Resenha - For My King - Custard

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Por Bruno Coelho
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Nota: 9


UMA UVA! UM CACHO DE UVAS! UMA FEIJOADA! UMA PICANHA MAL PASSADA! Eu adoro esse disco! O que é a coisa mais esquisita do mundo, já que o disco passado que eu resenhei do Custard é quase um desastre sonoro!

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Pra começo de conversa a sonoridade, a qualidade da gravação ainda é meio tosquinha, mas os instrumentos soam bem mais claros, mais nítidos e mais ferozes. As músicas quase sonoríferas do disco passado tornaram-se em diversão pura! DIVERSAO, MANÉ! É legal pra caralho escutar esse disco. É tudo bem simples, quase absurdamente clichê, speedzão feito pra bater cabeça feliz e cantar. Refrões tipo: "I know you, I know you, I know who you are (repeat 4x)" escorrem pelas beiradas do encarte de tantos que são. Mas não é bacana cantar refrão depois de escutá-lo só uma vez? É, porra!

Deixando a empolgação de lado, vamos a uma análise mais mininuciosa do álbum. Comparando-o ao Kingdom of Your Life nota-se um maior amadurecimento musical e uma estúpida melhora no vocal. O antigo vocalista, que também era baixista, trata agora só do baixo. Quem canta é um tal de Guido (ô alemãozinho feio rapaz!) que parece uma sirene de polícia: estridente! E isso não é insulto não! Pra vocal de true/speed/melódico o lance é esse mesmo! O cara supera infinitamente o tal do Michael Marquardt que cantava antes. O resto da banda é o mesmo do disco de 97 só que, como já falei, bem mais amadurecida.

As músicas... Ah! as músicas... Tudo muito bom! Se você gosta de Helloween antigo, Manowar, Viper antigo (esse disco é melhor que o Soldiers of Sunrise) vai se amarrar nisso aqui. Vou ainda mais fundo, meu amigo! Se você gosta de Steel Attack, Sacred Steel e SkullView vai ficar feliz em conhecer esta banda aqui! Pra destacar músicas vou inverter a coisa, vou dizer o que não gostei. Não gostei muito de algumas partes de Master of The Dice e de Trees of Hope e a faixa bônus que também não das melhores. O resto é bonzão, diversão garantida!

Claramente sei que muita gente vai achar que sou louco, que esse disco é horrível, que o vocalista canta agudo demais... honestamente, bicho, eu nem costumo gostar de discos assim, minha praia é mais death-melódico ou prog hoje em dia! Acho que teria prazer de esculhambar mais um disco de dragão e guerreiros, mas não dá! Esse disco do Custard é legal e vale muito uma conferida.

Não se deixem enganar pela capa, esse disco é bom sim!




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Sobre Bruno Coelho

Bruno Coelho é Arquiteto, escritor, poeta, produtor de eventos, pai, tradutor, intérprete e professor de inglês. Morou em cinco capitais brasileiras e hoje dedica-se ao árduo labor de organizar eventos na capital maranhense de São Luís. Fã do Dream Theater, Tool, Symphony X, Pain of Salvation e Evergrey, encontra espaço pra novas bandas e vertentes sempre.

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