Secos e Molhados
Postado em 06 de abril de 2006
Fonte: www.secosemolhados.com
No início dos anos 70, o Brasil parou diante da banda mais revolucionária e intrigante dos últimos tempos: SECOS & MOLHADOS. Milhões de cópias foram vendidas. Jovens, velhos e crianças cantavam suas músicas e queriam desvendar este fenômeno.
Sua primeira apresentação aconteceu em maio de 1971, no "cavern club" do Bixiga, Kurtisso Negro. No palco, João Ricardo estava acompanhado por dois amigos: Fred e Antônio Carlos, mais conhecido como Pitoco. Os três faziam um som completamente estranho à época, pela união entre uma viola de dez cordas, um violão de doze, uma gaita e um bongô. Por causa disso muitas pessoas foram conhecer o grupo, entre elas Luli, cantora e compositora, com quem João Ricardo fez alguns dos maiores sucessos já gravados.
Secos e Molhados - Mais Novidades
Em julho de 1971, Fred e Pitoco resolvem seguir carreira solo, embora a banda tivesse sido convidada por Solano Ribeiro, à época produtor de discos e de programas de televisão, para gravar o primeiro disco no selo da Rede Globo, Som Livre. João Ricardo não aceita e passa a procurar um vocalista. Por indicação de Luli, vai ao Rio de Janeiro conhecer Ney de Souza Pereira, futuro Matogrosso.
Em agosto do mesmo ano Ney muda-se para São Paulo e começam os ensaios do repertório que viria a figurar no primeiro LP dos Secos & Molhados. Curiosamente, a primeira gravação seria a música "Vôo" para a peça de teatro sob a direção de Antunes Filho, que faria parte do segundo álbum anos depois.
Na realidade, apenas os dois começaram a ensaiar com a participação na platéia de um vizinho, que tocava eventualmente, chamado Gerson Conrradi, depois Conrad, incorporado mais por uma necessidade estética e uma canção genial. Duraram um ano os ensaios até que eles tocassem em público, no teatro do Meio do Ruth Escobar, que virou um misto de bar-restaurante chamado "Casa de Badalação e Tédio". O sucesso foi enorme, atraindo centenas de pessoas, inclusive o futuro empresário e um convite para gravar o primeiro LP.
No dia 23 de maio de 1973 entram no estúdio "Prova" para gravar em sessões de seis horas ao dia, por quinze dias, em quatro canais.
Nada muito tecnologicamente excepcional, mas que venderia 300 mil cópias em apenas dois meses, quando a média dos artistas daquele tempo, era de 30 mil.
A partir daí, os Secos & Molhados tornam-se o maior fenômeno da música popular brasileira, batendo todos os recordes de vendagens de discos até então. Em fevereiro de 1974 depois de uma temporada vitoriosa de um mês no teatro Teresa Raquel no Rio de Janeiro, a banda resolve despedir-se da cidade para uma tournée nacional, fazendo um show no Maracanãzinho que bateu todos os índices de público do local.
Em agosto do mesmo ano sai o segundo disco dos Secos e há uma nova reciclagem nos integrantes da banda. João Ricardo aceita o convite para gravar discos solo.
O primeiro em 1975 chamado JOÃO RICARDO; o segundo em 1976 chamado DA BOCA PRA FORA, e o terceiro, este em 1979 chamado MUSICAR. Em dezembro de 1977 entra novamente em estúdio para gravar o terceiro disco dos Secos & Molhados com Lili Rodrigues, Wander Taffo, Gel Fernandes e João Ascensão. O lançamento foi em maio de 1978 e com ele surge nas paradas mais um sucesso do grupo "Que Fim Levaram Todas as Flores?", música mais executada naquele ano.
Dois anos depois, em agosto de 1980, junto com os irmãos Lempé - César e Roberto - lança o quinto disco e resolve viajar para Portugal, com a firme intenção de parar por um bom tempo. Anos depois faz música através de seu selo independente e shows eventuais.
A quinta formação dos Secos nasce no dia 30 de junho de 1987, com o enigmático Totô Braxil, num show espetacular no Palace. Em maio do ano seguinte sai o álbum "A VOLTA DO GATO PRETO" e shows até meados dos anos noventa.
Em 1999, João Ricardo volta aonde tudo começou. "TEATRO?" mostra definitivamente a marca do criador dos Secos & Molhados. Com poemas marcantes, João Ricardo conta histórias, fala sobre filosofia, recorda pessoas, enfim, mostra a maneira com que um artísta vê e entende o mundo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Esse disco acabou com minha paixão pelo heavy metal": Sergio Martins revisita clássico
Bono elege o que o heavy metal produz de pior, mas admite; "pode haver exceções"
A pior música do pior disco do Iron Maiden, de acordo com o Heavy Consequence
BMTH e Amy Lee - "Era pra dar briga e deu parceria"
Angra faz postagem em apoio a Dee Snider, vocalista do Twisted Sister
A música do Iron Maiden que "deveria ter sido extinta", segundo o Heavy Consequence
Nirvana - a escolha ousada de Kurt Cobain no Unplugged MTV
Por que "Wasted Years" é a pior faixa de "Somewhere in Time", segundo o Heavy Consequence
Os cinco discos favoritos de Tom Morello, do Rage Against The Machine
O álbum que é para quem tem capacidade cognitiva de ouvir até o fim, segundo Regis Tadeu
Hulk Hogan - O lutador que tentou entrar para o Metallica e para os Rolling Stones
Os 5 melhores álbuns do rock nacional dos anos 1980, segundo Sylvinho Blau Blau
Ozzy Osbourne ganha Boneco de Olinda em sua homenagem
O disco do Black Sabbath considerado uma "atrocidade" pelo Heavy Consequence
Dave Mustaine aponta o elemento que diferenciava o Megadeth das outras bandas de metal
"Minha demissão do Lobão foi esquisita, para não dizer palavrão", diz Billy Brandão
O relacionamento de Gillan, do Deep Purple, com Ritchie, Satriani, Coverdale e Hughes
O elemento das letras de Raça Negra e Negritude Júnior que impressionava Renato Russo


O baixista argentino dos anos 1960 que tinha preconceito com o rock brasileiro anos 1980
A partida de pingue-pongue que definiu os rumos do rock nacional nos anos 1970
A sumidade do rock nacional que expulsou Lobão de seu álbum solo
Como trajetórias de Raul Seixas e Secos & Molhados se cruzaram brevemente
Como Gerson Conrad compôs "Rosa de Hiroshima" do Secos & Molhados, segundo o próprio
A curiosa semelhança entre dois membros do Metallica e Secos & Molhados
Frontman: quando o original não é a melhor opção
Pattie Boyd: o infernal triângulo com George Harrison e Eric Clapton



