Nocturnal Rites
Por Sergius Dizioli
Postado em 06 de abril de 2006
O sueco Fredrik Mannberg, guitarra e vocal, em 1990 fundou uma banda a que deu o nome de ‘NECRONONIC’, mas sem grande empenho dos componentes, muitas mudanças nos integrantes sem achar uma formação disposta a dar "duro", a banda acabou no mesmo ano. Assim Fredrik com outro remanescente da banda desfeita - Tommy Erikson - convidaram o baixista Nils Eriksson para uma formação de trio e se nominaram NOCTURNAL RITES.
Consta que no começo de 91 o trio passou a divulgar seu trabalho com uma demo de quatro músicas chamada "The Obscure" que apesar do interesse de algumas gravadoras independentes acabou não decolando. Na procura de uma produção melhor continuaram a produzir algum material que seguiu para o estilo de death metal, mas com inserções melódicas e algumas harmonias mais elaboradas o que era não usual para o estilo.
Assim tendo criado uma variação no estilo death metal, o que viria a ser um promo com duas músicas atraiu muitos interesses, mas não gravadora que parece que estavam esperando. Talvez pela indefinição o baterista Tommy Eriksson acabou deixando o grupo e assumiu em seu lugar Ulf Anderson. Outra novidade veio antes de lançarem o primeiro disco que foi a mudança do formato de trio para quarteto com a entrada de mais uma guitarra pilotada por Mikael Soderström.
Já se passaram dois anos e o grupo prosseguia coletando material. Nessa lida o agora quarteto foi cada vez mais se afastando da pretensão de death metal para se aproximar do heavy metal tradicional. Em entrevistas os integrantes do grapo qualificam essa transição como um fato normal de adaptação dos integrantes da banda. Agora o som deles seguia o rumo traçado antes pelo Iron, Judas e outras.
A mudança de estilo levou o grupo a avaliar que os vocais de Fredrik não eram mais compatíveis com o novo som da banda. Passaram a procurar um vocal que se adaptasse ao melhor à nova concepção da banda e assim convidaram Anders Zaricksson, um vocalista experiente.
A demo anteriormente gravada mesmo com a ressalva que o vocalista seria outro atraiu a atenção de um selo sueco – o Dark Age (Megarock Records) assinando um contrato no final de 1994. O disco de estréia chamou-se "In a time of blood and fire" chegando às lojas no início de 95 sem muitos recursos de divulgação e com uma distribuição deficiente. Apesar disso o álbum foi bem recebido pelo público e pela crítica e deu uma perspectiva de que com um trabalho melhor de infra-estrutura seria também um sucesso de vendas.
O segundo trabalho que viria pela frente estava longe de superar os problemas que a banda sempre enfrentou: Soderström no início da composição desse trabalho deixou o grupo e para o seu lugar apresentou-se Nils Norberg. Nils mostrou grande técnica e intimidade com a guitarra acabando por assumir o solo antes a cargo de Friedrik. Andersson também acabaria deixando a bateria para Owe Lingvall, parecendo assim estabilizar-se a formação do NOCTURNAL.
Mas não foi ainda dessa vez que tudo viria a correr em ordem. A distribuição da Megarock e divulgação da Dark Age continuando deficientes vieram a trazer novos contratempos ao grupo com relação ao segundo disco "Tales of Mystery and Imagination" lançado no Japão no final de 1997, obrigando a banda, para a distribuição do disco na Europa, a contratar com a Century Media que resolveu investir no grupo, entusiasmada com o vigor e criatividade deste.
A partir dai novos rumos foram traçados para a banda. Acompanhando grupos já consagrados como Overkill e Angel Dust foram instados a iniciar os trabalhos para se firmarem em definitivo no cenário do metal pesado internacional. Dessa forma lançaram o álbum "The Sacred Talisman" e foram apresentar-se no grande festival Dynamo Open Air – agora ao lado de Nevermore, Sacred Steel e Lefay. Recepcionada como uma banda com estilo próprio, mais maduro e músicas de qualidade alcançou bons índices nas paradas da Europa e Japão.
Sem muito explicar logo após Dynamo, Zaricksson decide deixar a banda e é substituído por Jonny Lindkvist. Esta substituição não causou grande trauma no grupo pois Lindkvist rapidamente adaptou-se ao estilo do grupo demonstrando seu exuberante trabalho em "Afterlife" onde mostrou-se impecável. O álbum foi muito bem recepcionado e qualificado como de excelente nível, entrosando perfeitamente a linha melódica com o peso esperado de uma banda de heavy metal. Esse trabalho de 1999 foi marcado pela técnica sem exageros e construções competentes sempre alinhavadas pelo vocal potente de Jonny.
Na esteira desse álbum veio "Shadowland", já em 2002 com muita maturidade e dando prosseguimento ao trabalho anterior – certamente conseqüência da experiência adquirido em longos anos onde ocorreram muitos desacertos. Agora com um som consistente com os espaços preenchidos pela linha melódica convivendo com o peso das guitarras passaram a integrar um seleto rol de representantes do metal pesado.
Prova disso é que em 2003, além de compor um novo trabalho "New World Messiah" (lançado em 2004) na cidade natal da banda – Umean ao norte sa Suécia – prosseguiu com excursões ao lado de grandes nomes do metal, como Saxon (turnê européia) e Hammerfall (Japão) ou Nevermore, Iron Savior e Labirinth no Dynamo, no Wacken e no Sweden Rock escrevendo definitivamente seu nome no livro dos respeitáveis do metal mundial.
Fonte das informações: Century Media Records
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