Resenha - Babylon Rockets - Gemini Five
Por Daniel Dutra
Postado em 21 de julho de 2004
A Suécia virou mesmo um celeiro de boas bandas, sejam elas do lado mais extremo do metal ou com uma veia puramente rock'n'roll. Este é o caso do Gemini Five, grupo formado por Tin Star (vocal e guitarra), "Hot" Rod Teilmann (baixo), Snoopy (guitarra) e Slim Pete (bateria) e que lançou recentemente seu primeiro disco, Babylon Rockets. Rock simples e direto com direito a riffs cativantes e refrões grudentos, ingredientes que deveriam ser levados em consideração na hora de eleger a nova sensação do momento, afinal, estão ausentes em 99% das bandas que viram "salvação" do estilo da noite para o dia.

É muito provável que o Gemini Five não vire o queridinho da grande mídia, mas é fato que tem tudo para cair no gosto do grande público e agradar aos adeptos do "menos é mais". O motivo é simples: o CD é ótimo. A faixa-título é um belo cartão de apresentação, mostrando que o quarteto não perde tempo: você já sai cantando o refrão na metade da música e os méritos vão para Star, um compositor de mão cheia. Em Babylon Rockets ela ainda conta com a ajuda de Teilmann, mas o que dizer da ótima TwentyFourSeven, que ele escreveu sozinho? É para animar o dia de qualquer um.
Hitchin' a Ride e Neon Kicks seguem pelo mesmo caminho, sendo que a última ainda conta com um simples e maneiríssimo solo de Snoopy. O guitarrista, aliás, tem uma mão direita e tanto, dando vida a riffs excelentes como os de Poison Evy (que lembra Mötley Crüe), Automaticool e até mesmo da versão muito mais rock'n'roll para You Spin Me Round, do Dead or Alive e que foi hit nos anos 80. Get it Off ainda tem uma comedida (e por isso mesmo agradável) veia punk e Myself Steem mistura o peso das guitarras com um refrão em que Star soa como o ex-Faith No More Mike Patton.
As ótimas Hardcore e Chemicals Between Us poderiam muito bem estar tocando agora na sua rádio favorita, tomando espaço de um monte de porcaria que é empurrada a ouvintes incautos e que ainda acreditam não ser possível gostar de um disco da primeira à última faixa. Uma amostra de como é possível adicionar sabor pop a um rock empolgante e movido a guitarras nada preguiçosas.
Curiosamente - e em hipótese alguma desmerecendo as 11 faixas restantes - o Gemini Five deixou por último a melhor música do disco. A excelente Suicide Tuesday é a síntese de tudo que a banda mostra no álbum, ou seja, alto astral, levada empolgante, riff espertíssimo (meu amigo, rock sem riff de guitarra não existe!) um refrão que gruda mais que chiclete no cabelo. Pode comprar Babylon Rockets e ouvir até gastar.
(Hellion - nacional)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Confira os preços dos ingressos para shows do Rush no Brasil
O lendário álbum dos anos 1970 que envelheceu mal, segundo Regis Tadeu
Rush fará cinco shows no Brasil em 2027; confira datas e locais
Tobias Forge explica ausência da América do Sul na atual tour do Ghost
A música mais ouvida de cada álbum do Megadeth no Spotify
Nenhuma música ruim em toda vida? O elogio que Bob Dylan não costuma fazer por aí
Ex-Engenheiros do Hawaii, Augusto Licks retoma clássicos da fase áurea em nova turnê
As duas vozes que ajudaram Malcolm Young durante a demência
Bruce Dickinson sobe ao palco com o Smith/Kotzen em Londres
Ozzy foi avisado pelos médicos que corria risco de morrer se fizesse o último show
As 11 melhores bandas de metalcore progressivo de todos os tempos, segundo a Loudwire
A música dos Beatles que ganhou elogios de George Martin; "uma pequena ópera"
10 clássicos do rock que soam ótimos, até você prestar atenção na letra
Por que a voz de Bruce Dickinson irrita o jornalista Sérgio Martins, segundo ele mesmo
Bruce Dickinson cita o Sepultura e depois lista sua banda "pula-pula" favorita
O convite deselegante que Axl Rose fez para Alice Cooper gravar música do Guns N' Roses
Zeppelin? Who? Sabbath? Keith Richards preferia um nome menos lembrado e que era puro talento
Vocalistas: algumas das grandes vozes do rock



"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



