Viper
Postado em 06 de abril de 2006
Por Fernando De Santis
A história do Viper começa em 1985 quando dois irmãos, Pit Passarell (baixo) e Yves Passarell (guitarra), resolveram montar uma banda de Heavy Metal. Nessa época o Metal estava em alta, o Iron Maiden fazia um grande sucesso com o álbum "Powerslave", seria uma ótima influência para a nova banda. Para completar a banda, entraram Felipe Machado (guitarra), Casio Audi (bateria) e André Matos (vocal).
No mesmo ano de 1985 os rapazes do Viper, que tinham em média 16 anos, entraram no estúdio e gravaram a demo "The Killera Sword"- a primeira composição real do Viper foi Law of the Sword. Logo de cara a demo "The Killera Sword" estorou e começou a ser tocada em várias rádios. De olho no sucesso, o selo "Rock Brigade" sugeriu que eles fizessem um álbum. Em julho de 1987 saiu o álbum "Soldiers Of Sunrise", talvez um dos melhores discos de Heavy Metal brasileiro de todos os tempos, um disco com muita influência do Iron Maiden, mostrou uma banda forte, com um vocalista impressionante. André Matos demonstrava um vocal totalmente melódico, o que lhe rendeu muitos elogios- na gravação deste disco, André tinha 14 anos de idade! O disco "Soldiers Of Sunrise" recebeu também muitos elogios de revistas especializadas no mundo inteiro como a "Kerrang!", "Metal Forces" e "Metal Hammer", além de ter vendido mais de10.000 cópias rapidamente no Brasil. Graças a esse álbum o Viper foi convidado para abrir o show do Motörhead no Brasil.
Já com o sucesso garantido e com novo baterista, Sergio Facci, o Viper, em 1989 lançou o sensacional "Theatre Of Fate", que foi gravado no Brasil e mixado na Inglaterra. Um disco muito mais maduro, com novos experimentos, como utilização de pianos e orquestra clássica, demonstrou uma banda com personalidade. Um fato curioso é que, para este álbum, havia uma canção chamada Crime e que não foi lançada porque a banda teria ficado insatisfeita coma gravação- mais tarde, esta música seria lançada no EP Vipera Sapiens com vocais de Pit Passarel. O sucesso desse disco rendeu um contrato com a "Limb Music Products and Publishing" (L.M.P.), que tratou de mostrar o Viper ao mundo inteiro. Em 1991 o disco "Theatre Of Fate" foi lançado no Japão (selo JVC), em 1992 foi lançado na Europa (selo Massacre). Também em 1992 o primeiro disco da banda, "Soldiers Of Sunrise" foi lançado no Japão.
Nesse intervalo de tempo a banda trocou de baterista duas vezes, Guilherme Martin(atual Toy Shop) que tocou na "Fate on Tour" (turnê do "Theatre Of Fate") saiu, no lugar dele entrou Renato Graccia. Nessa mesma época, o vocalista André Matos saiu da banda e mais tarde entrou na banda que hoje em dia é sucesso mundial, o Angra.
Com a saída de André Matos, o baixista Pit Passarell assumiu os vocais do Viper e em 1992 lançaram o álbum "Evolution". Apesar de não estar tão melódico quanto na época em que André Matos fazia parte da banda, o Viper recebeu muitos elogios por parte da mídia mundial. Evolution, fez bastante sucesso e rendeu alguns hits como "Rebel Maniac" que foi exaustivamente tocada nas rádios. Em 1993 o "Evolution" foi lançado no Japão e no mesmo ano foi lançado apenas no Brasil e no Japão o disco ao vivo "Maniacs In Japan". Esse disco mostrou o quanto a banda era carismática ao vivo e o quanto o público japonês gostava deles. Esse álbum conta com algumas faixas interessantes como "Não Quero Dinheiro" (de Tim Maia) ou "I Wanna Be Sedated" (dos Ramones).
Em 1994 o Viper começou a viver um momento diferente na carreira. Tocou no mega festival "Monsters Of Rock" de São Paulo, no dia 27 de Agosto, junto as bandas Angra, Dr. Sin, Raimundos, Suicidal Tendencies, Black Sabbath, Slayer e Kiss. Nesse show mostraram uma faixa do disco que seria lançado no mesmo ano: "Coma Rage". "Coma Rage" também era o nome do disco que foi lançado, porém a banda estava com uma sonoridade diferente, um Hardcore Metal. Essa mudança fez com a banda perdesse muitos fãs, mas ao mesmo tempo ganhou muitos fãs novos. O Viper se aproveitou do poder que a MTV tinha sobre os jovens e lançou dois video clips, "Coma Rage" e "I Fought the Law" que ficaram muito tempo nas paradas da emissora.
Em 1996 a banda veio com uma proposta musical totalmente diferente... não era nem Heavy Metal nem Hardcore Metal, era um Rock Pop em português que fez com que perdessem mais uma grande porcentagem dos fãs. O álbum "Tem Pra Todo Mundo" teve alguns hits, mas foi rapidamente esquecido. Não pode-se deixar passar a informação de que também foi lançada uma coletânea chamada Everybody Everybody (nome retirado do refrão de um de seus maiores hits, Rebel Maniac).
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