Burning In Hell
Por Bernardo Oliveira
Fonte: MySpace do Burning in Hell
Postado em 20 de janeiro de 2008
Fazer heavy metal no Brasil não é fácil. Veja só o caso do Burning in Hell, banda de metal melódico de Caxias do Sul/RS. Criado há 11 anos, o grupo enfrentou um pouco de tudo ao longo desse tempo: inúmeras mudanças de formação, a distância dos grandes centros e até o falecimento de um dos integrantes foram pedras que o Burning in Hell teve que tirar do caminho para prosseguir em sua trajetória. Porém, como o heavy metal no Brasil é algo reservado apenas aos fortes, a banda não apenas sobreviveu a tudo isso como está lançando seu segundo CD pela Encore Records de São Paulo, chamado Believe.
O Burning in Hell tem um nome que pode levar os mais incautos a pensar que se trata de uma banda de black ou death metal. Só que a idéia era outra: ser diferente do que já existe. Portanto, a escolha recaiu sobre um nome forte e impactante. Ele tem a ver, também, com a época da inquisição, quando integrantes da igreja mandavam queimar as pessoas acusadas de bruxaria.
Como nada na vida do Burning in Hell acontece de forma fácil, a gravação do disco de estréia também foi quase um parto - ou mais, já que demorou um ano para ser concluída... Isso porque a banda queria fazer um disco de nível internacional. Assim, além de cercado por um extremo cuidado em todos os detalhes, o disco contou, ainda, com a participação do guitarrista Kiko Loureiro, do Angra, em duas faixas.
Apesar de só ter estreado em disco em 2004, muita coisa aconteceu nesse tempo com o Burning In Hell. Por exemplo, a banda teve um split-CD lançado no Japão, junto com a banda japonesa Aiming High, além de ter realizado inúmeros shows e de ter participado, como banda de abertura, de apresentações de grupos como Angra, Shaman, Krisiun, Dr. Sin, Sonata Arctica e HammerFall.
Em 99, no entanto, uma tragédia se abateu sobre a banda: o guitarrista e fundador Emanuel Pieruccini morreu no início de 1999. Com sua morte, chegou-se a cogitar o encerramento das atividades da banda mas, graças ao apoio das famílias, dos amigos e dos fãs do Brasil e de diversos países, além do amor e da dedicação ao heavy metal de seus integrantes, o Burning In Hell superou o choque e a dor para voltar mais forte do que nunca.
E a perseverança da banda acabou valendo a pena. Tanto que a primeira tiragem brasileira de Burning In Hell esgotou-se dois meses após seu lançamento. Também as críticas foram pra lá de positivas. E o disco atravessou o oceano, tendo sido lançado no Japão, mercado em que atingiu grande sucesso: após receber nota 82 e o 14º lugar no ranking dos mais vendidos da revista japonesa Burrn!, o disco está na 26ª posição dentre os mais vendidos em uma das maiores lojas nipônicas, a HMV, o que já está possibilitando uma provável turnê da banda pelo Oriente.
Em 2006 a banda sofreu uma modificação no Line up. Juntou-se ao Burning in Hell, o guitarrista Tiago Della Veja e o baixista Éderson Prado que se destacam pela incrível técnica e velocidade.
Dois anos e meio após o lançamento do elogiado trabalho homônimo, a banda lança o álbum Believe, que revela uma produção conceitual. Believe é, musicalmente falando, superior ao álbum anterior. Veloz, mais encorpado, técnico, de simbiose temático-sonora, os vocais surpreendem, as guitarras serpenteiam, a bateria e o baixo ditam o frenesi contagiante de um power metal primoroso, nunca antes produzido em território nacional. O álbum ainda teve a ilustre participação do guitarrista Andreas Kisser (Sepultura).
A banda já se prepara para mais uma tour nacional.
Tudo isso é um justo retorno pela dedicação e perseverança do Burning In Hell. Afinal, se fosse fácil não tinha graça..
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