Resenha - Bruce Lee - Pin Ups
Por Catarina a Grande
Postado em 18 de maio de 2000
Nota: 10 ![]()
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Quem não gosta de Bruce Lee? Talvez somente quem não o conheça... Difícil encontrar alguém que não sinta ao menos simpatia por um dos inventores da pancadaria cinematográfica, que muito penou para ter o seu valor reconhecido mundialmente.

Lutar contra as adversidades culturais a fim de defender a sua criação artística foi a marca de Bruce Lee e, de certa forma, é a característica principal do "Bruce Lee" dos Pin Ups.
Enquanto muitas bandas dos anos 80 partem para o acústico por mera falta do que dizer, o Pin Ups, veteraníssimo quarteto paulistano que surgiu em 89, faz do seu acústico uma vitória sobre a instabilidade do segmento alternativo brasuca. São dez anos de independência, com todas as benesses e todas as agruras que isso traz – e não são muitos os que persistem. Por isso, "Bruce Lee" vem arrebentando.
São duas faixas de estúdio, uma vinheta (um momento "Kaiwoas") mais uma faixa denominada simplesmente de 12.12.98, ou seja, trechos de um show acústico gravado no Teatro Hall, em São Paulo. Após um tempo apostando no som mais cru e pesadão, o Pin Ups assumiu um estilo que alia peso e melodia com a baixista Alê nos vocais.
O ponto forte do álbum são os solos e ao arranjos de guitarras, vigorosos, concisos, elegantes, que respaldam o vocal delicado de Alê – ponto para Zé Antônio, o "guitar hero". Simples, sem ser simplório, a banda escapa dos dois vícios que acometeram o pop brasileiro (sim, eles cantam em inglês, mas são brasileiros): não tenta ser "cabeça" nem estúpida. No Pin Ups, sobra sinceridade, coisa que pode ser vislumbrada num registro ao vivo, já que o show é um dos maiores veículos de divulgação para o circuito underground e a sua principal razão de existir, permitindo o contato direto com o público.
Boa parte das músicas do show vêm do álbum anterior, "Lee Marvin" (98), sendo que as mais lentas se destacam – "Weather" (tão bonita quanto a versão original), "Loneliness", "Guts" -, mais covers interessantes, como "The Model", do Kraftwerk (muito boa) e "Revolution", dos Beatles. Para quem conhece o Pin Ups, é uma excelente pedida; e para quem não conhece, nunca é tarde para começar!
Formação
Zé Antônio (guitarra)
Eliane (guitarra)
Flávio (bateria)
Alê (baixo e vocal)
Contatos: [email protected]
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