encerrar as suas atividades.
Seis anos depois, Chris Boltendahl (vocalista) reformulou toda a banda, retomou o nome Grave Digger e voltaram a fazer o que sabem melhor: tocar o bom e velho Heavy Metal.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Lançado em 1996, Tunes Of War é justamente o ápice, tanto comercial quanto técnico, desse recomeço na história do Grave Digger. Inspirado pelo filme Coração Valente (Braveheart), foi também o primeiro trabalho conceitual da banda, contanto a história da Escócia e suas guerras pela separação do Império Britânico.
Em Tunes Of War, temos um Power Metal extremamente empolgante com letras muito bonitas e um instrumental excepcional, fruto dos bons músicos presentes nesse "renascimento" do grupo. Para se ter uma idéia da importância deste álbum na carreira dos alemães, basta darmos uma pequena olhada nas músicas aqui presentes. Scotland United, The Ballad Of Mary, The Dark Of The Sun e o hino da banda Rebellion (The Clans Are Marching) estão sempre presentes nos shows desde que o álbum foi lançado. As outras músicas podem não ser tão conhecidas mas mantém o nível guiadas pelo incrível clima épico criado pelas gaitas de fole e efeitos especiais presentes no CD.
O único defeito deste disco é a mixagem, que acabou deixando as guitarras altas demais, ofuscando um pouco os demais instrumentos e os vocais estridentes de Chris (um dos pontos mais característicos da banda)
Tunes Of War é uma aula de Heavy Metal com muito vigor e energia, fruto da experiência acumulado com anos de estrada e com as pisadas na bola de outrora.
Um outro problema que eu, infelizmente, preciso comentar é a dificuldade de se achar o Tunes Of War em terras brasileiras, pois existe apenas a versão importada, com preços totalmente fora de nossa realidade. Tomara que alguma gravadora se interesse em lançar este clássico do Power Metal por um preço mais justo por aqui. Os headbangers brasileiros merecem.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Membros do Iron Maiden não deram depoimentos a documentário de Paul Di'Anno
O lendário guitarrista que Steve Vai considera "um mestre absoluto"
A música que David Gilmour usou para fazer o Pink Floyd levantar voo novamente
As 10 piores músicas do Slipknot, de acordo com a Louder Sound
Os 5 álbuns favoritos de Dave Mustaine de todos os tempos, segundo o próprio
O disco do Kiss que mudou a vida de Marty Friedman (e o fez desistir dos esportes)
O músico que tocava demais e por isso foi cortado de álbum de Roger Waters
Copa do Mundo do Rock: uma banda de cada país classificado, dos EUA ao Uzbequistão
Dick Parry, saxofonista que fez história com o Pink Floyd, morre aos 83 anos
Você sabe tudo sobre Iron Maiden? Responda esse desafio de 30 perguntas e descubra
A foto que prova que Iron Maiden quase tocou "Infinite Dreams" em 2012, segundo fã page
Como era o baixista Cliff Burton, de acordo com as palavras de Scott Ian
Como era o sistema de compor do Rush com Neil Peart e Alex Lifeson, segundo Geddy Lee
Bittencourt e Andreoli falam sobre a história do Angra no Rock Paulista em série da TV Globo
Pearl Jam já tem novo baterista, revela Dave Krusen
5 discos dos anos 1990 que todo fã de heavy metal deveria ouvir ao menos uma vez
Dream Theater e o disco que Felipe Andreoli nem conseguiu ouvir
O melhor vocalista que surgiu nas últimas décadas, segundo Jimmy Page

Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Draconian - "In Somnolent Ruin" reafirma seu espaço de referência na música melancólica
Espera de quinze anos vale cada minuto de "Born To Kill", o novo disco do Social Distortion
"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR
"Operation Mindcrime III" - Geoff Tate revela a mente por trás do caos
O Ápice de uma Era: Battle Beast e a Forja Implacável de "Steelbound"
"Acústico MTV" do Capital Inicial: o álbum que redefiniu uma carreira e ampliou o alcance do rock
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes
