Resenha - Horror Show - Iced Earth
Por Ana Therezo
Postado em 23 de maio de 2001
Nota: 9 ![]()
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Através da História, o homem celebrou repetidamente o terror. As estórias revelavam estilos que iam do suspense à crueldade sanguinária, contudo, o objetivo sempre foi o mesmo: fazer o leitor acreditar em uma narrativa fictícia, transformando-a em realidade - mesmo que por um curto período de tempo.
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Pois bem, o novo álbum conceitual do Iced Earth, "Horror Show", aborda justamente essa temática. Nas composições, Jon Schaffer inspirou-se em estórias de terror clássicas e massificadas - aquelas que habitam desde a infância o consciente coletivo. Os temas são, na maioria, homônimos às faixas, passando por monstros antológicos: Lobisomen - "Wolf", o monstro do lago - "Dragon's Child", Frankenstein - "Frankenstein" e Drácula - "Dracula"; algumas múmias - "Im-Ho-Tep (Pharaoh's Curse)" e fantasmas - "The Phantom Opera Ghost"; além dos mitos: Damien, o profetizador - "Damien", Jack, o estripador - "Jack" e Dr. Jeckyll e Mr. Hyde (O médico e o monstro) - "Jeckyll & Hyde". Somente "Ghost of Freedom" foge ao tema proposto, enveredando ao tão "conhecido" patriotismo norte-americano em uma história de família, onde a morte do patriarca na guerra de independência do país contra a Inglaterra dá início a uma geração de guerreiros, ou melhor, soldados. Para completar a ambientação, capa e encarte são ilustrados por Danny Miki (desenhista do "Spawn") e Travis Smith (Nevermore, Solitude Aeturnus, Death e Opeth).
A despeito das tendências musicais criadas pelo álbum "Demons & Wizards" (parceria entre Schaffer e Hansi), o Iced Earth continua fiel ao heavy metal tradicional, sem apelar para um som intricado e melódico. Ao contrário, Schaffer faz jus às comparações positivas entre sua performance e a de integrantes de bandas clássicas como Metallica, Judas Priest e Iron Maiden. Prova disso são os mais de quatro minutos e meio de riffs alucinantes no cover (instrumental) de "Transylvania" (Iron Maiden).
Todas as canções tem suas peculiaridades, mas vale ressaltar: "Jeckyll & Hyde", que lembra muito o estilo do Iced Earth no começo de carreira, quando Gene Adams ainda era a voz da banda; "Jack" e seu puro thrash metal, com todo peso e agressividade característicos do estilo, detalhe, sem perder as batidas rápidas e distorcidas do metal tradicional (N.E.: ouça muitos decibéis acima do normal!); e "Frankenstein", com sua letra baseada no livro homônimo de Mary Shelley, que conta ainda com o som de um órgão Hammond, lembrando imediatamente Jon Lord. Vale a pena prestar atenção também na utilização do bandolim e violão em "The Phantom Opera Ghost".
É claro que nada disso seria possível sem a força e potência da voz de Matthew Barlow, que varia facilmente entre os mais diversos timbres necessários para mesclar a sonoridade tradicional do heavy metal aos trechos de puro thrash como, por exemplo, no momento derradeiro de "Wolf". Larry Tarnowski, integrante da banda desde "Something Wicked This Way Comes", lidera os solos de guitarra. O baixo e a bateria ficam por conta de outros dois notáveis da cena metálica mundial: Steve DiGiorgio (Death, Testament e Sadus), que abusa da técnica, e entre "slaps" e "tappings" impele uma velocidade impressionante, e o baterista Richard Christy (Control Denied, Death e Demons & Wizards).
O álbum será lançado em 18 de junho deste ano no Brasil.
Observações:
1. Algumas informações sobre o nome e sequência das faixas pode divergir, já que o álbum ainda não foi lançado.(Lançamento previsto para Junho/2001)
2. Somente para os EUA será lançada uma versão dupla e limitada do álbum, com uma entrevista exclusiva com Jon Schaffer.
Gravadora: Century Media
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