Resenha - Best of - Mercyful Fate

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Por Márcio Carreiro
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(Sum - nacional)

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O único fato a lamentar em The Best of Mercyful Fate é a ausência de Melissa, a música, mas é compreensível a dificuldade selecionar músicas de um disco tão completo como Melissa. De suas sete faixas, não menos que cinco foram selecionadas para a coletânea da série "The Roots of Roadrunner Records", lançada no Brasil pela Sum Records.

Enfim, a abertura fica por conta de três das quatro músicas do EP Mercyful Fate (Rave On Records, 1982): Doomed By the Living Dead, A Corpse Without Soul e Nuns Have No Fun. É impressionante a competência da banda dinamarquesa já naquela época, além da criatividade para compor do guitarrista Hank Shermann e do vocalista King Diamond (para mais detalhes, clique aqui e leia a resenha do primeiro volume da série "Two From The Vault").

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Também é interessante perceber a vontade e o início do processo de amadurecimento que o grupo e, principalmente, Diamond sofreram. Voltando ao álbum Melissa, temos Evil, Curse of the Pharaohs, Into the Coven, Black Funeral e Satan's Fall. Fica difícil destacar algo de um trabalho devida e previamente classificado como nota 10, mas Curse of the Pharaohs e Satan's Fall são sensacionais.

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As faixas nove a 12 são de outro vinil clássico dos anos 80, Don't Break the Oath. Lançado em 1984, ele trouxe as primeiras músicas compostas em parceria com o guitarrista Michael Denner: Desecration of Souls e Gypsy foram escritas com Shermann e Diamond, respectivamente. A Dangerous Meeting e Come to the Sabbath completam o pacote e seguem a fórmula dos lançamentos anteriores, mas com uma pitada de maturidade. As variações continuam irresistíveis e o entrosamento entre os músicos, que confirmam sua excelência, parece ainda melhor.

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Atenção especial para Come to the Sabbath, maior clássico do metal dinamarquês e simplesmente irresistível do início ao fim, do refrão aos solos. As mudanças de clima já são mais freqüentes e as últimas frases - que me perdoem os católicos e puritanos: "If you say heaven, I say a castle of lies/You say forgive him, I say revenge/My sweet satan, you are the one" - são das mais ofensivas da História do metal e mereciam uma medalha de honra ao mérito. Mão que eu seja satanista, mas é inegável que chocar e questionar o status quo sempre foi o legado do rock'n'roll. Vale lembrar que a música em questão é a única em The Best of Mercyful Fate composta apenas por Diamond, que já começava a colocar as manguinhas de fora.

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Todas as outras canções são resultados da parceria Shermann/Diamond, à exceção das anteriormente citadas e de Burning the Cross, escrita pelo ex-guitarrista Benny Petersen - substituído por Denner, diga-se. Aliás, esta última e Return of the Vampire - do álbum lançado em 1992 e que leva o mesmo nome, mas apresenta demos do grupo datadas de 1982. Antes do lançamento do EP, portanto - deixam um pouco a desejar perante as outras.

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Mas isso no aspecto técnico, porque compensam nos quesitos punch e originalidade e mantêm a nota no patamar mais alto possível. Por tudo isso, esta coletânea é um lançamento que vale muito a pena conferir, tanto para quem quer travar um primeiro contato com os pioneiros do black metal como para quem já conhece mas não tem nenhum CD da banda. Na verdade, daí a comprar os outros álbuns é um pulo.

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