Resenha - Led Zeppelin IV - Led Zeppelin

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Por Beto Guzzo
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Ouchhhhhhh !!! Algumas sensações de prazer demandam grande esforço ou demoram a se concretizar... ouvir o quarto álbum do Led Zeppelin no último volume é uma experiência extremamente prazerosa e não oferece nenhuma dificuldade. Este trabalho vai fazê-lo arrepiar da ponta dos pés até o último fio de cabelo.

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Quando do lançamento deste álbum, em novembro de 1971, o Zeppelin já era conhecido e reverenciado pelo mundo afora. Mas Robert Plant (vocais), Jimmy Page (guitarra), John Paul Jones (baixo) e John Bonham (bateria) decidiram entrar para história do rock ‘n‘ roll. E assim foi feito. Este play é considerado por muitos o melhor álbum de rock de todos os tempos!

Vamos lá... Black Dog é a primeira faixa, um blues pesado que sacode qualquer objeto que esteja ao alcance do som, incluindo os ouvintes. Na sequência, umas das músicas mais reverenciadas da banda e hino roqueiro: Rock ‘n’ Roll. A bateria de Bonham no começo é incendiária. Aliás a sensação que passa é que os caras estavam com a energia mais pura quando compuseram esta melodia.

Para acalmar um pouco as enzimas do seu corpo, o Led colocou The Battle Of Evermore como terceira faixa, uma balada bem trabalhada na parte vocal e com Page exagerando (no melhor sentido possível) na melodia das cordas. Segue a esta a música mais tocada nas rádios de todo o mundo até hoje: Starway to Heaven. Page e Jones trabalharam na melodia durante um dia inteiro e Plant, que estava em frente a uma lareira, compôs 80% da letra em um só tiro, bem rápido. Page percebeu o que a banda tinha em mãos não era simplesmente mais uma música e se esmerou durante alguns dias no acabamento da canção, chegando a compor três solos diferentes. Realmente eles acertaram a mão nesta faixa, que entrou para a história do rock.

Seguindo o padrão do álbum, Misty Mountain Hop é um rockão de primeira e não vai te deixar na mão e Going to California é o momento paz e amor do trabalho, com Plant detonando sensualmente sua voz. Finalmente o trabalho se encerra com When The Levee Breaks, um resumo do play, com todo mundo arrebentando: Bonham afundando as baquetas, Jimmy muito inspirado, J. P. Jones marcando o compasso da música que, cantada de uma maneira única por Plant, fica com pinta de épica.

Na minha modesta opinião, um dos 5 melhores álbuns de rock de todos os tempos.

Curiosidades :

1. Pois é. Qual que é o nome deste disco? Resposta : ele não tem nome! Acontece que Page estava puto com os jornalistas especializados (a relação Zep/imprensa nunca foi boa) e decidiu que o álbum não ia sequer ter o número do catálogo da gravadora impresso. Page : “A música é o que importa...deixem as pessoas comprá-lo (o álbum) porque gostam da música. Eu não quero nada escrito na capa. Ponto final”. Os fãs o chamam de Zoso, quatro símbolos, disco do velhinho ou Led Zeppelin IV. Prefiro o último.

2. Ainda sobre o imbroglio acima. Os executivos da Atlantic Records ficaram embasbacados com a atitude de Page, chamaram-no para uma conversinha e disseram : “Um álbum sem o nome do artista nele?! Vocês estão assinando o próprio atestado de óbito”. Ahhhhhhh, então tá...o álbum já vendeu mais de 22 milhões de cópias no mundo inteiro (o Zep, junto com Garth Brooks, são os únicos artistas a terem mais de quatro álbuns com vendas acima de dez milhões : Led Zeppelin II – 12 milhões, Phisical Graffiti 15 milhões e Houses of the Holy, com 11 milhões).

3. A canção não tinha nome até então...o overdrived blues estava na ponta dos cascos mas nada de nome. Foi aí que J.P. Jones percebeu que um cachorro preto, que não era de ninguém, saia e entrava do estúdio com a maior tranqüilidade. Decidiram então chamar a música de Black Dog. Deu no que deu...

4. Sessão cianureto. Veja só o veneno que John Paul Jones destilou sobre o som tirado pela banda em Led Zeppelin IV : “Ninguém nunca mais nos comparou ao Black Sabbath depois deste álbum.”

Zep Basicão: 1971, Led Zeppelin IV
Zep Legets: Basicão + 1973 Houses of the Holy + 1975 Phisical Graphitty
Zep Fanzaço: Legets + Remasters + BBC Sessions

Long Live Rock’n’Roll

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