Resenha - Polka Vergonha - Tubaína

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Por Carlos Roberto Merigo Filho
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Três anos após o lançamento do primeiro disco, a banda Tubaína traz "Polka Vergonha", contendo mais algumas excelentes canções do rock-caipira. E como não poderia ser diferente, bairristas como nunca!

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Misturando riffs básicos, letras escrachadas e interioranas, "Polka Vergonha" não chega a ser tão bom quanto o primeiro disco da banda, mesmo assim mantém a boa qualidade. A banda Thompson participa do disco, que é uma produção independente da Aquém De Queluz Records, da própria banda Tubaína.

A música que abre o disco, "Pamonhas", é excelente e inclusive vem sendo tocada nas grandes rádios em São Paulo. Quem não conhece aquele senhor que passa com uma Variant caindo aos pedaços e vendendo pamonhas? É incrível como o carro das pamonhas está em todo lugar, sempre com o "puro creme do milho".

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Muitas sátiras só serão facilmente entendidas por quem mora ou conhece o interior do estado de São Paulo e todas aquelas figuras caricatas. Como o caipira que "vende um rim para comprar uma guitarra Gibson", na faixa-título "Polka Vergonha". E a história de um sueco perdido em Birigüi, em "Loucademia de Mulheres", e a de um carro velho movido à gás em "Carrão de Gás", sempre desfilando características da vida no interior, misturadas aos acordes simples de um rock‘n’roll empolgante.

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"Nem" é uma das melhores faixas do disco, e ganhou duas versões: a la Elvis, e a versão metal. E aproveitam para tirar um sarro com a cidade de Araçatuba: "Nem se Birigui fosse eleita a cidade do ano e Araçatuba virasse um bairro suburbano, haveria uma festa tão grande quanto a que eu faria se conquistasse seu coração".

Destaque também para a ótima "Presidente Prudente, Salve a Gente!", em que uma estátua do presidente Prudente de Morais serve de esconderijo após o rapaz aprontar algumas com a filha do prefeito, e a versão Beach Boys em "Surf in Birigui", sem se esquecer da prancha em cima do fuscão.

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A história de uma paixão é contada em "O Bis em Rancharia", onde as contempladas dessa vez são as cidades de Taubaté e Coroados.

Outra coisa que não se pode esquecer são os times de futebol do interior, como XV de Jaú, Ituano, Novo Horizontino e tantos outros, mas o time de coração do Tubaína não é nenhum desses, e sim o Bandeirante - como homenagem, nada melhor que o hino do clube em versão ska na faixa "Marcha em Birigüi".

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Pinga com limão e feijoada com feijão, uma combinação sadia para se degustar ouvindo a décima-primeira faixa, "Pinga com Limão"

A faixa-bônus é totalmente inútil, mas de longe uma das mais engraçadas do disco. "@ # $ % Errei!!!" é onde a banda reúne diversos erros cometidos durante a gravação do disco. Ali se pode conferir de tudo, desde mensagens de celular e paródias do RPM até uma sátira com uns tais de Flaudinho e Muchecha. Paulo Mancha, o vocalista, além de morder a língua ainda esquece as letras por diversas vezes.

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O novo disco do Tubaína é um prato cheio para quem gosta de rock-punk-metal-a-billy-ska com boas pitadas de humor, sempre referenciando o velho e bom estilo de vida tranqüila do interior. Para quem mora nas grandes cidades, no meio do caos, só resta a inveja. :)

A banda continua realizando shows em São Paulo e agradando ao público, não só pelas músicas como também pela farta distribuição de pipoca doce Gasparzinho. Tubaína é uma ótima opção para quem quer dar boas risadas com rock‘n’roll básico e, como eles mesmo dizem, são uma banda "bairrista e politicamente incorreta desde 1992".

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Contatos: http://www.tubaina.com.br

Telefones: (11) 3849-6504 ou 9158-5306




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Sobre Carlos Roberto Merigo Filho

Louco por Rock 'n Roll de todos os tipos desde sua criação até os dias de hoje, infelizmente não toca nada. Suas bandas preferidas são Kiss, The Black Crowes, Aerosmith, The Cult, Iron Maiden, Black Sabbath, Queen, Camisa de Venus, Velhas Virgens, etc.

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