Journey

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Por Allan Jones
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O Journey é uma banda respeitada nos EUA, um dos ícones do AOR. Apesar de não desfrutar de muito prestígio por estas bandas, eles tem poucos mais fiéis admiradores aqui no Brasil.

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O grupo foi iniciada em 1973 por dois ex-membros da banda de apoio de Carlos Santana. Neal Schon (g), junto a Greg Rollie (k/v), mais George Tickner (g/v), Ross Valory (b) e Prairie Prince (d) montavam a formação original do Journey. O nome Journey foi conseguido em um concurso organizado por uma rádio chamada KSAN-FM.

Eles estreiaram na festa de ano novo de 1973, diante de 10.000 pessoas, em São Francisco, e no dia seguinte tocaram para quase 100.000 no Hawaí. Sem um álbum de estúdio a banda fazia algumas apresentações para divulgar o projeto que visava tocar uma fusão de jazz com rock.

Em 74, Prairie Prince resolveu retornar a sua banda de origem (The Tubes) e foi substituído pelo jovem Ansley Dunbar. Após o lançamento do seu debut, George resolveu abandonar a banda para seguir carreira na medicina.

Os álbuns seguintes chamados de “Look into the Future” (76) e “Next” (77) não tiveram o resultado esperado e a banda sentia que faltava algo para poder deslanchar de vez. A banda começou a procurar um substituto para Tickner, que deveria ser um vocalista, pois eles achavam que um frontman estava fazendo falta. O escolhido foi Steve Perry que cantava no Alien´s Project. Steve fez um teste e foi aprovado, mas não pode assumir por obrigações contratuais.

Como o Journey tinha um compromisso urgente (abrir os shows do ELP) eles contrataram um outro vocalista chamado Robert Fleischmann (ex-Edgar Winter, Ex-Vinnie Vincent Invasion). Robert fez o show e chegou até a compor canções com a banda, como foi o caso de “Wheels in the Sky”, mas teve problemas de relacionamento com os integrantes e foi dispensado em seguida.

Steve veio definitivamente para o posto e a banda gravou “Infinity”, que tinha um toque mais comercial. O disco foi um sucesso e alcançou a 21º posição na Billboard, graças ao produtor Thomas Ray Baker que remoldou a sonoridade do grupo.

Todos estavam contentes, menos Ansley que decidiu sair para integrar o Jefferson Starship. Steve Smith chegava para ocupar o posto. A banda lançaria “Evolution” trazendo o hit “Lovin’ touchin Squeezin” que daria platina dupla para o Journey.

Em 80 sairia “Departure” e em seguida seria a vez do live album “Captured” (81).

Greg Rollie resolveu abandonar o barco após este disco. A banda ficou meio perdida por uns tempos, mas resolveram testar o tecladista de uma banda que abria seus shows chamada The Babys. Jonathan Cain ingressou no Journey em 1981 e se encaixou como uma luva, pois além de tocar muito bem, ele ainda escrevia e compunha. Esta nova formação criou o clássico “Escape” que colocou nada menos que 3 hits na parada americana. “Escape” alcançou o primeiro lugar nos E.u.a e ficou por um ano no top.

No ano seguinte foi lançado o disco “Frontiers” (83), que também não decepcionou, alcançando o segundo lugar nos EUA e o sexto no Reino Unido.

A esta altura, o Journey já tinha faixas como “Separatte Ways”, “Don´t Stop Believin” e “Any Way You Want It” cotadas como clássicos do rock’n roll, sem contar outras como “Open Arms” e “Faithfully” que eram hinos para os apaixonados. O Journey estava entre as bandas mais populares as América, isto sem contar as aparições que a banda fazia em trilhas sonoras, como é caso de “Only the Young” para o filme “Vison Quest” do qual tambem participou Dio, além de um filme japonês que ficou todo a cargo da banda, em que podemos destacar a faixa “Ask the Lonely”.

Mas a banda começava a ter problemas. Achavam que Steve Perry estava tendo crises de estrelismo, pois lançou um bem sucedido disco solo e estava se achando o dono da bola. A situação piorou quando ele foi chamado para cantar no projeto USA For Africa.

Ross Valory e Steve Smith resolveram deixar a banda. Steve ainda tocaria em algumas faixas do novo álbum que se chamaria “Raised on Radio” e sairia em 1986 apenas.

“Raised on Radio” traria músicos convidados como Larry Londin, Randy Jackson e Bob Glaub. Apesar de não ser um disco ruim, ele marcava um sério declínio na popularidade da banda.

Com isso tudo, eles resolvem se separar e seguir cada um seu caminho. Esses caminhos tiveram nomes: Bad English e The Storm.

Em 91, Schon, Cain e Perry ainda se reuniriam para um show tributo em memória de Bill Graham, mas o Journey ainda era carta fora do baralho.

O retorno oficial foi ocorrer em 96 quando o trio se juntou outra vez a Smith e Valory para o lançamento de “Trial by Fire”. O álbum teve uma boa repercussão nos EUA apenas. Com este disco o Journey foi indicado pela primeira vez para o Grammy, graças à faixa “When you Love a Woman”. Isto causou um clima estranho no grupo, por que na verdade a indicação para o Grammy estava relacionada a melhor performance vocal, então o mérito era mais de Steve do que da banda.

Um ano depois Steve Smith abandonaria o posto outra vez e daria lugar a Deen Castronovo (Ex-Ozzy, ex-Bad English).

Quando tudo parecia pronto para a banda cair na estrada, Steve Perry que já vinha tendo problemas na voz, descobriu que estava com problemas respiratórios sérios. Para agravar a situação, ele ainda sofreu um acidente que o deixou bastante machucado.

Mais tarde apareceu um convite para mais uma trilha sonora, desta vez para o filme “Armageddon”. A banda convidou o vocalista Steve Augeri (ex-Tyketto, ex-Tall Stories) para cantar na música e o resultado foi tão bom que tempos depois ele foi anunciado como novo integrante.

Esta formação debutou em 2000 com o disco “Arrival”, que teve boa repercussão, já que a banda continuava a mesma, e o timbre de Augeri era muito parecido com o de Perry, além do fato de que Castronovo não deixava ninguém sentir saudades de Steve Smith.

Fizeram uma turnê pelos EUA e gravaram um show ao vivo em Las Vegas. Terminada a tour eles entraram em estúdio outra vez e lançaram “Red 13”.

Atualmente eles vem fazendo shows em cassinos, com um repertório direcionado a um público de meia idade.

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Sobre Allan Jones

É carioca, tem 23 anos e ouve rock desde pequeno. Suas principais influências são dos anos 70 e 80. Fez vários trabalhos relacionados ao rock, desde programas de rádio até promoção de eventos. Além disso, é músico e também faz trabalhos relacionados ao teatro. Oficialmente trabalha para a secretaria de fazenda de uma prefeitura de um município do Rio. Atistas prediletos: Kiss, Alice Cooper, Van Halen, Todd Rundgren, Asia, Kansas, Journey e as bandas do cenário do hard oitentista.

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