50 Anos de Rock - Parte 1 - Cadê a Festa???

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Por Denio Alves
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Esta é a primeira de uma série de 3 matérias especiais sobre os 50 anos de surgimento / popularização de um dos maiores gêneros musicais de todos os tempos, procurando analisá-lo do ponto de vista histórico, social, comportamental etc, etc...

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E eis que ressurge, do limbo daqueles que voltaram mas nunca foram, a coluna PORQUE N’ ROLL, retornando de uma temporada de muita atribulação e afobamento, pero no mucho eu sei – senão não haveria demorado tanto - , mas sabe como é com as coisas da vida, que não sossegam e nem dão tempo. Após um pau danado num HD que tomou rumo ao espaço sideral, oi nóis aqui traveiz, pra fazer aquela pergunta que não quer calar: E CADÊ A FESTA DE 50 ANOS DO ROCK N’ ROLL? Andei pensando nisso recentemente, e notei que pouquíssimos meios de comunicação se dignaram a lembrar tal data, neste ano. Oooh, que coisa feia! – desprezando este gênero musical que fornece tanta munição para novelinhas teenagers e comerciais de TV? Então, resolvi abrir a boca.

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Um dos mestres do rock, Chuck Berry, e seu popular 'duckwalk' (caminhada de pato)
Um dos mestres do rock, Chuck Berry, e seu popular 'duckwalk' (caminhada de pato)
OK, é bem verdade que o Socram aqui do WHIPLASH, bem como outras mentes mágicas e sábias, ungidas com o elixir da experiência e sagacidade, rezam que a criança é bem mais velha que isso – seu verdadeiro nascimento remeteria a velhos sons da década de 1920, e ninguém pode negar o fato de existir uma tal de "Rocket 88", de Jackie Brenston, que foi gravada em 1952, e à qual muitos musicólogos e historiadores legam as honras de ser a pedra de toque da coisa.

Mas... meninos e meninas, eu vi. Aquela esfera iluminada veio até mim na madrugada passada, e eu tive uma revelação, e o que eu vi foram as luzes de néon do show business apontando para uma estradinha empoeirada, saída de uma encruzilhada visitada por Robert Johnson, e que ia dar em vários lugares diferentes do mundo: Mississipi, Memphis, Liverpool, Londres, São Francisco, Los Angeles, e de repente... BUM! Ali estava a Verdade de tudo: o verdadeiro rock n’ roll mesmo nasceu, vamos e convenhamos, como fenômeno midiático! Que é, sempre foi, e sempre será. Falar em um punhado de moleques brancos e negros pingando gomalina, berrando e gemendo e tendo tique nervoso, sofrendo um ataque epilético enquanto empunhavam guitarras lá nos cafundós dos EUA, nos anos 50, é bem engraçado, e é tudo verdade, tudo aquilo aconteceu realmente, com mocinhas em idade púbil chorando e se descabelando em volta deles nos bailinhos – mas a coisa só se tornou séria mesmo, o tal do roquenrol só foi ser rock mesmo, popular à beça, naquele longínquo ano de 1954 – ano das gravações de Elvis Presley, para o "That’s Alright Mama" de Arthur Crudup, e do "Rock Around the Clock" de Bill Haley & His Comets.

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Bill Haley
Bill Haley
O que é, afinal, o rock n’ roll? Bela pergunta – essa já foi feita por muita gente. Se Gilberto Gil cantava, naquela velha canção, que a raça humana é uma semana no trabalho de Deus, então o rock n’ roll é um minuto acelerado na sacanagem do diabo. Batida pulsante, baixo nervoso e suingado, umas guitarradas manhosas que teimam em invadir o terreno de todo mundo, os tais "riffs" que são chicletes sonoros embalando o mais puro tesão... o bom rock é, sim, pegajoso. Foi feito, desde o início de tudo, para ser música popular, para cumprir esse papel de levar a massa ao delírio. Quem começa a se rebuscar demais na coisa já não está mais fazendo rock – tá fazendo é nhoque. E daquele bem enfastiento. O Sting que o diga.

Sting: nos últimos anos, um dos grandes malas do rock
Sting: nos últimos anos, um dos grandes malas do rock
Durante os anos que se seguiram à sua popularização e propagação através dos meios de comunicação – daí podermos e DEVERMOS comemorar neste 2004 esse aniversário cinquentão – o gênero procurou variações, determinou novas vertentes, e se juntou a um punhado de outros ritmos e estilos. Mas uma coisa só se mantém, sempre: a sinceridade no modo como é feito. A lealdade às raízes pobres e marginais. O jeito de ser de uma música feita nos guetos, para embalar jovens revoltados e casais safados na busca por aquele algo mais além da vida de batalhas perdidas aqui e ali nas mazelas sociais e existenciais de cada dia. Alguém aí falou em rap?

Pois é, o nosso aniversariante também vem disso aí, dessa possibilidade de olhar a vida pelo viés da indignação, da crítica. Não está tudo bem, não. Não é tudo tão bonitinho assim como você diz. Esses sonhos não são perfeitos, pois aquela casinha cor-de-rosa ali está cheia de arestas, e o cachorrinho brincando com bola ao lado da árvore encantada é uma fera danada de braba, doida pra te morder. Nem tudo é, afinal, o que parece ser, e o rock sempre se preocupou em mostrar isso. Ele tira as ilusões apaixonadas, então? Bem... não, ele as substitui por outras, que considera serem melhores à idade do seu nobre ouvinte. Paixão, sempre haverá. Mas é por coisas diferentes – sexo sendo uma das mais fortes delas.

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Quando o filme Sementes da Violência (The Blackboard Jungle, 1954) saiu nos cinemas norte-americanos, carregando em sua trilha sonora aquele estranho hino neurótico-demais-pra-ser-somente-country de Bill Haley – o "Rock Around the Clock" – muita gente criticou a violência da cena em que a canção era veiculada: o arroubo de revolta do rebelde juvenil a la James Dean de Vic Morrow contra o professor careta Glenn Ford (a figura do "sistema" imposto, do American Way of Life), arrebentando uma sala de aula inteira junto com seus colegas. Viram naquela cena as repressões sexuais de uma juventude se descobrindo presa aos costumes de seus pais, canalizada em quebra-pau puro. Ouviram os sons dos atabaques africanos, unidos ao mais profano som norte-americano (o rythim n’blues dos negros e o country & western), tudo contribuindo para levar os garotos ao delírio e os colocar em choque direto contra as gerações mais velhas. Tudo era uma conspiração comunista, anti-americana, e os pastores viram até o capeta ali, se erguendo do fogo do inferno. Sementes da Violência se tornou um clássico da contracultura jovem, mesmo tido, hoje em dia, como peça de museu. Na época, a o filme foi proibido em mais de 120 cinemas americanos. Exibi-lo era garantia de atos de vandalismo durante a cena tão crucial que pôs o caipira Bill Haley (um tímido fã de jazz e big bands), sem querer, na história do rock, por sua música tão endemoninhada.

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Enquanto isso, longe dali, em Memphis, um rapazinho falava em tom galhofeiro aos companheiros da bandinha que o acompanhava, diante de uma turba ensandecida de garotas e jovens, que ele tinha um problema na perna esquerda e não conseguia fazê-la ficar parada enquanto eles tocavam. Ele conversava com um canto da boca puxado para o lado, e fazia uma dança esquizofrênica empunhando a sua guitar. Seu nome era Elvis Aron Presley, e em 1954, após o lançamento de versões envenenadas de standards populares como "That’s Alright", "Blue Moon of Kentucky" e "Mystery Train", pela pequena gravadora Sun Records, o cara foi comprado por uma major, a RCA-Victor, e fez milhões de dólares só em 1956. Mais de 8 músicas diferentes no hit parade da Billboard em apenas uma temporada! Uma ascensão meteórica, nunca vista antes no negócio da música popular – nem graúdos como Frank Sinatra haviam conseguido tal feito ainda. O rock n’ roll iniciava a sua dominação mundial.

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Elvis Presley
Elvis Presley
Nós sabemos que gente como os negões Chuck Berry e Little Richard – sendo o primeiro o grande pioneiro nas letras de rock que encaravam o dia-a-dia da juventude da época – já estava na área, dando forma e graça àquele estilo musical e se preparando para galgar também os degraus da fama. Mas a história quis que acontecesse o estouro mesmo com dois brancos, naquele ano de 1954, e ficou sendo uma das grandes injustiças da música pop: os branquelos que se apoderaram do suingue negróide pra fazer grana. Racismo? Sabemos muito bem como eram (e são) os EUA nessa área... Ainda bem que alguns anos depois surgiria um tal de Jimi Hendrix pra provar pro resto dos tempos que ninguém debulha uma guitarra como os verdadeiros pais da criança.

Em poucos meses, a coisa se disseminaria de uma tal forma que ninguém conseguiu resistir ao agito que surgia. O radialista Alan Freed, em Nova Iorque, apadrinha o negócio, e é um dos responsáveis por cunhar o nome do novo gênero, citando em seus programas um blues de Big Joe Turner, de 1922 – "My babe, she rocks me with a steady roll...". E o rock n’ roll virou moda! – assim como o calypso, o mambo, a lambada no Brasil... Foi um daqueles períodos em que até artistas que pouco ou nada têm a ver com o negócio acabam dando a sua canjinha. Por causa dessa conotação de "modismo" que assumiu na época da sua popularização, o rock acabaria, muitas vezes, sendo relegado a "sub-gênero" musical e se tornaria vítima de preconceitos por parte de músicos mais "sérios". É relativamente novo, se comparado a outros estilos musicais seculares, como o jazz, a ópera e a valsa. Mas tem demonstrado uma vitalidade e uma capacidade de adaptação aos novos tempos e de aglutinação de estilos surpreendente, que simplesmente desbanca todo e qualquer outro gênero musical. Isso ninguém pode (e nem consegue) criticar. O samba e a ópera não aceitam o rock – mas o rock aceita muito bem casamentos tanto com o samba (o mais recente disco do Los Hermanos) como com a ópera (o virtuoso grupo de metal operístico Stratovarius), não só injetando novas fórmulas e padrões rítmicos nestes gêneros, como os revitalizando, tirando-os da mesmice. Não é possível que ninguém reconheça isso!

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É notório que, dos anos 50 pra cá, muitos vais-e-vens e muitas reviravoltas na trajetória do rock ocorreram. Só o que perdura é o seguinte: apesar de, como já acontecera naquela época, o rock encadear uma espécie de agitação comum, e ter sido até absorvido e engolido pela mídia mainstream (os meios de comunicação adultos, "do sistema"), a digestão de um pelo outro nunca foi fácil. É um relacionamento sempre tortuoso e cheio de rusgas. Como é óbvio, enquanto um (o rock) prega a irreverência e a contestação, a inquietação com um estado de coisas que diz estar tudo bem, o outro (o sistema e a mídia), na maioria das vezes, sugere a acomodação, a paz, a grana no bolso, e todas as conseqüências naturais disso, é claro: o consumo, o capitalismo, o trabalhar para que fique tudo bem, em ordem e sob absoluto controle...

Um é a agitação das massas, o princípio do prazer no gogó e nos membros (não me pergunte quais...) do povão. O outro é o domínio da organização social, o controle dos governantes, a manutenção do status quo (não é aquela banda...) – e como sempre, essa parcela da sociedade é representada pelos grandes veículos de comunicação (rádio, TV), pelos empresários, políticos etc. Diante de tudo isso, a gente pára e pensa: puxa, como o rock é fenômeno social mesmo! É social e é midiático pois, em sua expansão virótica, que foi contaminando gerações e mais gerações graças à perpetuação e popularidade de seus sons, foi também contaminando a própria mídia que, de início, deu birra e não queria se render à novidade... mas, como todo mundo queria, acabou tendo que aceitar balançar o bebê também.

O mais recorrente, então, é a mídia reinterpretar o fenômeno rock do seu "ponto de vista" peculiar. E o que acontece, então, é muito engraçado às vezes, pois é geralmente o oposto do que o rock sempre propôs. Vira um rock com cara séria, de organização, de grande empresa – é o rock capitalismo, o rock Hard Rock Café e Credicard Hall. É o rock do Rock in Rio, com cara de Roberto Medina (Rock in Rio in Portugal, hahaha, que piada, conta outra - por que não puseram logo Rock in Lisboa?). O rock megalomaníaco, o rock mega-tudo. O rock dos Três Tenores cantando com rock stars, por exemplo.

Milhões de dólares em jogo por um sonzinho simples que nasceu só pra divertir em bailinho e ganhar umas minas. Já percebeu? O nível de organização desses festivais, as revistas e publicações que endeusam um Bono Vox ou uma Britney Spears, os mega-circos de informação e de venda de discos e souvenirs que cobrem as turnês e apresentações dos grandes astros... Rolei de rir em 1994, quando fiquei sabendo que a reedição "zumbi" do Festival de Woodstock, naquele ano, iria até ter postos de fornecimento de cartão de crédito e caixas rápidos entre um palco e outro. Meu Deus – é o mundo dos bancos invadindo o mundo dos hippies! O neo-hippie e o neo-"viajante solitário" dos dias de hoje são assim: assistem "Matrix" no DVD (Neo!) e viajam com cartão de crédito na mochilinha e o indispensável celularzinho para dar aquele torpedo pra galera da academia de musculação, depois dar o maior rolé num Pegeut irado, e ainda fazer um rapelzinho numa montanha de um desses lugares exóticos preservados por umas ONGs ecológicas aí, só pra descontrair. Vi numa propaganda da TV de uma marca de celular, um dia desses – embalada, aliás, por um rock pauleira daqueles. Oooi!

Esses sinais dos tempos modernos, que soariam tão estranhos há algumas décadas atrás, para um gênero musical geralmente desdenhado por setores mais "conservadores", mostra que de fato houve uma "jovialização" da sociedade contemporânea, de um modo geral. Pesquisas já demonstraram, nos últimos anos, o aumento considerável das vendas e consumo de toda sorte de serviços e produtos para pessoas na faixa etária que vai dos 20 aos 35 anos, e isso mostra o direcionamento geral de todos os segmentos econômicos para este tipo de consumidor, no sentido de servi-lo, sempre em função do grande poder de compra que este adquiriu em vista de gerações jovens anteriores (anos 70 e 80), que possuíam muito menos bens de consumo. Por favor, não tomem isso, nunca, como uma conversa revoltada de tiozinho com pós-graduação que quer criticar a sociedade ou a galera atual. Simplesmente estou dizendo tudo isso para demonstrar como as relações rock / mídia atual têm sido facilitadas e incentivadas.

Tá certo isso tudo? Bom, depende do modo como você enxerga toda a situação... Se você tem reais (ou dólares) sobrando no bolso e gosta de comprar marcas – os produtos com os nomes dos popstars registrados pelos empresários e as grandes gravadoras – é muito bom tê-los, é uma lembrança legal de uma época que marcou. Um CD oficial, de gravadora mesmo, com encartes caprichados e tudo mais, é uma peça bonita – você pode ficar horas olhando aquilo e admirando a arte e o design, enquanto ouve a música. É bom também ir a um mega-show de um artista famoso, com centenas ou milhares de pessoas, você pode comprar souvenirs também e dizer pra todo mundo depois "eu estive lá". É bem-organizado também (pelo menos toda a campanha de marketing é feita para garantir essa impressão), e dependendo do lugar, você pode até tomar um bom whisky num lugar desses, um Buchanan’s legítimo ou um outro bem tradicional.

Mas... se você não tem grana, meu amigo... que se foda tudo isso! E aí sim, vamos ter a legítima atitude rock n’ roll pra que você possa curtir, legitimamente, o mais puro rock n’ roll! Aí o troço vira gandaia! Pode ir na festa de rock mais fuleira do seu bairro, pular com a galera e encher a cara com a pinga mais vagabunda – o rock te dá essa liberdade, ele foi feito pra isso mesmo! Pode ir ao camelô ali da esquina e comprar aquele CDzinho pirata duca da sua banda favorita, ou pôr pra queimar um virgem numa gravadora de CD com aquela seleção roqueira favorita sua, toda tirada de MP3 da Internet – você vai delirar de qualquer jeito mesmo e tocar guitarrinha no ar, pois o que interessa é a música, não quem está ganhando ou deixando de ganhar dinheiro por causa dela, o rock também lhe permite isso.

Como se vê, o rock aceita tudo e todos. É música para ricos e pobres, pretos e brancos, virgens e putas, judeus, católicos ou protestantes (olha o white metal aí, gente!!!), todo mundo. Há de tudo para cada um. E é por isso que desejamos que esse cinquentão alegre e constantemente remoçado, com cara de moleque sem plástica nenhuma ou botox, chacoalhando bebum por aí e ainda assim cheio da "mulhegada" (independente de marca de cerveja), possa ainda estar muitos e muitos anos à frente do seu tempo, comemorando mais aniversários com a gente, e brindando com um riffezinho manhoso de guitarra que tenha a mesma garra rebelde de uns 50 anos atrás...

No próximo capítulo: falaremos sobre os violentos choques e atritos entre rock e mídia. Os momentos em que a sociedade organizada perde as estribeiras e mete o pau na sonzeira do milênio. Conflito, exagero, rebuliço – quando o rock é rock mesmo!

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Sobre Denio Alves

Denio Alves, natural de Valença-RJ, é crítico, escritor, ensaísta, diletante de poesia, ouvinte e praticante, nas horas vagas, de rock e todas as demais formas de música popular ou de vanguarda que do gênero advenham. Além de técnico em computação, professor de inglês e estudante de Direito, é também pesquisador cultural e artístico das demais mídias de expressão e comunicação, já havendo atuado como colaborador de diversos fanzines na década de 90 do século passado e fundador do célebre veículo alternativo Eram os Deuses Zineastas?. Participou ativamente, em Ituiutaba-MG, onde reside, do processo de formação e criação das bandas de garagem Bloody Garden e Essence, ao lado de Edgar Franco, Gazy Andraus e demais personalidades do underground do Triângulo Mineiro, como guitarrista, vocalista e compositor. Atualmente, participa da concepção de um novo projeto de expressão do RPB - Rock Popular Brasileiro, o Mondo Cane, além de colaborar periodicamente com artigos no site WHIPLASH.

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