Cathedral
Postado em 06 de abril de 2006
Por Haggen Kennedy
Formada em 1990 pelo vocalista Lee Dorrian (ex Napalm Death) e o baixista Mark "Griff" Griffiths, velhos amigos com gostos similares musicalmente, juntaram-se os guitarristas Garry Jennings e Adam Lehan, mais o baterista Ben Mockrie. Essa line up foi responsável pela demo da Cathedral, a seminal 'In Memorium', com 4 faixas e um cover da música 'All Your Sins', da banda americana Pentagrama. Uma música da demo, 'Ebony Tears', também apareceu em 1991 na clássica coletânea de doom metal 'Dark Passages', lançada por Dorrian pelo seu próprio selo Rise Above.
O Cathedral, subseqüentemente, fez uma tour pelo Reino Unido e Europa acompanhando lendas do doom metal como St. Vitus, os heróis do hardcore japonês SOB, os britânicos do Paradise Lost e os deathsters do Morbid Angel, antes de começar a trabalhar no seu álbum debute para o selo Earache. Com Mockrie tendo deixado a banda, gravaram o LP com um baterista convidado, Mike Smail, fundador das bandas Penance e Dream Death. O álbum resultante, 'Forest of Equilibrium', foi lançado no final de 1991, sendo recebido muito bem pela mídia e público, estabelecendo o Cathedral como uma importante banda de metal contemporânea.
Os elementos doomicos se tornaram um sucesso entre os fãs, apesar de o álbum deixar muita gente estupefata com a aparente mudança de Dorrian e suas raízes hardcore. O fato era que o cantor já tinha estado em outras bandas de doom mais antigas, e Cathedral era uma progressão natural.
Com o recrutamento do baterista permanente Mark Ramsey Wharton, a banda construiu o seu crescimento em aparições durante 1992 na celebradas Tour Européia 'Gods of Grind' e na igualmente bem-sucedida Tour Americana 'Campaign For Musical Destruction' (em que tocaram Carcass, Entombed e Confessor, mais tarde Napalm Death, Carcass e Brutal Truth), e também no lançamento no começo de 92 do EP 'Soul Sacrifice'. O single era uma forte indicação da direção para onde a banda caminhava, com a produção colocando peso em faixas como 'Autummn Twilight'. O Ano terminou com a banda assinando um contrato de gravação para os EUA com a Columbia Records, e fazendo tours em Israel e Alemanha. Contudo, no processo a banda perdeu os serviços de Griff que saiu por motivos pessoais.
O Cathedral então se preparou para uma investida furiosa em seu segundo álbum, 'The Eteral Mirror'. Produzido por Dave Bianco (que no passado trabalhou com Trouble, Danzig e Mick Jagger), no Manor Studios, em Oxfordshire. Foi um álbum que mostrou apenas uma leve semelhança com o 'Doom Metal'. Algumas músicas memoráveis colidiram com os vocais intervalados de Dorrian. A banda se meteu numa tour ocupadíssima (nos EUA com Fight, King Diamond e Mercyful Fate, na Europa headliner com o Sleep in Tow, da Earache).
Com a banda agora sendo aceitada pela imprensa americana, o álbum destruiu tudo em seu despertar enquanto a imprensa britânica finalmente cavava mais o peso da verdade. Críticos decretaram que eles eram a última grande esperança para o metal britânico, a única banda que poderia clamar a coroa segurada por tantos anos por monstros como Judas Priest e Iron Maiden.
O Cathedral imediatamente confundiu todos com o EP 'Statik Majik', incluindo a faixa mais ambiciosa já gravada, 'The Voyage of the Homeless Sapien', com duração de 23 minutos, mostrando uma banda totalmente experimental.
O guitarrista Adam Lehan e o baterista Mark Wharton deixaram a banda após a tour do Mercyful Fate nos EUA. Lee Dorrian admitiu que a dupla se tornara exaustiva, mental e fisicamente nas tours extensivas ocorridas. Rapidamente vieram o guitarrista Victor griffin (ex-Pentagrama) e o baterista Joe Hasselvander. Essa line up se incumbiu do sonho de abrirem para o Black Sabbath em tour européia, impressionando audiências com suas performances entusiásticas no palco e ensinando aos velhos mestres uma coisa ou duas sobre metal comtemporâneo durante o percurso.
Em 95 o Cathedral começou a trabalhar em seu terceiro LP com os novos membros Leo Smee e Brian Dixon, produzindo 'The Carnival Bizarre', confiando no som do metal clássico firme dos anos noventa com riffs poderosos e a voz carismática de Lee Dorrian pra fazer um verdadeiro álbum memorável. Descrevendo 'The Carnival Bizarre', o frontman replica tipicamente obscuro: "É melhor aderir à voz do mortuário cósmico. A humanidade está condenada - deleitada no armageddom. O Metal é o único mestre agora! Condene ou seja condenado."
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