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Airbourne 2022

Resenha - For My King - Custard

Por Bruno Coelho
Em 05/09/03

Nota: 9

UMA UVA! UM CACHO DE UVAS! UMA FEIJOADA! UMA PICANHA MAL PASSADA! Eu adoro esse disco! O que é a coisa mais esquisita do mundo, já que o disco passado que eu resenhei do Custard é quase um desastre sonoro!

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Pra começo de conversa a sonoridade, a qualidade da gravação ainda é meio tosquinha, mas os instrumentos soam bem mais claros, mais nítidos e mais ferozes. As músicas quase sonoríferas do disco passado tornaram-se em diversão pura! DIVERSÃO, MANÉ! É legal pra caralho escutar esse disco. É tudo bem simples, quase absurdamente clichê, speedzão feito pra bater cabeça feliz e cantar. Refrões tipo: "I know you, I know you, I know who you are (repeat 4x)" escorrem pelas beiradas do encarte de tantos que são. Mas não é bacana cantar refrão depois de escutá-lo só uma vez? É, porra!

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

Deixando a empolgação de lado, vamos a uma análise mais mininuciosa do álbum. Comparando-o ao Kingdom of Your Life nota-se um maior amadurecimento musical e uma estúpida melhora no vocal. O antigo vocalista, que também era baixista, trata agora só do baixo. Quem canta é um tal de Guido (ô alemãozinho feio rapaz!) que parece uma sirene de polícia: estridente! E isso não é insulto não! Pra vocal de true/speed/melódico o lance é esse mesmo! O cara supera infinitamente o tal do Michael Marquardt que cantava antes. O resto da banda é o mesmo do disco de 97 só que, como já falei, bem mais amadurecida.

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As músicas... Ah! as músicas... Tudo muito bom! Se você gosta de Helloween antigo, Manowar, Viper antigo (esse disco é melhor que o Soldiers of Sunrise) vai se amarrar nisso aqui. Vou ainda mais fundo, meu amigo! Se você gosta de Steel Attack, Sacred Steel e SkullView vai ficar feliz em conhecer esta banda aqui! Pra destacar músicas vou inverter a coisa, vou dizer o que não gostei. Não gostei muito de algumas partes de Master of The Dice e de Trees of Hope e a faixa bônus que também não das melhores. O resto é bonzão, diversão garantida!

Claramente sei que muita gente vai achar que sou louco, que esse disco é horrível, que o vocalista canta agudo demais... honestamente, bicho, eu nem costumo gostar de discos assim, minha praia é mais death-melódico ou prog hoje em dia! Acho que teria prazer de esculhambar mais um disco de dragão e guerreiros, mas não dá! Esse disco do Custard é legal e vale muito uma conferida.

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Não se deixem enganar pela capa, esse disco é bom sim!

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Sobre Bruno Coelho

Bruno Coelho é Arquiteto, escritor, poeta, produtor de eventos, pai, tradutor, intérprete e professor de inglês. Morou em cinco capitais brasileiras e hoje dedica-se ao árduo labor de organizar eventos na capital maranhense de São Luís. Fã do Dream Theater, Tool, Symphony X, Pain of Salvation e Evergrey, encontra espaço pra novas bandas e vertentes sempre.

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