Resenha - Light Of Day, Day Of Darkness - Green Carnation
Por Thiago Sarkis
Postado em 16 de junho de 2002
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Os números deste álbum assustam qualquer fã de música e, especialmente para o metal, me parecem um tremendo e maravilhoso absurdo. São trinta e quatro músicos, incluindo saxofonista, tenor, barítono, soprano e coral de crianças. Sabe quantas faixas eles gravaram? Uma. Ora bolas, esse monte de gente pra gravar uma única música? O que é isso? Simples, essa "Uma" composição dura nada menos que uma hora e alguns segundos. No estúdio, os detalhes são ainda mais extraordinários, considerando-se a produção fantástica que trabalhou com seiscentos samples usados separadamente e expressivos cento e cinqüenta canais de gravação.

Essa megalomania tecnológica e instrumental choca, mas difícil mesmo é acreditar que a tenaz leveza, aqui presente, composta com refino, detalhamento, pompa e majestade, surgiu de um músico acostumado à simplicidade e brutalidade do black metal, quando levado ao cume de sua extremidade.
Tudo isso foi elaborado por Tchort (ex-Emperor), que define "Light Of Day, Day Of Darkness" como o seu "legado musical". De fato o é, e que grandiosa herança é deixada através desse disco para o gótico e dark/doom metal! Um marco verdadeiramente histórico.
Se instrumentalmente não temos o que alegar, nas letras podemos levantar algumas pequenas questões. Ouvir o que acontece em torno dos trinta e três minutos e falar que o lirismo e tristeza profunda explicitados não são sinceros seria um ultraje. Porém, com certeza há momentos em que as palavras dão uma forçada, afogando numa choradeira interminável. Nessas passagens os versos de Tchort se assemelham a confusas e desestruturadas vivências púberes, e já não é adequado a ele fazer isso, pois seus quinze aninhos e o início de sua vida reprodutiva já se passaram há um bom tempo.
Excetuando-se essas fugazes bobeadas, temos um trabalho sublime, altamente inspirado. Por falar nisso, agradeçam a Damien Aleksander, filho ao qual Tchort credita sua inspiração e alegria, e cujo nome aparece como alvo da dedicatória musical do álbum.
Site Oficial – http://www.green-carnation.de
Line Up:
Kjetil Nordhus (Vocais)
Tchort (Guitarras – Violões)
Bjørn H. (Guitarra solo - Slide - Ebow)
Stein R. (Baixo)
A. Kobro (Bateria)
Material cedido por:
The End Records – http://www.theendrecords.com
556 S. Fair Oaks Ave #101-111
Pasadena CA 91105 USA
Fax: 626-403-2848
Email: [email protected]
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os cinco maiores discos progressivos dos anos sessenta, segundo site britânico
Shows no Brasil que encerraram ciclos em carreiras de bandas internacionais
As 7 maravilhas do mundo do heavy metal e como conhecê-las
Para conceituado escritor, Metallica está sofrendo de "síndrome de Iron Maiden"
As seis músicas mais importantes do Judas Priest, segundo K.K. Downing
Sepultura, Titãs e Luiz Caldas levam o peso do rock ao Altas Horas deste sábado
Amanda Somerville diagnosticada com tumor cerebral maligno e agressivo
O lendário vocalista que teve o dedão amputado por um anão de jardim no quintal
Regis Tadeu derruba consenso de décadas sobre "Roots" do Sepultura
A banda de metal que Jerry Cantrell considera a maior e melhor de todos os tempos
Max Cavalera e os detalhes de sua saída do Sepultura, incluindo como e quando aconteceu
A música do Yes que serviu de inspiração para Dream Theater e Sepultura
A música do Oasis que Noel Gallagher considera a sua "Hey Jude"
Igor Cavalera conta quem deu o empurrão para sua saída do Sepultura
Pitty começa uma nova fase pela "Sobremesa" - e não parece estar a fim de pegar leve
É verdade que Kiss significa Cavaleiros a Serviço do Coisa Ruim? Paul explica
O solo da discórdia que fez Marty Friedman sair do Megadeth, segundo Dave Mustaine
Kerrang!: os 100 melhores álbuns de Rock em lista da revista

Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



