Resenha - Songs of Silence Live in Tokyo 2001 - Sonata Arctica

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Por Rafael Carnovale
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E tome Finlândia! Mais uma banda de power metal oriunda deste país aparece no cenário mundial. Após dois cd’s e cinco ep’s ( alguns disponíveis apenas na Finlândia e Japão), eis que o Sonata parte para gravar seu primeiro cd ao vivo. E aonde????? Adivinhem: no Japão!!

De fato as terras nipônicas parecem ser boas para se gravar cd’s ao vivo, visto que além do Sonata, bandas como Children of Bodom e In Flames gravaram cd’s ao vivo por lá. A platéia japonesa é comportada, porém agita quando necessário. Isto cria um clima legal para um cd ao vivo. Se bem que se este cd fosse gravado no Brasil a galeria berraria e agitaria muito. Porque sempre o Japão? Deve ser o status que a banda tem por lá, aonde são idolatrados, assim como várias bandas de power metal. Este cd por enquanto só foi lançado no Japão.

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O cd nos mostra uma banda coesa, competente e bem entrosada: com destaque para as guitarras competentíssimas e corretas de Jani Limataimen e para os teclados do mentor da banda, Mikko Harkin. O som se parece em muito com o Stratovarius, principalmente nas guitarras e nos teclados? Falta de identidade ou semelhança apenas? O Sonata se diferencia por investir em sons mais calmos e candenciados, como na faixa Songs of Silence, embora faixas como Weballergy, que abre o cd, sejam muito inspiradas na turma de Tolkki e cia. Nas duas primeiras faixas, a já citada Weballergy e Kingdom for a Heart, nota-se que o vocal de Tony Kakko é bem limitado ao vivo, perdendo muito de sua eficiência principalmente nos tons altos, embora ele compense tal perda com muita garra e por não ter regravado nada em estúdio. O lado speed metal aparece na quinta faixa, False News Travel Fast, aonde notamos a influência de Helloween da época áurea dos Keepers. Outro destaque seria a rápida e agressiva Respect the Wildernees, aonde o excelente trabalho de guitarras e os teclados garantem o agito. Ainda sobra espaço para sons mais cadenciados, o diferencial do Sonata, como na contagiante Fullmoon, a melódica The End of this Chapter e a magnífica My Land, que ficou excelente ao vivo.

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A banda também investe em baladas, como na "scorpiana" Last Drop Falls, e na melosa réplica. O grande destaque fica para Black Sheep, aonde a banda executa com maestria um som calcado no power anos 80 de Helloween com vocais bem executados de Tony, embora perceba-se que em várias músicas ele finaliza quase gutural, pois realmente seus vocais perdem um pouco ao vivo. Mas nada que comprometa a performance da banda.
Um bom cd? Sim. Uma boa banda? Sim. Com boas chances de se firmar no cenário heavy mundial? Quem sabe. Stratovarius já existe um, e ta bom demais!!! :)

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Faixas:

1 – Intro
2 – Weballergy
3 – Kingdom for a Heart
4 – Sing in Silence
5 – False News Travel Fast
6 – Last Drop Falls
7 – Respect the Wilderness
8 – Fullmoon
9 – The End of this Chapter
10 – The Power of One
11 – Replica
12 – My Land
13 – Black Sheep
14 – Wolf and Raven

Bonus cd ( edição japonesa )

1 – Blank File
2 – Land of the Free
3 – Peace Maker

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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