Resenha - Cruelty and the Beast - Cradle of Filth

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Por Fabrício Boppre
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Nota: 8

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Excelente disco da banda inglesa Cradle of Filth. Com uma temática envolvente e apaixonante (trata da lenda de Elizabeth Bathory), temos aqui um desfile de excelentes músicas death/black metal, um pouco mais acessíveis que aquelas produzidas pela maioria das bandas do estilo, mas ainda sim com muita atitude e feeling. O disco possui instrumentos entrosados (apesar do constante troca-troca de membros promovido pelo líder e vocalista Dani Filth) o que resulta em uma cozinha esmagadora, com destaque para o baterista Nicholas Barker (hoje no Dimmu Borgir), sem dúvida alguma, um dos melhores do mundo. Temos ainda belos teclados, climas soturnos e mórbidos, duetos de vocais (dois masculinos e um feminino) e outras virtudes que o fizeram ser um dos melhores discos lançados em 1998.

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A instrumental que abre o disco, chamada "Once Upon Atrocity", é uma pequena amostra da atmosfera sombria que permeia o disco. É um trampo de teclados muito bonito, que já emenda na segunda faixa de maneira magistral. Essa segunda faixa, "Thirteen Autumms and a Widow", possui ótimas mudanças de andamento (recurso que banda usa muito ao longo do disco) com um trabalho de guitarras empolgante, muito bem acompanhado dos outros instrumentos e o vocal incansável e surpreendente de Dani. Essa música serve também para introduzir o ouvinte ao mundo negro de Elizabeth Bathory.

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E o trabalho da banda segue cada vez mais incrível e sinistro nas outras faixas: "Cruelty Brought Thee Orchids" e "Beneath de Howling Stars" são porradas de primeiríssima, com guitarras absolutamente maravilhosas; "Venus in Fear" é a faixa mais sinistra do disco, onde o eroticismo da história de Elizabeth é bem destacado (impossível não se arrepiar com os berros e os gemidos da vocalista); "Desire in a Vioent Overture" e "Lustmord and Wargam" também são pesadas e muito boas e, por fim, "The Twisted Nails of Faith" beira a perfeição. Nessa última, guitarras arrebatadoras e emocionantes (a ‘cavalgada’ no finalzinho é um momento mágico) levam o ouvinte às alturas.

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Destaques finais para a belíssima arte gráfica do álbum e as letras de Dani, que realmente são acima da média.




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