Interpol
Postado em 06 de abril de 2006
Biografia originalmente publicada no site Dying Days
Por Fabricio Boppré e Natalia Vale Asari
Interpol é a temida polícia internacional. Isso significa então que esta banda de Nova Iorque faz músicas sobre o programa de tolerância zero, terrorismo e coloca sirenes de carro em suas músicas? Não, não há nada disso. Primeiro, o nome Interpol é apenas um "apelido" do vocalista Paul Banks. Paul, que nasceu na Inglaterra, levou uma vida nômade mundo afora junto com os seus pais. Quando morou na Espanha, os seus amigos o chamavam "Pol, Pol, Interpol". Segundo, o universo das músicas do Interpol é bem mais abrangente - liricamente e melodicamente - do que costumazes canções políticas.
O embrião do Interpol nasceu quando Daniel Kessler e um colega chamado Greg resolveram se juntar para tocar algumas músicas, com Daniel na guitarra e Greg na bateria. Logo em seguida, Daniel conheceu o baixista e tecladista Carlos "D" Dengler, e este entrou no grupo também. Para finalizar, Daniel convidou Paul, que ele havia conhecido em um temporada em Paris, para se juntar ao grupo. Uma única visita de Paul ao estúdio onde Daniel, Greg e Carlos tocavam foi suficiente para que ele se interessasse e integrasse a banda. Nascia assim o Interpol, em 1998.
A banda passou algum tempo dando duro, tocando em estúdios de última categoria, ensaiando e desenvolvendo pouco a pouco seu som. Em 2000, Greg deixou o grupo motivado por razões pessoais, dando lugar a Samuel Fogarino. Daniel conhecia Sam de uma loja de discos. No final desse mesmo ano, os primeiros lançamentos da banda: através do selo escocês Chemikal Underground, o Interpol lançou um EP que fazia parte de uma série chamada FukdID, e logo depois participou de uma coletânea chamada "Clooney Tunes", organizada pelo selo Fierce Panda.
No ano seguinte, a banda já tinha atingido um certo grau de reconhecimento, o que lhes permitiu serem escalados como banda de abertura de gente como Trail of Dead, Delgados e Arab Strap. O ano de 2001 continuou bom para a ascenção do grupo, quando participaram das famosas John Peel Sessions e passaram a ter alta rotatividade nas rádios e palcos europeus.
Em novembro de 2001, ao lado dos produtores Peter Katis e Gareth Jones, a banda entrou no estúdio Tarquin (um antigo manicômio infantil), em Connecticut, EUA, para começar a gravar aquilo que seria um dos mais antológicos disco de estréia dos últimos tempos.
"Turn on the Bright Lights", o debut do Interpol, saiu em agosto do ano seguinte e conquistou de maneira quase unânime a crítica e o público ao redor do mundo. Apesar das freqüentes comparações com Joy Division e o post-punk britânico em geral, a banda trabalha sua atmosfera sombria e sonoridade densa de maneira original e bem apoiada na competência técnica de seus membros. O Interpol já se destacou o suficiente para ser apreciado e respeitado pela sua música, e não somente como uma das queridinhas da mídia atual, cuja voracidade para criar hypes voláteis parece estar em seu ápice. O presente do Interpol é brilhante e seu futuro, altamente promissor.
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