Resenha - Condition Red - Iron Savior
Por Rafael Carnovale
Postado em 05 de julho de 2002
Nota: 10 ![]()
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Muitos ficaram em alerta vermelho quando Kai Hansen anunciou que estaria deixando o Iron Savior. Afinal, o grupo (formado inicialmente por Piet Sielck e Kai) já dispunha de boa fama no cenário metálico, e lançara quatro cd’s que obtiveram boa repercussão. Mesmo sendo Piet o maior compositor, ficava a impressão de que a banda não teria o mesmo pique com a saída de Kai Hansen, já que ambos formaram, nos anos 80 o embrião do que viria a ser futuramente o Helloween. E muitos tornaram a ficar em alerta vermelho quando o Iron Savior lançou seu primeiro trabalho sem Kai, Condition Red.

Não chega a ser surpresa, mas pode-se afirmar que estamos diante do mais pesado, mais agressivo e melhor trabalho da banda. Que Kai faz falta, faz, com certeza, e sempre o fará, mas Piet arrumou um bom substituto, Joaquim "Piesel" Kustner, e estabilizou um line-up excelente, com o batera Thomas Nack (ex- Gamma Ray), o baixista Jan Eckert e o Tecladista Andreas Kuck. Este line-up, entrosadíssimo, nos presenteia com um cd de puro heavy metal, executado com maestria e que garante momentos de total empolgação.
O grupo já mostra a que veio na primeira faixa, "Titans of Our Time": uma bateria agressiva, guitarras poderosas e Piet detonando no vocal (lembra muito Dio e Graham Bonnet), com um refrão cativante. Músicas como "Protector", "Ironbound" (com seus duelos de guitarra tipicamente maidenianos), e a faixa título garantem momentos de muita agitação, com aquele speedmetal característico que marcou os primeiros cd’s da banda, mas cada vez mais bem produzido e cada vez de maior qualidade. É fácil lembrar dos refrões, já que os mesmos teimam em ficar na sua cabeça assim que terminam as músicas.
A banda também cadencia mais o som nas excelentews "Warrior" e "Mindfeeder", que garantem bons momentos com uma pegada mais rockeira, para voltar a velocidade e as guitarras cortantes na speed "Walls of Fire". Thomas Nack se revela um monstro, com uma pegada forte e intensa, mesclando agressividade pura com melodia, principalmente na faixa "Tales of The Bold".
Destaques: todas! Mas os melhores momentos ficam para a "faixa bônus" "I Will be There" (a mais próxima de hard rock do cd – a melhor de todas ), e para a também rockeira "No Heroes". Piet não esconde sua influência de Iron Maiden, principalmente na faixa "Thunderbird", com os riffs cavalgantes, embalados por coros excelentes e uma banda altamente inspirada. E para quem pensa que acabou ainda tem mais: a banda resolve fazer um cover inusitado para "Crazy", o sucesso que Seal emplacou nos anos 80 (eta clip chato que a MTV passava sem parar), com uma pegada totalmente heavy, extraindo todo lado pop da música, o Iron Savior conseguiu algo inimaginável: refazer a música ao seu estilo, dando-lhe uma roupagem heavy metal inimaginável.
Joachim "Piesel" jamais poderá substituir Kai Hansen, mas se sai muito bem, mostrando ser a escolha certa para o posto. Quer um resumo disto tudo? Compre!!!!! Obrigatório.
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