Rock x Vietnam

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Por Denio Alves
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Como vovó já dizia: "errar é humano; insistir no erro é burrice"... Os EUA, sob a égide sanguinária de um republicano reaça e alcoólatra, começam a notoriamente chafurdar na lama de um conflito do qual não precisavam para manter a sua hegemonia mundial, e mais uma vez estão gastando milhões de dólares de sua economia através de manobras políticas para liberação dos mesmos no Congresso, e que estão sendo jogados fora em meio à poeira e o sol imbatíveis das revoltosas cidades iraquianas. As imagens na televisão não me deixam mentir - Saddam está definitivamente liquidado, mas isso significa que os ianques são vistos como os "heróis da libertação" pelo povo iraquiano? Claro que não, muito pelo contrário. Assim como nunca foram vistos dessa forma pelos "charlies"...

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E pra quem nunca soube, "Charlie" era o apelido pelo qual os vietcongues do lado comunista, os inimigos dos EUA no confronto armado que durou de 1967 a 1975, eram chamados pelas Forças Armadas americanas no Cambodja e nas selvas vietnamitas - quem não se lembra da célebre frase proferida pelo general louco por surf no filme Apocalypse Now, "charlies don’t surf"? Aquele povo miúdo e subdesenvolvido, de cultura oriental e economia de subsistência essencialmente agrícola, soube como ninguém usar o sentido da palavra "lar" e se beneficiar desse fator - o conhecimento de florestas, rios, choças e trincheiras improvisadas - para humilhar e derrotar o inimigo branco em casa. Hoje, passados quase trinta anos do fim oficial do conflito, a incursão do exército americano no Vietnam para tentar extirpar o "mal" do comunismo que assolava o país é vista, até pela própria opinião pública americana, como um erro que o governo deles não precisava ter cometido. Mas como setores democratas e progressistas dos EUA têm feito questão de deixar bem público ultimamente (incluindo o politizado vencedor do Oscar de melhor documentário no ano passado, Michael Moore, por seu Tiros em Columbine), o Vietnam ainda não foi um exemplo bastante para que o alucinado "cowboy de Washington" e seus assessores pensassem duas vezes antes de arriscarem a pele de seu próprio país em uma louca aventura em terras iraquianas, onde o ódio pelo propagado "american way of life" e a vontade de matar em nome de Alah são bem mais fortes do que qualquer arsenal bélico moderno do império ianque. Chacinas de soldados americanos encarregados da ocupação e "democratização" do país, e sequestros e massacres de civis envolvidos no confronto de ambos os lados (como ocorreu na cidade iraquiana de Falluja): a guerra, na verdade, só começou, e enquanto os EUA insistirem em permanecer naquela caldeira de credos em constante ebulição, ainda estará bem longe de terminar. Há qualquer coincidência com o Vietnam ou tudo não passará de mera semelhança diante de meus olhos?

A única coisa, entretanto, em que não vejo similaridade entre o conflito da década de 60/70 e o dos dias atuais é uma: o papel da música no panorama cultural de resistência à guerra. Sim, pois para quem já vivenciou ou tomou conhecimento daqueles anos rebeldes de protesto e oposição à Guerra do Vietnam, fica claro que a classe artística musical, e o rock, mais especificamente, eram bem mais politizados (e talentosos), de uma forma mais ativa do que os roqueiros de hoje. "Alienação", como se costumava dizer daqueles que rejeitavam o envolvimento com questões políticas e sociais, no entanto, sempre houve, mesmo naquela época, e entre artistas bem talentosos - o Led Zeppelin, por exemplo, preferia pesados vôos lisérgicos com as valquírias pelas terras de Thor do que criticar o Vietnam, e mesmo os Beatles, antes da liberação comportamental de John Lennon consequente do final da banda e de seu relacionamento com Yoko Ono, sempre mantiveram uma posição bastante velada em relação ao assunto, mesmo estando na ativa durante o auge do confronto (graças à insistência do empresário Brian Epstein, segundo o próprio Lennon). Artistas engajados e que fizeram questão de render suas "odes" ao confronto em que os EUA se meteram, por outro lado, fizeram história. A seguir, lembremo-nos de alguns deles, só pra matar a saudade.


Bob Dylan


O lendário arauto da música folk dos anos sessenta foi, ao lado da companheira Joan Baez (sua namorada durante um bom tempo), um dos principais porta-vozes musicais dos movimentos pacifistas e anti-bomba daqueles anos conturbados. A partir de 1963, visto como um "guru" dos novos tempos por vários setores da sociedade americana, - ele só estava antecipando o movimento hippie ao abordar a temática beatnik dos anos 30 - Dylan escreveu alguns dos mais pungentes hinos anti-belicistas, ainda entoados até hoje quando o assunto é "manifesto": "Blowin’ in the Wind", "Masters of War", além de uma das mais ácidas críticas feitas ao militarismo ianque, na canção "With God on Our Side". Esta clássica composição sua de 1963 cuja letra faz um interessante paradoxo com toda a geração cowboy exterminadora de índios de John Wayne, os aliados na 2.ª Guerra Mundial e os militares que, dentro de dois anos, estariam prestes a desembarcar em terras vietcongues, brincando profeticamente com a decantada superioridade bélica americana em nome da divindade: "A cavalaria imitou os índios / e eles foram mortos / e o país era feliz / porque Deus estava do nosso lado / Então veio a Primeira Guerra Mundial / e nunca se soube porquê / Deus também estava do nosso lado / Depois veio a Segunda Grande Guerra / e os alemães mataram milhares / porque Deus estava do lado deles / E agora marchamos para outra guerra / Com Deus do nosso lado". Logo a seguir, já em 1964, Dylan partiria para novas propostas poéticas e musicais, já cansado de ser visto como menestrel da juventude politizada, e nos anos seguintes entra de cabeça em canções de teor inegavelmente mais pop e na guitarra elétrica, ajudando a promover a fusão folk rock. Ficou a pecha de "traidor do movimento", que ainda perdurou muito tempo entre aqueles que amavam o Dylan de violãozinho na mão e canções de protesto quilométricas, e se refletiu na dura apresentação do cantor no Festival de Newport (Inglaterra, 1966), já completamente incorporado às novas tendências e cruelmente vaiado. A mensagem, no entanto, já havia sido magnificamente dada, e estava por aí, sendo soprada no vento, para aqueles que a seguiriam.


Country Joe & the Fish


Pois de todos que pegariam carona na vertente de rock politizado inspirada em Dylan, talvez ninguém a tenha seguido tão bem, nos anos 60, quanto esta banda (ins)piradíssima saída diretamente do campus da Universidade de Berkeley, em 1965 - diga-se de passagem, um dos mais politizados pontos de encontro da juventude hippie americana da era flower power, e centro formador de cientistas, sociólogos, pesquisadores e pensadores dos mais renomados até hoje. Country Joe já tinha a revolta na mamadeira: seus pais, amantes do comunismo que conseguiram se esquivar da perseguição macarthista que assolou os EUA nos anos 50, batizaram o filho com o nome de Joseph Stalin, só pra se ter uma idéia da maluquice deles! Em plena era de Guerra Fria, o jovem Joseph se viu obrigado a usar a alcunha de Joe McDonald, a fim de poder cursar filosofia em Berkeley que, em 1963, ainda não era o local tão liberal que se tornaria dentro de poucos anos. Lá, junto a colegas de campus, montou o The Fish, bandinha de colégio que a princípio tocava as covers de rythim n’ blues de sempre e, assim como os Byrds, eletrificava alguns dos sucessos de Dylan - sim, já vinha daí a inspiração política de Joe. Logo, no entanto, com o avanço dos tempos e as novas experiências sonoras de gente como Beatles e Beach Boys, o som do grupo começa a evoluir para um amálgama psicodélico dos mais experimentados, e, unido às letras politicamente corrosivas de Joe McDonald, levou a banda a se rebatizar Country Joe & the Fish e conseguir um êxito inesperado. Em momentos inspirados das apresentações ao vivo, deixava soltar um "be free, smoke marijuana!" (seja livre, fume maconha) ou ainda um dramático "fuck the war!" (foda-se a guerra).

Country Joe em Woodstock
Country Joe em Woodstock
Já estávamos em 1966, o Vietnam começava a rolar, e tornou-se um dos principais focos de crítica do grupo, além dos modos caretas de vida da sociedade norte-americana da época. Pois nesse ano já uma aclamada apresentação da banda no Fillmore de San Francisco - a capital dos hippies, que acolheria Country Joe de braços abertos - leva os garotos a gravarem o seu primeiro álbum, a obra-prima Electric Music for Mind and Body, que sai em 1967. E aí o mundo pop nunca mais seria o mesmo. Segue-se outro LP clássico, I Feel Like I’m Fixin’ to Die (1968), com a banda vestida de soldados em forma de palhaços de circo na capa, e cuja faixa-título torna-se o maior hino contra a guerra do Vietnam já ouvida. O sucesso desta canção foi tão grande (vide letra ao final deste artigo) que levou Country Joe a cantá-la junto ao grande público de Woodstock, em 1969, resultando numa das cenas mais emocionantes do filme que registra o festival. Diante da impossibilidade de reunir o Fish para tocar durante o dia, Country Joe, violãozinho na mão, faixa na cabeça com o símbolo do festival, ao melhor estilo dos velhos cantores folk, conclama o povão a acompanhá-lo na canção, com um aristocrático "Gimme F... gimme U... gimme C... gimme K...", e arremata: "What it spell?". E a platéia: "FUCK!!!", repetidas vezes. Todos juntos, naquele que talvez tenha sido o maior festival de música de todos os tempos, mandam a Guerra do Vietnam e os governantes babacas responsáveis por ela irem se foder!

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Buffalo Springfield


A lendária banda de onde Neil Young sairia para a fama e que seria a gênese do Crosby, Stills, Nash & Young, um dos mais importantes supergrupos da década de 60, também comparece nesta lista com o seu primeiro grande hit, o single "For What It’s Worth", de 1966. De inspiração claramente pacifista, é uma das mais diretas letras a se posicionar contra o conflito no Vietnam, deixando isso evidente em estrofes como: "Há algo errado por aqui / O que é, não está exatamente claro / Tem um cara com uma arma ali / Me dizendo para ficar atento...". E prossegue, ainda mais contundente: "Há linhas de batalha sendo traçadas / E ninguém está certo se todo mundo está errado / Jovens ouvindo em suas mentes / Aguentando a barra dos que vem atrás...". Ao descrever situações típicas da guerra como essa, de paranóia generalizada, o Buffalo Springfield foi a primeira banda a alertar o grande público jovem dos EUA sobre o desastre do Vietnam, direto das paradas de sucesso, despertando todos para a massa conscientizada.


The Doors

Herdeiro direto da tradição beatnik de se opôr a toda forma de ditadura do pensamento, Jim Morrison não poderia deixar de se envenenar pelo clima libertário da época e mandar a sua mensagem sobre o conflito armado de seu país no Vietnam - sobretudo porque era filho de militar (seu pai era comandante mariner), e , nascido em tal ambiente, odiava as instituições repressoras. Quando os Doors alcançaram a fama, em matéria publicada pela Newsweek em 1967, Morrison e seus companheiros se declaravam "políticos eróticos". E, com o LP de 1968 do grupo, Waiting for the Sun, vieram as mais explícitas formas de manifestação musical das idéias anárquicas e revolucionárias do grupo: em pleno ano da manifestação de Maio dos estudantes franceses e das primeiras grandes passeatas contra o alistamento militar e o Vietnam nos EUA, Morrison e seus asseclas soltam um disco contendo, nada mais, nada menos, que "Five to One" e "Unknown Soldier". Enquanto a primeira era uma afronta direta da geração da flor aos poderes estabelecidos ("Eles têm as armas / nós temos o número", rezava a letra), a segunda se tornaria a primeira grande expressão musical contracultural contra o conflito no Vietnam, lançada em momento de pleno fervor e acúmulo de tensão no confronto e na opinião pública americana. Resultado: "Unknown Soldier" acabaria banida de todas as rádios. Mais chocante que ela, só mesmo o videoclipe caseiro que o grupo tentou veicular: uma tenebrosa montagem de cenas reais de várias guerras, inclusive do Vietnam (coletadas de arquivos censurados das redes de TV americanas), com corpos e vísceras expostos, diante da execução marcial simulada de Morrison em uma praia. Não é nem preciso dizer que só nos anos 80, bem depois do fim do confronto, é que este vídeo promocional foi liberado! Pode ser visto nas coletâneas de vídeos da banda Dance on Fire e The Soft Parade. Uma verdadeira aula de revolução contracultural.

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MC5

Sem dúvida, todos os guerreiros do "pop politizado", incluindo toda a nação punk, ainda devem muito ao MC5, saído das garagens obscuras de Detroit, a cidade do pau, do barulho absoluto. Coleguinhas de jam dos Stooges, que eram moleques completamente alienados e loucos de ácido, o MC5 pendia mais para o lado, digamos, "social" do rock porrada. Chegaram a se envolver seriamente com John Sinclair, a organização White Panters (Panteras Brancas, hippies politizados, num trocadilho com os Panteras Negras), e montaram pra valer mesmo uma comunidade jovem no final da década de 60, onde viviam só fumando erva, trepando e fazendo música. Em seus concertos ao vivo (tão lendários, contraculturalmente falando, quanto Woodstock, Ilha de Wight e outros dos anos 60), o vocalista Rob Tyner simplesmente berrava todas as palavras de ordem que pudesse, e conclamava a garotada, sem rodeios, a queimar mesmo todas as carteirinhas de alistamento. Não demorou muito para, assim como aconteceu com outros artistas que rezavam nessa cartilha, a CIA baixar com tudo em cima dos caras, "arrumando" a prisão do guitarrista Wayne Kramer por tráfico pesado de drogas, e levando a carreira do grupo a um final precipitado.

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Jimi Hendrix


É irônico que digamos isso mas, muito provavelmente, o maior hino contra a Guerra do Vietnam que já se ouviu, apesar de todas as manifestações políticas que tomaram conta do rock na época, é uma música distorcida, e sem letra, que não é cantada. E pior: remete ao próprio hino nacional norte-americano. É um dos maiores fatos históricos do rock o de que o guitarrista Jimi Hendrix, após a ruptura de seu grupo Experience e com sérios problemas de organização e de horários em sua carreira quando foi convocado para tocar em Woodstock, subiu ao palco na manhã do último dia do festival e, entre tiros de metralhadoras, rugidos de helicópteros e bombas abissais simulados por amps e pedais, tenha reinventado, no meio daqueles escombros sonoros urdidos pela sua Fender Stratocaster branca enlouquecida, o próprio hino americano, "Star Spangled Banner". Era uma das mais simples e diretas manifestações musicais contra o conflito já ouvidas, e tão impactante e complexa em sua evolução quanto nenhuma outra. Woodstock ficou perplexo, e Jimi, quando tudo apostava contra, fez um dos melhores shows de sua curta mas impressionante carreira. Existem outras versões, de outros shows, melhor ou pior tocadas, e até a de estúdio, do final de 1969, bem diferente da ao vivo e com todos os recursos que a tecnologia de gravação oferecia. Mas nenhuma tão marcante quanto a de Woodstock. O mais interessante era isso: Hendrix passou o seu recado sem abrir a boca e nem cantar nada, sem dizer um "a". Alguns meses depois, estava morto, como milhares de jovens americanos do outro lado do Oceano, e o mundo nunca mais o veria tocar. Bem como nunca mais ouviria uma peça musical ser desconstruída e reconstruída assim, espontaneamente, de forma tão mágica.


Black Sabbath

E já que com MC5 e Jimi Hendrix adentramos o território do rock pesado, não é que os pais do metal também se atreveram a cutucar na onça do Vietnam com vara curta? Paranoid, o álbum de maior sucesso da banda até hoje e que os elevou ao status de superstars no mundo inteiro, era para ter se chamado "War Pigs", nome da mesma canção que abre o disco, e que é uma crítica diretíssima ao Vietnam. Ficou uma leve referência a isso na capa, trazendo um soldado lunático pulando com uma espada, e que pode ser comparado a um dos porcos da letra da música. Gravadora chiou, lojas recusaram, e milhões de fãs amaram: Ozzy e cia. bateram o pé e lançaram a música numa época complicada, em que a administração Nixon nos EUA fazia de tudo para salvar as pontas do conflito diante da opinião pública do país (assim como Bush anda fazendo hoje em dia, com o Iraque). Mesmo com o LP tendo o seu título trocado, "Was Pigs" se tornou um dos maiores hinos do rock pauleira de todos os tempos, e só garante a longevidade destes mestres heavy que, ao deixarem um pouco de lado a temática de terror e magia negra que os envolvia e incursarem de leve no território da crítica política, compuseram um de seus maiores clássicos.

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Diante de toda essa galera que relembramos por aqui, no entanto, gostaria de reiterar: não quer dizer, também, que outros notórios medalhões do rock da época não tenham tido a "sua" forma de protestar - menos direta e mais pessoal, claro, mas ainda assim uma forma de protesto. Os Rolling Stones, por exemplo, apesar de sempre terem sido vistos como os "garotos de festa" do rock n’ roll, os alienados, usaram o seu talento revolucionário em músicas como "Street Fighting Man" (1968) para dizer que o jovem politizado da época não admitia nenhuma forma de opressão ditada pelas autoridades - sendo o Vietnam e o alistamento militar uma das maiores expressões disto. Pra que ir morrer no front se havia tanto a ser descoberto, sobre garotas, sobre o mundo afora e você mesmo, com outras formas de organização política e social que nem eram cogitadas pela dita sociedade organizada? Nisso se baseava grande parte do movimento contracultural, e a apologia à anarquia de "Street Fighting Man", prima direta dos confrontos com estudantes em Maio de 1968, era uma reflexão acerca disso.

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Também os Beatles, obviamente mais cândidos e reservados do que os Stones, apesar de não expressarem uma manifestação de idéias tão direta quanto Jagger e cia., também passaram o seu recado no especial de TV Our World, de 1967, o primeiro transmitido via satélite para vários países do mundo. E, na letra fácil e singela de John Lennon, cantaram a resposta para tudo, a síntese do pensamento hippie e revolucionário daqueles atribulados anos, e que é justamente o oposto ao ódio que conduz a guerras como a do Vietnam e a do Iraque: "All you need is love" (Tudo de que você precisa é amor).


Feel Like I'm Fixing To Die
(Next Stop Vietnam)

Country Joe & the Fish

Come on all of you big strong men
Uncle Sam needs your help again
he's got himself in a terrible jam
way down yonder in Viet Nam so
put down your books and pick up a gun we're
gonna have a whole lotta fun

(CHORUS)
And it's one, two, three, what are we fighting for
don't ask me I don't give a damn, next stop is Viet Nam
And it's five, six, seven, open up the pearly gates
ain't no time to wonder why, whoopee we're all gonna die

Come on generals, let's move fast
your big chance has come at last
now you can go out and get those reds
‘cos the only good commie is the one that's dead and
you know that peace can only be won when we've
blown 'em all to kingdom come

Come on Wall Street don't be slow
why man this war is a go-go
there's plenty good money to be made by
supplying the army with the tools of its trade
let's hope and pray that if they drop the bomb,
they drop it on the Viet Cong

Come on mothers throughout the land
pack your boys off to Viet Nam
come on fathers don't hesitate
send your sons off before it's too late
and you can be the first ones on your block
to have your boy come home in a box

Sinto como se estivesse me arrumando pra morrer
(Próxima parada: Vietnam)

Vamos lá todos você, seus fortões
Tio Sam precisa de sua ajuda de novo
Ele se meteu numa terrível enrascada
Lá nos cafundós do Vietnam, então
Larguem seus livros e peguem uma metralhadora
Que nós vamos nos divertir um bocado

(CHORUS)
E é um, dois, três, por que estamos lutando?
Não me pergunte, eu não dou a mínima, a proxíma parada é o Vietnam
E é cinco, seis, sete, abram os portões da glória
Não dá tempo pra parar e pensar, iupi!, vamos todos morrer!

Vamos lá generais, movam-se rápido
Sua grande chance chegou afinal
Agora vocês podem ir e pegar aqueles vermelhos
Pois o único bom inimigo é aquele que está morto
Vocês sabem que a paz só pode ser ganha quando
Nós mandarmos todos eles pro reino dos céus

Vamos lá, Wall Street, não seja devagar
Porque essa guerra é um rio de grana
Tem um montão de dinheiro aí pra ser feito
Suprindo o exército com as engenhocas de comércio
Vamos esperar e rezar para que se eles jogarem a bomba
Que eles joguem lá no Vietcongue!

Vamos lá, mamães do país inteiro
Empacotem seus garotos lá para o Vietnam
Vamos papais, não hesitem
Mandem seus filhos antes que seja tarde demais
E vocês podem ser os primeiros do bairro a ter
Seu garotinho de volta pra casa em um caixão

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Sobre Denio Alves

Denio Alves, natural de Valença-RJ, é crítico, escritor, ensaísta, diletante de poesia, ouvinte e praticante, nas horas vagas, de rock e todas as demais formas de música popular ou de vanguarda que do gênero advenham. Além de técnico em computação, professor de inglês e estudante de Direito, é também pesquisador cultural e artístico das demais mídias de expressão e comunicação, já havendo atuado como colaborador de diversos fanzines na década de 90 do século passado e fundador do célebre veículo alternativo Eram os Deuses Zineastas?. Participou ativamente, em Ituiutaba-MG, onde reside, do processo de formação e criação das bandas de garagem Bloody Garden e Essence, ao lado de Edgar Franco, Gazy Andraus e demais personalidades do underground do Triângulo Mineiro, como guitarrista, vocalista e compositor. Atualmente, participa da concepção de um novo projeto de expressão do RPB - Rock Popular Brasileiro, o Mondo Cane, além de colaborar periodicamente com artigos no site WHIPLASH.

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