Resenha - Wowee Zowee - Pavement
Por Fabrício Boppre
Postado em 03 de julho de 2000
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
"Wowee Zowee" é o terceiro disco do Pavement, tendo sido lançado em abril de 1995. Com os dois discos anteriores, "Crooked Rain, Crooked Rain" e "Slanted and Enchanted", a banda ganhou bastante status no cenário alternativo americano, tanto por parte de público como também da imprensa, que destinou resenhas sempre positivas à esses trabalhos. Mas "Wowee Zowee" não teve a mesma recepção desses dois primeiros trabalhos, sendo para muitos um disco muito disperso e irregular. Mas aos poucos, o disco foi conquistando os fãs, e hoje é um dos preferidos entre o pessoal que curte essa banda americana oriunda da cidade de Stockton, no estado da California.

"Wowee Zowee" não é muito diferente de "Crooked Rain, Crooked Rain" e "Slanted and Enchanted", ou seja, o Pavement continua apostando em melodias simples e descompromissadas, instrumental básico e por vezes experimental, letras inteligentes e harmonias inusitadas, tudo isso misturado em diferentes doses e espalhado e várias pequenas canções que podem não agradar de primeira, mas que geralmente fazem o ouvinte ouvir o disco mais uma vez, e depois mais uma vez, até que o compreenda e não consiga mais parar de ouvi-lo. Caso o ouvinte resista a vontade citada acima de ouvir o disco novamente, então acabará achando "Wowee Zowee" uma chatice só. Se não for este o caso, o disco irá revelar a cada audição muitos méritos, e apesar de alguns momentos realmente desnecessários, os momentos inspirados e criativos estão em bem maior número.
Os destaques ficam por conta da faixa de introdução, "We Dance", uma pequena balada melancólica e poética; "Rattled By The Rush", uma das mais acessíveis, com refrão que vai ser assobiado pelo ouvinte durante uma semana; "Serpentine Pad", que lembra o Sonic Youth mais hardcore do disco "Goo"; "Grave Architecture", com seu ritmo cadenciado e cativante; "AT&T", com seu começo pop e melodioso e final atordoante; "Flux=Rad" com sua guitarra alucinante; "Kennel District", que lembra bastante o Nirvana; e "Half a Canyon", que no final lembra bastante o Doors, devido ao clima e os tecladinhos ordinários.
Temos ainda ao longo das 18 faixas pitadas de Velvet Underground, Pixies, New York Dolls e outros grandes nomes do rock alternativo mundial, e apesar dessas referências todas, o Pavement tem sim muita personalidade, não precisando se apoiar nesses grandes nomes para ser respeitado. "Wowee Zowee" sozinho já serviria para credenciar a banda a ter seu nome escrito no hall das grandes bandas de rock alternativo americano dos anos 90.
Material cedido por: Trama
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Geddy Lee não é fã de metal, mas adora uma banda do gênero; "me lembram o Rush"
O guitarrista que BB King disse ser melhor que Hendrix; "toca melhor do que qualquer um"
Versão do Megadeth para "Ride the Lightning" é oficialmente lançada
A música do Megadeth que James Hetfield curte, segundo Dave Mustaine
A mensagem profunda que Dave Mustaine deixou na última música da carreira do Megadeth
Homenageando falecido baixista do Scorpions, Jon Bon Jovi publica foto com o... Anvil
Como EP de apenas três músicas mudou o rumo do rock dos anos 2000, segundo a Louder
Fãs de heavy metal traem menos em relacionamentos, aponta pesquisa
Como uma banda transformou seu adeus em um dos filmes mais importantes do rock
Fabio Lione critica o fato do Angra olhar muito para o passado
A lenda do rock que ficou anos sem falar com Slash; "eu disse uma besteira sobre ele"
Paul Rodgers elege o melhor verso de abertura de todos os tempos
Fabio Lione rompe silêncio e fala pela primeira vez sobre motivos da sua saída do Angra
Guitarrista resume a era de ouro do death metal dos anos 90 em tributo relâmpago
Helloween coloca Porto Alegre na rota da turnê de 40 anos; show antecede data de SP
O álbum clássico cuja arte já era ruim mas pareceu ainda pior depois que o título foi mudado
O integrante do Metallica que James Hetfield acha fraco, mas está ali por outros motivos


Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai



