Resenha - Illusion Dimensions - Oratory
Por Thiago Sarkis
Postado em 17 de novembro de 2001
Nota: 2 ![]()
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Ana Lara (Vocais)
Marco Alves (Vocais)
Miguel Gomes (Guitarras)
Rui Santos (Baixo)
António Silva (Teclados)
João Rodrigues (Bateria)
Emoção é uma coisa que podemos afirmar com segurança que este debute do Oratory possui. São mais ou menos cinqüenta e cinco minutos de pura ‘transmissão’ de sentimentos. É impossível impedir o surgimento, logo nas primeiras faixas, de raiva, angústia, indignação, e principalmente uma vontade tremenda de destroçar e acabar com o CD.

Nossos amigos portugueses que nos desculpem, mas essa banda não dá pra engolir. Aliás, como, dentro de uma cena metálica tão rica, podem dar lugar a uma coisa dessas? É inexplicável.
Os seis integrantes auto denominam seu estilo de "power metal melódico neoclássico", e dizem que "Illusion Dimensions" seria como "Stratovarius e Theatre Of Tragedy se juntando para fazer um álbum". Se revelam além de tudo, impiedosos. Como foram capazes de envolver o nome de outros músicos nesse lamaçal?
Os músicos passam doze faixas tentando repetir o feito de centenas de conjuntos de metal tradicional/power, com letras Manowar. Não conseguem. O melhor momento e único realmente interessante, aparece na música "Oratory", escondida e inserida na última faixa, intitulada "Galaxy".
Não dá pra definir o grande problema aqui, mas os timbres são sérios candidatos a este cargo. Todos os instrumentos e também os vocais, soam muito mal. António Silva deve ser citado nesse contexto, pois tira um som simplesmente ridículo dos teclados. Pior que trilha sonora de joguinho de vídeo game antigo.
O desejo de Miguel Gomes de ser um virtuoso da guitarra é inerente. Só que essa não é a dele. Os solos querendo partir na velocidade da luz saem com notas mais mascadas que chiclete do Michael Jordan. As melodias são da mesma forma, terríveis.
Além de "Galaxy", as outras faixas audíveis aqui são: "Fight For The Light", "In The Sky", "Choose Your Future" e "World Of Illusion. Porém, nada de primoroso e que vá levar você a perder tempo ouvindo o Oratory.
Material cedido por:
Rock Brigade / Laser Company Records – http://www.lasercompany.com.br
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