Billy Idol: antes do grunge e Green Day, ele levou o punk ao pop
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 11 de novembro de 2013
Anos antes de o NIRVANA ou o GREEN DAY terem supostamente levado o punk rock para o mainstream, um cantor bretão sob a alcunha auto-imposta de BILLY IDOL cometeu a mesma proeza com seu segundo álbum, "Rebel Yell".
Claro que os punks mais ferrenhos podem [e vão] questionar as qualificações de Idol em vários níveis- musical, cosmético, filosófico, e por aí vai. Mas para inúmeros consumidores de música popular, que não se importam muito com RAMONES, BLONDIE, SEX PISTOLS ou THE CLASH, o estilo, o papo e o sotaque inglês de Billy eram o suficiente para categorizá-lo como punk.
Em meio ao crepúsculo da cena punk britânica original, Idol mudou-se para Nova Iorque – onde conheceu o prodigioso guitarrista STEVE STEVENS – e contou com a ajuda do então empresário do KISS, BILL AUCOIN, para se lançar em carreira solo [ele fora frontman do GENERATION X]. Aucoin soube, como poucos colegas na época, usar o alcance da MTV, e investiu pesado para clipes como "White Wedding" e "Dancing With Myself".
A faixa título ajudou a criar o termo ‘pop punk’ – que seria muito utilizado a partir dali – e o álbum todo possuía bastante consistência, com músicas como "Blue Highway", "Crank Call" e "Do Not Stand In The Shadows" Idol também experimentou vários outros estilos na obra= seu maior sucesso de vendas até hoje – dando uma encorpada na então prevalecente sonoridade New Wave em faixas como "Daytime Drama", "The Dead Next Door" e o funk-pornô-hard-angeleno "Flesh For Fantasy".
Com a propulsão proporcionada pelo über-hit "Eyes Without A Face", Idol chegou ao #4 da parada estadunidense e tornou-se uma das figuras mais emblemáticas da era MTV, e atingiu popularidade tão estratosférica que acabou prisioneiro da inglória tarefa de recuperá-la devidamente até os dias de hoje. "Rebel Yell" permanece sendo seu grande momento em disco.
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