Resenha - Cruelty and the Beast - Cradle of Filth
Por Fabrício Boppre
Postado em 05 de março de 2000
Excelente disco da banda inglesa Cradle of Filth. Com uma temática envolvente e apaixonante (trata da lenda de Elizabeth Bathory), temos aqui um desfile de excelentes músicas death/black metal, um pouco mais acessíveis que aquelas produzidas pela maioria das bandas do estilo, mas ainda sim com muita atitude e feeling. O disco possui instrumentos entrosados (apesar do constante troca-troca de membros promovido pelo líder e vocalista Dani Filth) o que resulta em uma cozinha esmagadora, com destaque para o baterista Nicholas Barker (hoje no Dimmu Borgir), sem dúvida alguma, um dos melhores do mundo. Temos ainda belos teclados, climas soturnos e mórbidos, duetos de vocais (dois masculinos e um feminino) e outras virtudes que o fizeram ser um dos melhores discos lançados em 1998.
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A instrumental que abre o disco, chamada "Once Upon Atrocity", é uma pequena amostra da atmosfera sombria que permeia o disco. É um trampo de teclados muito bonito, que já emenda na segunda faixa de maneira magistral. Essa segunda faixa, "Thirteen Autumms and a Widow", possui ótimas mudanças de andamento (recurso que banda usa muito ao longo do disco) com um trabalho de guitarras empolgante, muito bem acompanhado dos outros instrumentos e o vocal incansável e surpreendente de Dani. Essa música serve também para introduzir o ouvinte ao mundo negro de Elizabeth Bathory.
Gustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
E o trabalho da banda segue cada vez mais incrível e sinistro nas outras faixas: "Cruelty Brought Thee Orchids" e "Beneath de Howling Stars" são porradas de primeiríssima, com guitarras absolutamente maravilhosas; "Venus in Fear" é a faixa mais sinistra do disco, onde o eroticismo da história de Elizabeth é bem destacado (impossível não se arrepiar com os berros e os gemidos da vocalista); "Desire in a Vioent Overture" e "Lustmord and Wargam" também são pesadas e muito boas e, por fim, "The Twisted Nails of Faith" beira a perfeição. Nessa última, guitarras arrebatadoras e emocionantes (a ‘cavalgada’ no finalzinho é um momento mágico) levam o ouvinte às alturas.
Destaques finais para a belíssima arte gráfica do álbum e as letras de Dani, que realmente são acima da média.
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