Resenha - Prophet of the Last Eclipse - Luca Turilli

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Por Rafael Carnovale
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O Rhapsody ficou conhecido por investir pesado na fusão de power metal com elementos sinfônicos em grande escala, chegando a gravar com pequenas "orquestras", por assim dizer, grupos que realmente inseriam os elementos orquestrados na música. Um de seus fundadores, o guitarrista Luca Turilli porém, não satisfeito com o trabalho de sua banda, que já lançou 4 cd’s e 2 ep’s (fora os lançamentos restritos a alguns países), começou a investir em uma carreira solo, lançando em 1999 seu "Debut" "King of the Nordic Twilight", que em pouco diferia do som de sua banda, apenas com um pouco mais de guitarras (tendência que o Rhapsody seguiria em seus álbuns seguintes) e no vocal, que se no Rhapsody era comandado pelo excelente Fábio Lione, na carreira solo de Luca fica a cargo do também competente Olaf Hayer. Agora Mr. Luca investe em um novo cd, desta vez mudando a temática lírica, criando um mundo futurista aonde a queda de uma espaçonave começa a história do Cometa Negro e propicia o surgimento do Profeta do Eclipse Final... mas em que diabos daria tal história?

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Primeira conclusão: Ponto para Luca, que acabou com isso se diferenciando de sua banda, pois a mesma investia em histórias medievais, e o mesmo o fez em seu primeiro álbum. Ouvindo o cd, podemos perceber que o som também está algo diferente do som de sua banda, e até do som de seu primeiro solo. Após a intro futurista "Aenigma" (aonde coros e orquestra saúdam o ouvinte) ecos de Helloween são ouvidos na faixa "War of the Universe", com uma pegada bem power metal, com a orquestra mais contida e mais ênfase na guitarra. Já a faixa seguinte, "Rider of the Astral Fire", tem uma belíssima performance de coros e do vocalista Olaf, com partes sinfônicas mais evidentes, mas ainda com uma pegada power bem presente.

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Um belo clima futurista nos espera na faixa "Zaephyr Skies’ Theme", com belos coros femininos e uma orquestração digna de Star Wars (um certo exagero de minha parte!). O resto do álbum segue a mistura de metal com orquestra, como na cadenciada e cativante "The Age of Mystic Ice", na tipicamente power "Prince of Starlight" (de novo ecos de Helloween fase Keepers), e na speed "Demonheart" (que batizou o EP que antecedeu o cd), por sinal uma das melhores. Belíssimos solos de flauta em "New Century’s Tarantella" preparam o clima para a épico-speed-power (isso existe?) faixa título, aonde Luca traz todos os elementos encontrados no cd inseridos em 12 minutos de uma belíssima faixa, que merece total destaque.
Luca e a banda (que conta com Sascha Paeth no baixo e Miro nos teclados) nitidamente procuram moldar o som na temática futurista do cd, assim como o uso de teclados e orquestra, o que cria um clima muito interessante para o ouvinte. Outro ponto para Mr. Turilli, que foge de ser uma cópia total de sua banda, lançando um cd, que lembra sim seu trabalho com o Rhapsody, mas mostra um músico talentoso com várias faces. Altamente recomendável não só para fãs de Rhapsody mas para fãs de Metal em geral.

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Curiosidade: na Europa, este cd saiu em edição limitada com duas faixas a mais: a power "Dark Comet’s Reign" e uma versão de "Demonheart" cujos vocais ficaram a cargo de André Matos (Shaman) que fez um excelente trabalho, sem tirar o mérito de Olaf é claro.

Site oficial: http://www.lucaturilli.net

Lançado em 2003 pela SPV/Limb Music na Europa. O lançamento no Brasil ocorrerá brevemente pela Rock Brigade Records/Laser Company.

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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