Resenha - Damage Done - Dark Tranquillity
Por Bruno Coelho
Postado em 30 de novembro de 2002
Nota: 10 ![]()
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Quem acompanha a carreira do Dark Tranquility, que já tem 11 anos de existência e seis álbuns lançados, pelo menos por algum tempo, sabe que eles andaram brincando com computadores e sintetizadores mais do que deveriam ultimamente. Esperar que este "Damage Done" viesse para arruinar a carreira destes suecos de Gothenburg era um medo que povoava minha mente. Mas que surpresa tive ao ouvir este último míssel lançado pela esquadra comandada pelo vocalista Mikael Stanne. Nada de vocais limpinhos ou flertes com o nu-shitty-metal, muito pouco computador, incursões de teclado absolutamente fantásticas e muita, muita pancadaria no que deve ser o melhor disco de melodic death metal deste ano, junto ao "Natural Born Chaos" do Soilwork e o "Reroute to Remain" do In Flames.
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Murro após murro, o massacre começa com a irretocável "Final Resistance", passando por uma tríade demoníaca formada por "Hours Passed in Exile", "Monochromatic Stains" e "Single Part of Two" culminando na linda melodia de abertura de "The Treason Wall".
Nos segundos que entremeiam as faixas 5 e 6, pensei: "Bom, as cinco primeiras faixas foram tão boas que agora deve vir a parte fraca do álbum". Fraca o cacete! "Format C: for Cortex", a faixa título, "Cathode Ray Sunshine" e todo o resto do disco fazem meu sorriso alargar-se e a vontade de rachar a cara na parede, com o volume no máximo e as caixas de som nos braços, coladas aos meus ouvidos, me fazem fingir um "stage dive" sobre a cama quando o disco termina com a instrumental "Ex Nihilo". Porra, que covardia!
Riffs maravilhosos desfilam por TODO o álbum, num furacão de criatividade e competência, agressividade e melodia. Portanto, se você gosta de melodic death metal, venera o agora famoso "Gothemburg Sound", tava com saudade daquela veeeeeelha "Tranquilidade Escura", meu amigo, você vai ver o tamanho do "damage" que este disco vai causar ao teu "neck".
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