Arch Enemy
Postado em 06 de abril de 2006
Por Paulo Finatto Jr.
Depois de ver dentro da Suécia o sucesso de bandas como Hammerfall e Yngwie Malmsteen’s Rising Force, foi uma união de profissionais experientes que revelou o lado original e criativo daquele país. Os irmãos Michael e Christopher Amott resolveram formar, na cidade de Gotemburgo, em 1996, um grupo cujo estilo seria caracterizado pela mistura de metal tradicional, thrash, death e progressivo. Assim nascia a banda Arch Enemy. Michael era bastante conhecido por ter sido guitarrista do Carcass (um dos grandes nomes do death mundial) e Christopher já havia tocado guitarra no Armageddon. Os integrantes que completaram o Arch Enemy foram John Liiva (ex-Carnage, baixo e vocal) e Daniel Erlandsson (ex-In Flames, bateria).
Ainda no mesmo ano da fundação da banda, o primeiro disco "Black Earth" foi lançado. Durante os próximos dois anos a banda fez uma extensiva turnê pela Europa, divulgando o primeiro lançamento e apresentando sua formação. Durante esta turnê Ernaldsson teve que abandonar a banda por motivos pessoais e Peter Wildoer assumiu o seu lugar nos shows. Outra novidade foi a entrada do baixista Martin Bengtsson, já que Liiva preferiu tornar-se "apenas" vocalista.
A resposta da mídia especializada e principalmente do público fez com que a banda assinasse um contrato com a gravadora Century Media e retornasse ao estúdio para começar a trabalhar em um próximo lançamento.
Em 1998 saiu "Stigmata", álbum que alcançou uma surpreendente marca de 20 mil cópias vendidas apenas no Japão, país que tornou-se o principal mercado da banda. Também neste ano participaram do festival Wacken Open Air, na Alemanha. Michael seria considerado o segundo melhor guitarrista daquele ano pela tradicionalíssima revista Burrn!, atrás somente de Malmsteen. "Stigmata" atingiu todos os critérios traçados por Michael, a mistura de heavy tradicional com o metal extremo tornou-se uma característica própria banda.
Foi com todo este reconhecimento que a banda lançou uma edição limitada de 10 mil cópias do seu álbum ao vivo, "Burning Japan – Live 1999", que saiu apenas em território japonês. Mas com o início da criação do álbum seguinte, um trabalho mais técnico, a banda sofreu mais duas mudanças: Erlandsson voltou ao Arch Enemy e Bengtsson deixou o seu posto. O seu substituto não poderia ser escolhido de uma melhor maneira, pois Sharlee D’Angelo é dono de uma técnica extremamente boa, e além de ser um grande fã do Arch Enemy, toca no Mercyful Fate, Sinergy e Witchery.
A expectativa criada em torno do próximo lançamento era imensa, e foi plenamente correspondida com o álbum "Burning Bridges", o então melhor trabalho do Arch Enemy. Teve ótimas críticas em publicações voltadas ao metal em diversos países, sendo eleito em muitas oportunidades como "disco do mês". Neste álbum, Christopher e os demais músicos tiveram mais liberdade de criação, pois antes praticamente apenas tocavam as músicas elaboradas por Michael. Com o sucesso do trabalho, a banda foi indicada na Suécia ao Grammy na categoria "melhor banda de hard rock", o que fez sua popularidade aumentar. Um dos resultados desta situação foi a turnê da banda dentro dos Estados Unidos, ao lado do Nevermore. Nesta mesma época a banda fez a sua primeira passagem pela América do sul, no Chile, ao lado de Deicide e Hammerfall.
Durante a criação de mais um álbum, Johan Liiva deixou a banda, para surpresa de todos. Michael e Christopher continuaram compondo, à medida que iam fazendo testes com diversos candidatos ao cargo. "Wages of Sin" foi lançado, surpreendendo com a vocalista Angela Gossow. Angela foi o maior destaque deste trabalho. Sua voz poderosa e nem um pouco "caída" para o lado mais doom/gótico tornou-se um referencial do Arch Enemy ao lado de Michael.
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