Resenha - Elements Pt.2 - Stratovarius
Por Rafael Carnovale
Postado em 05 de janeiro de 2004
Nota: 8 ![]()
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Depois de tantos boatos, especulações e dúvidas o Stratovarius sofreu seu maior golpe em muitos anos: o vocalista Timo Kotipelto e o baterista Jorg Michael deixaram a banda, por divergências com o guitarrista e líder Timo Tolkki. Alheio a todos estes problemas, "Elements Pt.2" é lançado, como já estava marcado desde a turnê que divulgou sua primeira parte.
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Se o primeiro cd era bem previsível em termos de Stratovarius, este segundo não soa tão diferente, embora seja bem mais interessante e surpreendente que seu antecessor. E este cd ainda sai com a responsabilidade de ser o canto de cisne da melhor formação que o Stratovarius já teve.
Se antigamente todos os cd’s da banda abriam com uma música rápida e veloz, "Alpha & Omega" já vem mostrar que neste as coisas soam diferentes. Mais cadenciada e soturna, traz um Stratovarius apostando no peso e melodia, com Kotipelto arrasando como sempre. "I Walk to My Own Song" contudo nos traz a realidade: a banda continua apostando na fórmula que a consagrou: os fortes vocais de Kotipelto aliados a guitarra de Tolkki e os teclados de Jens Johansson sempre presentes. O mesmo se repete em "I’m Still Alive" (que poderia ser comparada facilmente a "Speed of Light"). As diferenças começam a aparecer em músicas como "Awaken the Giant" (com sua levada mais cadenciada ditada pela batida forte de Jorg Michael) e na linda balada "Luminous" (que tem um acento pop estiloso e um Kotipelto cantando horrores como sempre).
O que podemos concluir de "Elements Pt.2" é que o Stratovarius ainda usa os elementos que o consagraram, mas que neste cd resolveu ousar em mais momentos, como podemos conferir na bela "Dreamweaver" (quase um heavy-hard) e na bela "Liberty" (menos agressiva, mais lenta e muito bem feita). De fato, um cd aonde existem diferenciais.
É uma pena que este line-up não venha a gravar de novo (por enquanto), pois finalmente podemos dizer que (caso ainda estivesse reunida) a banda apontava para novos horizontes com bastante competência e qualidade. Resta ver o que o futuro (e Mr. Tolkki) reserva para o Stratovarius.
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