Resenha - Legacy - Shadow Gallery
Por Thiago Sarkis
Postado em 02 de maio de 2001
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Não é preciso mais de uma faixa - e pode escolher qualquer uma das seis - para ver que o Shadow Gallery mudou. Em "Legacy", o grupo alivia o seu som, tira um pouco o peso das guitarras e passa para um hard rock progressivo, que em alguns momentos nem chegam a figurar dentro do estilo hard.

O disco, de mais de setenta minutos de duração, mostra uma banda mais madura, com seus músicos trabalhando mais um para o outro e menos para si próprios. Isso, obviamente, reflete nas composições, que ganham excelentes arranjos, com os instrumentistas aparecendo mais ligados em boa parte do tempo e seguindo uma mesma direção, ao invés de se separarem para fins individuais. Na verdade, essa questão de conjunto sempre foi bem trabalhada pelo Shadow Gallery. Porém, em "Legacy", isso se torna mais visível, ou audível, como queiram.
A primeira faixa, "Cliffhanger 2", é dividida em duas partes. Na primeira, "Hang On", fica clara a nova tendência do grupo. Já na segunda, "The Crusher", também podemos detectar mudanças, mas ao mesmo tempo, notamos certos resquícios do antigo Shadow Gallery. Na seqüência, temos "Destination Unknown" e "Colors", músicas mais lentas que vão totalmente para o lado do rock progressivo e primam por melodias marcantes, sejam elas de vocal, guitarra, teclado, etc. Também há um bom trabalho na parte rítmica, porém, não me parece ser esse o principal alvo da banda.
"Society Of The Mind" e "Legacy" são composições mais pesadas, com as guitarras mostrando o ‘caminho’ a ser seguido. Mesmo assim, teclados e vocais dão uma certa aliviada no forte ritmo ditado por baixo, guitarra e bateria.
O disco fecha com a épica "First Light", de mais de trinta e quatro minutos. Até os vinte e três minutos, temos um hard progressivo intenso, com muitas variações e grandes interlúdios instrumentais. Depois disso, são seis minutos de mais um ‘mistério’, entre os tantos já criados pelo Shadow Gallery, que só a banda sabe o porquê e cada um dos fãs compreende e interpreta à sua maneira. Nos cinco minutos restantes, vem um instrumental sensacional, bem lento e que fecha o álbum com chave de ouro.
Como destaque, o crescimento de Gary Wehrkamp dentro do grupo. Nem da formação original ele fazia parte. Neste novo álbum, além de ter sido, entre os membros, o que mais trabalhou na excelente produção, Gary se manteve como o principal compositor, ao lado de Carl Cadden-James.
Melhor que o terceiro álbum, "Tyranny", vai ser difícil aparecer, não só na discografia do Shadow Gallery, como também nos discos de outras bandas que fazem um progressivo mais pesado. No entanto, "Legacy" é mais um trabalho sensacional desses americanos. Surpreendente e emocionante do início ao fim.
Mike Baker (Vocais & Backing Vocals)
Carl Cadden-James (Baixo, Vocais & Flauta)
Brendt Allman (Guitarras, Violão, Vocais & Teclado em "Society Of The Mind")
Gary Wehrkamp (Guitarras, Teclados, Vocais & Baixo)
Chris Ingles (Teclados)
Joe Nevolo (Bateria)
Site Oficial – http://www.shadowgallery.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Baixista fala sobre luta do System of a Down por ingressos mais baratos
Eloy Casagrande conta como venceu desconfiança do Slipknot inserindo influências brasileiras
O clássico de 1982 do Iron Maiden que virou régua para medir as outras músicas
Iron Maiden está em seu melhor momento ao vivo, garante Adrian Smith
Nas redes sociais, Blind Guardian relembra apresentação em programa de Ronnie Von
Shows da Nervosa são cancelados por conta da saúde de Prika Amaral
As 5 melhores músicas que começam com bateria, segundo Gastão
O cantor que Axl Rose, Roger Daltrey e Chris Cornell colocam acima de todos
Produtor contesta declaração de Tony Iommi sobre último disco do Black Sabbath
Regis Tadeu detona fãs do Iron Maiden após confusão no Equador; "Estupidez"
O clássico do Pink Floyd com letra ingênua e adolescente, de acordo com Roger Waters
A melhor banda de metal progressivo dos EUA e Inglaterra, segundo a Loudwire
"Um babaca que nem sabe tocar direito": Roger Waters fala sobre James Hetfield
A banda que Brian May gostaria de ter integrado se o Queen nunca tivesse existido
Matt Heafy revela que quase deixou o Trivium no ano passado
A banda mais subestimada de todos os tempos, na opinião de Geddy Lee, do Rush
Júnior Bass Groovador: desabafando após internauta dizer que sente nojo de suas caretas
O elemento em comum entre os nomes Metallica e Legião Urbana, segundo Humberto Gessinger


Kiss - há 44 anos, "Creatures of the Night" marcou o retorno da banda ao hard rock pesado
Ninguém tinha sobrenome na casa onde os Rolling Stones gravaram "Exile on Main St."
A Tempestade (ou O Livro dos Dias): 30 anos da despedida
"Se o Rádio Não Toca", o raro registro ao vivo de Raul Seixas que ganhou edição definitiva
Carach Angren - Sete histórias para um inferno
Paura mira em velhos problemas humanos e entrega muito metalcore em "Primitive Chaos"
Flotsam and Jetsam entrega fúria e maturação em "Rats in the Temple"
Pride Of Lions Mantém a Tradição do AOR Clássico em "Unbridled"
Quase vinte anos do seu lançamento, "Over The Under" ainda soa vigoroso
Alice In Chains: Sete músicas, que podem mudar a vida de uma pessoa



