Resenha - Rise To Power - Dungeon

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Por Fernando De Santis
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Nota: 6


Com a alta do metal melódico, a cada dia aparecem novas bandas nesse estilo e cada vez mais, fica difícil de achar a diferença entre os grupos. Dungeon é uma banda australiana, que apesar de não ser uma nova, está aparecendo no cenário agora com seu terceiro álbum: "A Rise To Power".

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Formado por Lord Tim (vocal, guitarra e teclado), Stu (guitarra), Dakk (baixo) e Stevo (bateria), o Dungeon faz um som bem semelhante ao do Stratovarius, Gamma Ray ou Hammerfall, mas originalidade não é o forte. As composições são no máximo "legais", não são fracas, mas também não trazem nada de inovador. Como tradição, o disco tem uma faixa instrumental de abertura, "The Prophecy", e logo em seguida vem a faixa-título, "A Rise To Power", que tem cacoetes ao estilo Gamma Ray. Os riffs são bem feitos, alguns trechos dão a impressão de 'deja-vu' do tipo: "já escutei Kai Hansen cantado isso... ou algo bem parecido". O vocal de Lord Tim é bem agressivo, tem um bom timbre e até que não soa enjoativo. "Insanity's Fall" é um bom power melódico que tem backing vocals (feitos por todos os integrantes) bem colocados e um refrão bem cativante, parecido com Stratovarius. É um dos momentos altos do álbum. "The Other Side" é uma faixa mais cadenciada, que acaba sendo uma das diferentes do disco, afinal, é power melódico do começo ao fim.

Uma agradável surpresa é a instrumental "Life Is Black", onde pelo menos não existe aquela tradicional avalanche de solos de guitarras ultra-rápidos, típicos nas bandas desse estilo. Trata-se de uma música mais melódica, com mais harmonia, com um solo de Lord Tim todo cheio de sentimentos. "Traumatised" apesar de soar um pouco fora de contexto do álbum, é a mais original, pois tem um vocal ao estilo de Death Metal em alguns trechos e volta ao melódico em seguida. Vale destacar também o ótimo trabalho do baterista "Stevo" nessa faixa. O álbum é encerrado com "A Rise to Power (reprise)".

No release do álbum, falam que Dungeon pode desafiar facilmente bandas como Stratovarius ou Hammerfall... não duvido que seja verdade, afinal os australianos têm potencial, mas seria mais interessante mesmo, se eles arrumassem uma identidade própria...




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Sobre Fernando De Santis

Paulistano, nascido em 1979, Fernando De Santis passa grande parte do seu tempo viajando entre São Paulo, Santos e Curitiba. Nas horas de viagens dentro de ônibus ou aviões, costuma ouvir Hard Rock, Heavy Metal e demos de qualquer estilo. Atualmente trabalha como webdesigner para o Estado de São Paulo. Mantém o site "We Burn", dedicado ao Helloween desde 1998, que nunca lhe trouxe nenhum dinheiro, mas rendeu muito amigos.

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