Resenha - Legacy - Shadow Gallery

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Por Thiago Sarkis
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Não é preciso mais de uma faixa - e pode escolher qualquer uma das seis - para ver que o Shadow Gallery mudou. Em "Legacy", o grupo alivia o seu som, tira um pouco o peso das guitarras e passa para um hard rock progressivo, que em alguns momentos nem chegam a figurar dentro do estilo hard.

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O disco, de mais de setenta minutos de duração, mostra uma banda mais madura, com seus músicos trabalhando mais um para o outro e menos para si próprios. Isso, obviamente, reflete nas composições, que ganham excelentes arranjos, com os instrumentistas aparecendo mais ligados em boa parte do tempo e seguindo uma mesma direção, ao invés de se separarem para fins individuais. Na verdade, essa questão de conjunto sempre foi bem trabalhada pelo Shadow Gallery. Porém, em "Legacy", isso se torna mais visível, ou audível, como queiram.

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A primeira faixa, "Cliffhanger 2", é dividida em duas partes. Na primeira, "Hang On", fica clara a nova tendência do grupo. Já na segunda, "The Crusher", também podemos detectar mudanças, mas ao mesmo tempo, notamos certos resquícios do antigo Shadow Gallery. Na seqüência, temos "Destination Unknown" e "Colors", músicas mais lentas que vão totalmente para o lado do rock progressivo e primam por melodias marcantes, sejam elas de vocal, guitarra, teclado, etc. Também há um bom trabalho na parte rítmica, porém, não me parece ser esse o principal alvo da banda.

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"Society Of The Mind" e "Legacy" são composições mais pesadas, com as guitarras mostrando o ‘caminho’ a ser seguido. Mesmo assim, teclados e vocais dão uma certa aliviada no forte ritmo ditado por baixo, guitarra e bateria.

O disco fecha com a épica "First Light", de mais de trinta e quatro minutos. Até os vinte e três minutos, temos um hard progressivo intenso, com muitas variações e grandes interlúdios instrumentais. Depois disso, são seis minutos de mais um ‘mistério’, entre os tantos já criados pelo Shadow Gallery, que só a banda sabe o porquê e cada um dos fãs compreende e interpreta à sua maneira. Nos cinco minutos restantes, vem um instrumental sensacional, bem lento e que fecha o álbum com chave de ouro.

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Como destaque, o crescimento de Gary Wehrkamp dentro do grupo. Nem da formação original ele fazia parte. Neste novo álbum, além de ter sido, entre os membros, o que mais trabalhou na excelente produção, Gary se manteve como o principal compositor, ao lado de Carl Cadden-James.

Melhor que o terceiro álbum, "Tyranny", vai ser difícil aparecer, não só na discografia do Shadow Gallery, como também nos discos de outras bandas que fazem um progressivo mais pesado. No entanto, "Legacy" é mais um trabalho sensacional desses americanos. Surpreendente e emocionante do início ao fim.

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Mike Baker (Vocais & Backing Vocals)
Carl Cadden-James (Baixo, Vocais & Flauta)
Brendt Allman (Guitarras, Violão, Vocais & Teclado em "Society Of The Mind")
Gary Wehrkamp (Guitarras, Teclados, Vocais & Baixo)
Chris Ingles (Teclados)
Joe Nevolo (Bateria)

Site Oficial – http://www.shadowgallery.com

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Sobre Thiago Sarkis

Thiago Sarkis: Colaborador do Whiplash!, iniciou sua trajetória no Rock ainda novo, convivendo com a explosão da cena nacional. Partiu então para Van Halen, Metallica, Dire Straits, Megadeth. Começou a redigir no próprio Whiplash! e tornou-se, posteriormente, correspondente internacional das revistas RSJ (Índia - foto ao lado), Popular 1 (Espanha), Spark (República Tcheca), PainKiller (China), Rock Hard (Grécia), Rock Express (ex-Iugoslávia), entre outras. Teve seus textos veiculados em 35 países e, no Brasil, escreveu para Comando Rock, Disconnected, [] Zero, Roadie Crew, Valhalla.

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