Aerosmith: recapitulação de shows na América Latina e Japão

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Por Carol Carvalho
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Terminou no último sábado (10/12) a muito bem-sucedida turnê do AEROSMITH pela América Latina e Japão. Esta é uma recapitulação desses 49 dias de shows.

Apesar de vários veículos da imprensa terem chamado a turnê de "Back on the Road", o site oficial do Aerosmith se refere a ela simplesmente como "South America/Japan 2011 Tour" (apesar de México e Panamá não ficarem na América do Sul).

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Foram 10 shows na América Latina e 8 no Japão. Estas foram todas as datas:

22/10/2011 – Lima, Peru – Estadio San Marcos
25/10/2011 – Assuncion, Paraguai – Jockey Club Paraguay
28/10/2011 – La Plata, Argentina – La Plata
30/10/2011 – São Paulo, Brasil – Anhembi
01/11/2011 – Cidade do Panamá, Panamá – Estadio Nacional
03/11/2011 – Bogotá, Colômbia – Parque Simon Bolivar
05/11/2011 – Quito, Equador – Estadio Olimpico Atahualpa
08/11/2011 – Cidade do México, México – Foro Sol
10/11/2011 – Guadalajara, México – Estadio Omnilife
12/11/2011 – Monterrey, México – Estadio Universitario
22/11/2011 – Kanazawa, Japão – Ishikawa Sogo Sports Center
25/11/2011 – Hiroshima, Japão – Hiroshima Green Arena
28/11/2011 – Tokyo, Japão – Tokyo Dome
30/11/2011 – Tokyo, Japão – Tokyo Dome
02/12/2011 – Fukuoka, Japão – Marine Messe Fukuoka
06/12/2011 – Osaka, Japão – Kyocera Dome Osaka
08/12/2011 – Nagoya, Japão – Aichi-ken Taiikukan (Aichi Prefectural Gymnasium)
10/12/2011 – Sapporo, Japão – Sapporo Dome

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Inicialmente, o show de 25/10 era no Chile, mas foi cancelado sem muitas explicações e, logo depois, um show no Paraguai foi marcado na mesma data.

Foto de Steven Tyler machucado
Foto de Steven Tyler machucado
Os primeiros shows foram cercados por problemas. No Peru, Steven Tyler teve um problema na voz e três músicas tiveram que ser cortadas, inclusive "Dream On". O segundo show, no Paraguai, precisou ser adiado para o dia seguinte, pois poucas horas antes da apresentação, Steven sofreu uma queda no hotel que o deixou com o rosto todo machucado. Mesmo assim, o show foi tão bom quanto todos os outros e Steven foi muito elogiado pelo seu profissionalismo. Por causa de todos esses problemas, os três primeiros shows tiveram apenas 16 músicas, o que assustou um pouco os fãs.

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Como "Dream On" teve que ser cortada do primeiro show, foi no Paraguai que vimos pela primeira vez o tratamento especial dedicado à música nessa turnê: Steven a tocou em um piano branco na ponta da passarela, introduzida por trechinhos de "Home Tonight", nunca antes tocada ao vivo, e "You See me Crying", que só havia sido tocada uma vez. Joe Perry subia em cima do piano para fazer seu solo e Steven para fazer seu grito mais famoso. Infelizmente, essa "Dream On" especial não aconteceu no Brasil por causa da chuva.

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Dream On no Paraguai

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Outro momento especial foi a abertura: ainda com as luzes parcialmente acesas, a épica "Cavalgadas das Valquírias" era tocada para avisar o público que o show estava prestes a começar. Então, as luzes eram completamente apagadas e um emocionante vídeo era exibido. Depois vinham luzes azuis, uma sirene... Até Steven e Joe brotarem na ponta da passarela e ter início a introdução matadora de "Draw the Line", que abriu todos os shows da turnê e nunca antes havia aberto um show. Para a total felicidade dos fãs old-school, nos cinco primeiros shows a sequência de abertura era completada com "Same Old Song and Dance" e "Mama Kin".

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Início do show em São Paulo

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Felizmente, o Brasil fez parte da turnê. Com uma apresentação única em São Paulo, o Aerosmith fez um excelente show na Arena Anhembi para 29 mil pessoas. Mesmo com a chuva, Steven e Joe não se intimidaram e passaram boa parte do show na ponta da passarela. O show repercutiu muito bem na mídia e entre os fãs, claro, que não parecem se importar que a banda tenha vindo ao Brasil três vezes em cinco anos sem lançar material novo.

Aerosmith: resenha da apresentação de 30/10 em São PauloAerosmith
Resenha da apresentação de 30/10 em São Paulo

Ao final do setlist previsto, com "Walk This Way" encerrando o show, a banda tocou uma "Angel" não ensaiada, atendendo a pedidos do público. "Train Kept A-Rollin’" veio em seguida para terminar o show energicamente. Depois desse dia, os caras pegaram gosto pelo improviso: mesmo com "Walk This Way" prevista para encerrar todos os shows, cinco outras vezes o Aerosmith tocou mais músicas que o previsto.

Vídeo: "Angel" e "Train Kept A-Rollin’" em São Paulo

Os shows mais estranhos foram no Panamá e em Guadalajara, no México. No Panamá, havia cadeiras na pista e o público estava muito quieto; não teve a pausa do bis e o show foi encerrado com Dream On. Em Guadalajara, o local do show estava muito vazio e o som falhou por vários minutos duas vezes, deixando a banda na difícil situação de improvisar. Lembrando que foi numa dessas que Steven resolveu fazer uma dança louca na passarela e caiu do palco, quebrou o ombro e cancelou o restante da turnê com o ZZ Top em 2009.

Sete músicas foram tocadas em todos os shows: "Draw the Line", "Sweet Emotion", "Walk This Way", "Cryin’", "Livin’ on the Edge", "What it Takes" e "Last Child", além do solo de bateria. "Dream On", "Love in an Elevator" e "I Don’t Want to Miss a Thing" só não estão nessa lista por causa do problema na voz de Steven no Peru.

Ao longo de toda a turnê, varias músicas menos conhecidas ou pouco tocadas foram desenterradas. Logo no primeiro show, tivemos "Chip Away the Stone" e "One Way Street". Também foi a reestreia de "Amazing", que havia sido tocada pela última vez há 17 anos, na turnê do "Get a Grip". Joe cantou "Combination" e "Red House" (cover de Jimi Hendrix) ao invés da já batida "Stop Messin’ Around" em vários shows. Outra grande surpresa foi "Milk Cow Blues", tocada de improviso no México.

Mas foi quando a turnê chegou ao Japão, país que sempre recebe setlists com músicas raras, que fomos mais surpreendidos: "No More No More" e "Hangman Jury" foram tocadas em vários shows. Esta última, em turnês recentes estava sendo brevemente tocada como introdução para "Seasons of Wither", mas no Japão ela foi tocada na íntegra. Outra muito tocada foi "Boogie Man", instrumental do álbum "Get a Grip". Os japoneses também puderam conferir "Rats in the Cellar", "The Other Side", "Monkey on My Back", "Lick and a Promise", "S.O.S. (Too Bad)", "Movin’ Out", "Come Together", "Walking the Dog" … Teve espaço até mesmo para trechos de "Love Lives", música solo de Steven Tyler lançada apenas no Japão, e de "Meltdown", outtake do álbum "Get a Grip".

Veja algumas estatísticas da turnê no site Aerosmith Setlists.

Apesar de alguns problemas além do controle da banda, a turnê foi um sucesso unânime. Nos últimos anos, o Aerosmith enfrentou uma séria crise: Steven sofreu com um vício em drogas e medicamentos e quis se dedicar exclusivamente a projetos solos sem consultar a banda, enquanto Joe falava publicamente e sem pudores sobre os problemas internos. Mas essa turnê mostrou os membros da banda muito mais entrosados e felizes, o que com certeza influenciou no desempenho em cima do palco.

Em janeiro, o Aerosmith finaliza as gravações do novo álbum. A próxima turnê deve acontecer no meio do ano que vem para divulgar este álbum, mas provavelmente apenas nos Estados Unidos e na Europa, já que o cronograma de Steven Tyler agora é muito apertado devido aos compromissos com o American Idol. Mas vamos torcer para que eles não demorem muito para voltar ao Brasil!

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