Músicas com nome de mulheres: Histórias por trás da inspiração

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Por Carlos Garcia
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Compor uma música, uma canção, é algo que não tem uma receita, ou uma fórmula precisa, e assim como outras formas de fazer arte, a inspiração surge de várias fontes, como um fato relevante na vida pessoal, um acontecimento histórico, um acaso, uma bela paisagem ou uma musa inspiradora! E as musas inspiradoras, seja de forma positiva ou negativa, foram fonte de muitas músicas, então separei algumas que acredito, estão entre as mais conhecidas, relevantes e interessantes canções que foram batizadas com nome de mulheres, ou musas que inspiraram o compositor.

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São algumas centenas de músicas, algumas bandas possuem várias em seu catálogo, e provavelmente todo mundo vai lembrar de muitas, separei algumas canções que sempre me chamaram a atenção, e algumas estão entre minhas favoritas. Em várias dessas canções é sabido em quem foram inspiradas, outras não é possível precisar se a personagem era ficção ou não, mas certamente houve alguém serviu de faísca inicial para que a inspiração do artista fluísse. E sempre é interessante saber mais sobre a canção, você acaba tendo uma outra visão, uma outra dimensão, pode vir a gostar ainda mais da música, ou quem sabe o contrário.

“Layla” – Eric Clapton: Um dos maiores guitarristas de todos os tempos, Clapton possui uma enorme gama de grandes canções, e a balada “Layla”, lançada em 1970, na época que Clapton comandava o “Derek and the Dominos”, teve como musa inspiradora, a modelo Pattie Boyd, que era casada com George Harrison (Beatles), um grande amigo de Clapton. Mais tarde, após se divorciar de Harrison, Pattie finalmente cedeu às investidas de Clapton, e casaram-se em 1979, divorciando-se depois também, pelos mesmos motivos que deixará Harrison: os problemas com drogas. Além de considerada uma das mais belas canções do Rock e Blues, tem um estigma de maldita, porque todas as pessoas ligadas a gravação do álbum, acabaram envolvendo-se em tragédias na época, menos Clapton , que muitos anos mais tarde, teve a perda do filho.

“Eleanor Rigby” – Beatles: Bela canção de arranjos inovadores na época (consta no álbum “Revolver”, de 66), e atual até hoje, fala sobre solidão, e essa personagem, uma pessoa de idade mais avançada, pode muito bem ser uma pessoa real. Ganhou até uma estátua, em Liverpool, dedicada a canção e a todas as pessoas solitárias.

“Rosanna” – Toto: Um dos maiores grupos de AOR ou Rock de Arena, também dono de muitas canções com nomes de mulheres, ou falando sobre suas musas, mas certamente “Rosanna” (“Toto IV”, 1982) é um dos maiores sucessos comerciais do grupo, nominada canção do ano no Grammy de 1983. Há a versão de que a música foi composta em homenagem a atriz Rosanna Arquette, que na época era namorada do tecladista Steve Porcaro, mas David Paich afirma que se inspirou em outras garotas que passaram pela sua vida, e gostava da sonoridade do nome “Rosanna”, e assim batizou a canção. Mas vai saber né, esse pessoal é muito "fura olho" he he he, veja a história de "Layla", do Clapton.

“Billie Jean” – Michael Jackson: Está no estrondoso sucesso “Thriller”(1982), do rei do Pop, e a história da canção tem controvérsias, e ela pode ter sido inspirada por experiências reais em que uma mulher dizia que Michael ou outro de seus irmãos, na época do “Jackson’s Five”, seria pai dos seus gêmeos. Michael afirmou que a canção foi inspirada em garotas que conheceu na estrada.

“Lola” – The Kinks: Escrita por Ray Davies e gravada pelo grupo inglês, a canção tem um riff muito marcante e refrão pegajoso, e fala sobre um encontro, onde tudo leva a crer que o personagem conhece uma pessoa, mas que provavelmente era um travesti, e ele narra sua confusão, como podemos ver em versos como “Caminha como uma mulher, e fala como um homem...”. Reza a lenda que foi inspirada em uma experiência real do empresário da banda! (maldita cachaça! He he he)

“Sweet Caroline” – Neil Diamond: Certamente entre as baladas mais bem sucedidas e conhecidas, além de um dos maiores sucessos do cantor. Em 2007 Diamond afirmou que a canção foi inspirada na filha do presidente Kennedy, Caroline, inclusive tocando a música para ela durante seu aniversário de 50 anos. Contou que ao ver a foto da menina, ao lado de um pônei, a inocência e beleza da imagem o inspirou a escrever a música. Porém, em 2014 Diamond disse que na verdade, a canção levaria o nome de sua esposa, Marsha, mas optou por um nome com três silabas, não sendo dedicada a nenhuma pessoa chamada Caroline especificamente. Provavelmente Neil deu essa outra versão depois porque foi alvo de alguns comentários maldosos.

"Sarah" - Thin Lizzy: A música que está no álbum "Black Rose: A Rock Legend" (1979), foi composta por Phil Lynott e Gary Moore, em homenagem a recém nascida filha de Phil, e além disso, a curiosidade é que há duas músicas compostas por ele com o título "Sarah". A primeira, está no álbum "Shades of a Blue Orphanage" (1972) e é em homenagem a avó de Phil, e a canção para sua filha, não raramente é creditada como "My Sarah", inclusive saindo a grafia incorreta na edição norte americana do álbum.

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Post de 21 de setembro de 2016


Sobre Carlos Garcia

Antes de tudo sou um colecionador, que começou a cair de cabeça no Metal e Classic Rock quando o Kiss esteve no Brasil em 1983, a partir daí não parei mais. Criei fanzines, como o Zine Barulho, além de colaborar com outros zines e depois web zines e sites, como os saudosos Metal Attack e All the Bangers. Atualmente sou um dos editores e redator do Road to Metal. O melhor de tudo são as amizades que fazemos, além do contato e até amizade com alguns de nossos heróis.

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