Dream Theater: 5 solos em que John Petrucci mostrou suas diversas influências
Por Herick Sales
Fonte: Herick Sales Guitar
Postado em 23 de outubro de 2017
Todos nós sabemos que John Petrucci é um monstro técnico da guitarra, influenciado por Rush, Steve Vai, Satriani, Steve Morse, etc. Ok. Goste ou não, é algo de se admirar a soma de linguagens que seu estilo inclui. Se por vezes, ele extrapola no quesito "mil notas por segundo", o que pode soar meio maçante (ainda mais no Dream Theater, que tem como característica musical uma overdose de informações), por vezes ele demonstra suas outras influências um pouco menos óbvias, soando diferenciado e marcante, como nesses exemplos abaixo.
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Learning To Live – álbum Images And Words
O solo de violão de Learning To Live , é dotado de uma influência flamenca do mestre Al Di Meola, conhecido por misturar palhetadas velozes, a um estilo latino com uma pegada furiosa. Tal característica, influenciou outros mestres de Petrucci como Paul Gilbert e Randy Rhoads. Acha que foi de onde que Petrucci catou esse espírito de palhetar tudo?
Scarred – álbum Awake
Na introdução desse bela canção, Petrucci passeia com uma pegada bem diferente do que acostumamos ouvir: licks e frases melódicas calcadas no blues, são costuradas na introdução, mostrando influência de um de seus ídolos: ninguém menos que Stevie Ray Vaughan.
Trial Of Tears – álbum Live At Budokan
Aqui há uma característica fusion bem latente. Petrucci cita uma de suas grandes influências, Allan Holdsworth, abusando mais dos ligados, e rítmica similar a do mestre (articulação essa, que influenciou outros ídolos dele como Vai). Note também, que ele cria em cada acorde da progressão sensações diferentes, interpretando cada um de várias formas, criando belas tensões.
The Spirit Carries On – álbum Score (20th Anniversary World Tour)
Extremamente melódico nesse solo de intro, Petrucci cita o estilo de David Gilmour de forma escrachada, passeando com bends, vibratos e melodias, que nos remetem ao estilo da intro de Coming Back To Life, do álbum The Division Bell, do Pink Floyd.
Wither – álbum Black Clouds & Silver Linings
Nessa eu vou fazer até uma brincadeira: ouça antes o solo de Bohemian Rhapsody, do Queen, e depois ouça o da canção Wither. Duvido você não achar estilisticamente parecido: uma entrada pomposa, e um clima crescente que te puxa para frente, escancaram a influência de Brian May, do já citado Queen. Curiosidade: é fácil achar no youtube, covers que o DT fez para músicas do Queen, como a trinca Tenement Funster/Flick Of The Wrist/Lily Of The Valley, e a própria Bohemian Rhapsody.
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