Resenha - Arkhe - Arkhe
Por Thiago Sarkis
Postado em 19 de agosto de 1999
A Itália vem apresentando grandes bandas nesses últimos anos. E o Arkhè é mais uma amostra da força que o heavy metal, seja ele, progressivo (é o caso do Arkhè), melódico, tradicional, etc tem no país.
Esse primeiro álbum do Arkhè foi lançado pela Underground Symphony. Todos os detalhes parecem ter sido muito trabalhados, desde a capa (maravilhosa) até o instrumental e a parte lírica.
Muitos dizem que o Arkhè não passa de um clone do Dream Theater e isso se deve, principalmente, pelo fato do vocalista, Pino Tozzi, ter uma voz muito semelhante a de James LaBrie. Também há uma "mania" de dizer que tudo que é metal progressivo é cópia da banda de John Petrucci. Porém, no caso do Arkhè, isso me parece injusto e sem lógica. Basta ouvir o CD com atenção e perceber que esses italianos têm uma identidade própria. Excelentes músicos, ótimas composições, belas letras e grande criatividade.
São 8 músicas do melhor do heavy metal progressivo. A primeira faixa do álbum, "Chains", já impressiona e é assim que esses italianos vão até a última música, "Le Voyant De Salon" (14 minutos e 42 segundos), com a participação de Alessandro De Berti tocando violão clássico.
Vale a pena ouvir COM ATENÇÃO e apreciar o sensacional trabalho que essa banda faz.
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