Lista: discos para "presentear" seus piores inimigos

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Por Mateus Ribeiro
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Existem três coisas que sempre vão cruzar o seu caminho: formigas, fãs de IRON MAIDEN e pessoas chatas. Enquanto os insetos e os seguidores da banda britânica podem ser driblados com certa facilidade, se livrar de pessoas xaropes é uma tarefa bem mais difícil, até mesmo porque elas estão em todo lugar: na sua família, no ambiente de trabalho e até mesmo em seu círculo social, já que sempre existe algum amigo que traz uma mala sem alças para o rolê.

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Por mais que se faça esforço para não encontrar, você SEMPRE vai encontrar alguém que seu santo não bate. Em casos extremos, essa pessoa vai perceber que te irrita e a partir disso, vai fazer de tudo para te tirar do sério o quanto puder, te despertando aquela vontade imensa de proferir ofensas verbais do mais baixo calão. Porém, a violência, seja física, verbal ou de qualquer outra forma, nunca é uma saída para resolver seus problemas. Pelo contrário, se você usa da força bruta, os problemas ficarão maiores.

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Existem formas muito mais efetivas de você tirar essas pessoas tóxicas (como os jovens gostam de dizer). Uma dessas formas é presentear o indivíduo inconveniente é o "presentear" com alguma coisa que certamente, não vai fazer a mínima diferença na vida dessa pessoa. Não, não estou falando de caixas de lenços ou de um porta-retratos, mas sim, de discos que estão longe de agradar multidões. É bem provável que depois de receber uma bomba dessas como "presente", a pessoa perceba que você também sabe ser da pá virada e saia da sua vida.

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Aproveite que aquela chatice chamada "amigo secreto" (ou "amigo oculto") está chegando e prepare a sua lista. Vai que por uma triste coincidência, você acaba tirando uma dessas pessoas. Sem mais tempo para conversa fiada, aperte o play e prepare o embrulho do presente que vai expulsar qualquer mané da sua vida.

"Super Collider" – MEGADETH: um disco que está longe de ser legal e que mostra o momento menos criativo de Dave Mustaine em sua longa e produtiva carreira. Outra escolha também pode ser "Risk", lançado em 1999, mas este último ainda tem "Breadline", que no final das contas, é uma música legal. Portanto, "Super Collider" é a escolha acertada.

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"World Painted Blood" – SLAYER: por mais que o pessoal mais casca grossa se esforce para defender este trabalho, o penúltimo disco de estúdio do SLAYER passa MUITO longe dos melhores momentos da banda. E olha que os caras já fizeram coisa mais ou menos (alô, "Diabolus In Musica"), mas em "World Painted Blood", a coisa foi realmente caprichada.

Enjoativo e cansativo, só não é uma tremenda desgraça porque tem "Hate Worldwide", uma música que é até audível. De resto, corra o quanto puder.

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"The X Factor" – IRON MAIDEN: não é preciso ser um gênio ou um profundo conhecedor para saber que Blaze Bayley não foi a melhor escolha para substituir Bruce Dickinson como vocalista do IRON MAIDEN. O primeiro disco com Blaze nos vocais, "The X Factor", mostra que a troca, definitivamente, não iria dar certo.

Apesar de apresentar raros bons momentos (a gigantesca "Sign of the Cross" e "Man on the Edge"), "The X Factor" não se salva.

"Subterranean Jungle" – RAMONES: particularmente, eu sou fanático por RAMONES e ouço com muito carinho tudo o que a banda fez durante seus 20 e poucos anos de carreira. Quer dizer, quase tudo.

Lançado em 1983, "Subterranean Jungle" é o disco mais fraco do RAMONES. A banda não passava por um bom momento e é possível notar isso nas composições fracas e totalmente descartáveis. Isso para não falar na produção ruim e na falta de criatividade, escancarada nos TRÊS covers que a banda inseriu no disco e no riff inicial de "Somebody Like Me", que é idêntico ao de "Blitzkrieg Bop".

"Siren Charms" – IN FLAMES: a banda sueca, que já foi um dos nomes mais importantes do death metal melódico, cansou de pisar na bola, principalmente depois do lançamento de "Clayman", em 2000. Pouso a pouco, o som da banda foi ganhando toques de modernidade, até o ponto de ficar parecido com o de qualquer banda estadunidense formada por jovens de franja, tatuagens coloridas e camisetas sem manga.

O ápice de toda essa gourmetização do IN FLAMES pode ser conferido em "Siren Charms", um disco horroroso, que tem como cereja do bolo a medonha "Through Oblivion", que se parece com uma versão pesada de qualquer música do COLDPLAY (o que não é exatamente um elogio).

"Eye II Eye" – SCORPIONS: o SCORPIONS é uma banda muito respeitada e influente no mundo do heavy metal e do hard rock. Certamente, o respeito que a banda mantém até os dias de hoje NÃO foi conquistado com o décimo quarto disco de estúdio dos germânicos.

Com músicas totalmente pop, o SCORPIONS se distanciou da sonoridade clássica que demonstrou em seus melhores momentos. A desgraça sonora apresentada em "Eye II Eye" é muito bem representada pela constrangedora "To Be No 1", que poderia facilmente ser faixa de algum disco da banda HANSON.

Nota: se você não se lembra do HANSON, refresque a sua memória clicando no player a baixo e tire suas próprias conclusões.

"The Astonishing" – DREAM THEATER: a maioria das pessoas que não gostam do DREAM THEATER, alega que não gosta por conta das músicas enormes que a banda faz. Pois bem, o disco lançado em 2016 possui inúmeras músicas curtas, a maioria delas, bem chatas e sem sal.

Se a pessoa chata que você der o disco gostar do presente, ao menos você vai passar bastante tempo longe dela, já que o play tem 2 horas e 10 minutos de duração. O problema é se ela quiser ouvir e você estiver junto...

"Illud Divinum Insanus" – MORBID ANGEL: um trabalho que foi esperado por anos pelos fãs da banda. Apesar de ter gerado muita expectativa (principalmente pela volta do grande David Vincent), "Illu Divinum Insanuns" é uma decepção quase completa. Por mais que uma ou outra música represente o death metal que consagrou a banda, o excesso de modernidade acabou frustrando muita gente.

A terrível "Too Extreme" é um bom exemplo de como os mestres também podem errar a mão algumas vezes. Extremamente decepcionante, com o perdão do trocadilho.

"St. Anger" – METALLICA: você não achou que essa bomba em forma de música iria ficar de fora, achou? Sem sombra de dúvidas, "St. Anger" é o maior atentado sonoro da história da música pesada.

Durante os seus 75 minutos de duração (que parecem uma eternidade), o oitavo disco de estúdio do METALLICA desfila músicas chatas, sem alma, e para coroar tudo, com um som de bateria mais irritante do que tomar chuva segunda-feira de manhã no ponto de ônibus. Só dê isso de presente para alguém se você tiver sérias desavenças com esta pessoa.

"Dawn of Victory" – RHAPSODY: que me perdoem os fãs de metal dragão/espada/castelo. Tudo desse estilo é muito bem tocado, produzido e tal. Mas haja paciência...

Bônus: qualquer disco dos Los Hermanos ou do Engenheiros do Hawaii pode ser uma ótima opção...

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Sobre Mateus Ribeiro

Fanático por Ramones, In Flames e Soilwork. Limeirense com muito orgulho (e sotaque).

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